domingo, 6 de março de 2011

Uma certa forma de vida

Jorge Sampaio gosta de falar. Tem, aliás, frases lapidares, que ficarão, para sempre, ligadas ao seu discurso como político. Refiro, em particular, a célebre afirmação de que "existe vida para além do orçamento" feita em 2004, quando tudo aconselhava a uma enorme contenção verbal.
Nunca teve. Nem agora. Em que se lembrou, seis anos decorridos, num jantar debate que decorreu no Porto, de que o país está em apuros. Ou seja, afinal, parece que a vida sempre se resume ao orçamento. E que, sem ele, a vida em Portugal, practicamente, não existe...
Haja paciência. Se saber envelhecer é, em si, um desafio, saber ser um velho e respeitado ex- Presidente é uma obrigação. De certo difícil. Infelizmente nem todos o conseguem!

HSC

6 comentários:

Marcolino Duarte Osorio disse...

Drª.Helena,
Depois de chegada ao topo do mastro, a bandeira Nacional, drapeja, lembrando-nos assiduamente que foi, é, e será, até um dia, simbolo da nossa cidadania. Depois de arreada, dobrada, e guardada, lá ficará apenas o mastro onde se deu a conhecer...
Os mastros nunca drapejam, produzem sons estranhos, ao passar-lhes o vento, para nos lembrar que, volta e meia, por ali também já drapejaram bandeiras que, bem vistas as coisas, deixaram de servir de bandeira, a toda uma nação.
Cumprimentos
MO

patricio branco disse...

Que estará por detrás da cortina verde? E a republica, porque olha tão desafiadoramente para o presidente incomodamente sentado? Vigia-o? Ralhou com ele? Está à espera que ele faça algo?
As mãos crispadas pousadas nas pernas e os pés trocados revelam um certo incómodo, talvez mesmo irritação e a cara não é de quem está satisfeito.
Ser ex presidente traz consigo responsabilidades, não se lhe paga só por o terem sido, mas porque devem continuar a ter algum papel,de velhos sábios, oráculos, sei lá.
Mario soares manchou a fotografia ao se recandidatar, ramalho eanes ao ler um texto a favor de cavaco silva, num comicio eleitoral.
Sampaio conserva-se com dignidade e até tem um pequeno papel internacional.
Mas o que diz sobre a crise interna e partidos, que se deviam entender, são lugares comuns.
Que outro papel util então poderia ter, alem do conselho de estado?

Anónimo disse...

Nota-se que a Helena gosta bastante deste senhor...

Olhe eu lamento imenso, mas eu gosto tanto , e da mulher Dele acho-a o máximo, até em altura e mais já a vi ao vivo em circunstancias algo de despedida, palavra que não figura na minha anatomia pois tenho sempre lugar para mais um no coração...
E até pode ser alto.

Beijo
Isabel Seixas

De qualquer forma há razão para me preocupar?... Não é obsessão? É?

Caso sério!...

Mas aí está algo que em psicoterapia exige presença física, claro que posso ajudar, ora venha cá...

Juro já sabe que sou convencida, mas olhe outros nem assim são.

Anónimo disse...

Nem mais!!!

Este quadro da Paula Rêgo é um pouquinho sinistro.

Isabel BP

Margarida disse...

O cavalheiro ruivinho, como muitos dos seus pares de corte ideológica, deu-se bem.
Há trono dourado para todos. Passados, presentes e futuros; daí a sanha com que se digladiam para alcançar o topo da pirâmide.
Velha história, novos crentes.
(à primeira quem quer cai, à segunda cai quem quer...)

Helena Sacadura Cabral disse...

Ana Isabel Laruça
Não publiquei o seu comentário porque tem dados pessoais que não devo tornar públicos.
Mas li-o com atenção e prometo-lhe que quando estiver em Lisboa para a Feira do Livro, lhe enviarei um mail.

Cumprimentos