quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Voltámos à politica

Depois de uns dias quase completamente dedicados aos actos terroristas praticados em França - dos outros, bem violentos, quase ninguem fala, vá lá perceber-se porquê ... - voltámos á política. À Internacional, com Hollande a avisar que não existem deficites para cumprir, porque há que dedicar à defesa do país tudo quanto for necessário. Ninguém pestanejou ou esboçou qualquer reacção, nem mesmo quando se falou das Nações Unidas e da Nato, instituições que, no actual quadro, se impõem, venham à baila.
Internamente, depois de uns discursos de circunstância pelo drama francês que pode alargar-se a toda a Europa e da eventualidade de uso de armas quimicas, a preocupação central é saber o que vai fazer o Presidente da República quanto ao novo governo. A mim "cheira-me" que se António Costa for empossado, a Nato e as Nações Unidas irão ser um dos pomos de discórdia entre a troika nacional que apoia o governo PS...
Enfim, e em paralelo, sem que quase ninguem dê por isso, os candidatos a Belem tentam dar-se a conhecer. Mas o ruído acerca de tudo o resto é tal, que não conseguimos saber quem é que apoia quem. Enfim, estamos num tempo para jornais e televisões!

HSC

5 comentários:

Anónimo disse...

Vivo na aldeia. Aqui não se passa nada. A vida continua, calmamente. Cultivo, recolho, levo uma vida descansada. Parece que há confusão na Capital. Nada que me tire o sossego. Aqui, pouco ou nada mudará. Como tem sido sempre, mais coisa menos coisa. E ainda bem. Os da Capital nunca passam por aqui. Sorte minha! Nem me atrevo a dizer o nome da aldeia. A nossa economia é baseada no euro e na troca de bens. E cá andamos felizes. Sabemos uns dos outros o q.b e se for o caso, para ajudar, se houver um problema de saúde. E ainda há quem desdenhe desta nossa vida. Que lhes faça bom proveito. Por cá fazemos: à barriga e ao peito. Os dias agora estão bons. Sabe bem o campo assim. No Outono. E das chaminés, à noite, já se vê o fumo a sair. Vindo das lareiras. Dizem que se calhar este ano não neva. Não faz mal. Neva depois para o ano. Aqui há uma coisa o ano todo, que nunca falta: calor humano!
Tenha um bom resto de dia!
"Zé da Aldeia"

Virginia disse...



Ou seja, estamos num tempo em que o melhor é fechar os canais de notícias e vermos séries inglesas....o Lewis acabou e foi substituido por outra da BBC 1, que não é tão boa como a anterior, mas mesmo assim, é melhor que as nossas telenovelas....

Quanto a mim o PR vai optar pelo governo transitório e obrigar a eleições depois de Abril. Mas esta é a minha humilde opinião.

Madalena Ferreira disse...

Olá,

Anda tudo tão baralhado - até o PR -,que a mim, não me cheira a nada!
Oxalá entendam, que o presente não se pode comparar ao passado, os tempos são outros, que não pague o justo, pelo pecador!

Dra.Helena, não me leve a mal, mas é pomos de discórdia ...,ou pontos de discórdia?

Um abraço,

Anónimo disse...

Estamos num tempo tristíssimo... o mundo e a nossa europa em transformação profunda, onde serão precisas cada vez mais uniões de forças e por cá assistimos ao contrário de tudo. Este espectáculo com o resultado eleitoral é disso bem evidente, na noite de 4 de outubro nunca imaginei um desfecho assim, a adulteração que António Costa fez dos resultados eleitorais é a maior vergonha que já assisti, vale tudo até fazer de ânimo leve, interpretações sobre o sentir do povo português, e como a Constituição retira 1 ano de poderes ao PR, 6 meses depois de eleito + 6 meses antes da eleição, neste hiato pessoas que não respeitam os resultados manipulam a situação a seu belo prazer. Para onde irão estes 4 anos de esforço?!
Ao PR resta pouca alternativa...
Um abraço
Inês Galvão

Fatyly disse...

Estamos a viver um período de grande instabilidade a todos os níveis e nós por cá a brincar às políticas. Se nunca respeitaram e quiseram saber do povo é agora que o irão fazer?
Acho que chegámos a um ponto em que se instala a "banalização quer em termos éticos, morais, educacionais e sobretudo políticos numa de vale tudo" e a sede ao "pote" e à "informação em primeira mão" dá os frutos que tem dado.

Acredite Dª. Helena que sinceramente que em mim o direito, dever e obrigação em ir votar começa a esbater assustadoramente. Valerá a pena? Não sei!!!

A UE não estava preparada para o que muitos avisavam "atenção ao que por aí vem" e forneceram armas e armas a troco de petróleo e afins, sem rei nem roque e agora...pois e agora? Mais uma vez...o elo mais fraco é que leva com tudo ou quase tudo. Estaremos preparados? Quando oiço dizer que sim, até estremeço...e saber que dozes, volto a repetir doze elementos da PSP e GNR já cometeram o suicídio..."algo vai mal no reino da sua majestade". No entanto para um jogo de futebol e para conter quem deveria...enfim...lá vai um contingente de forças de segurança...e zonas onde deveriam estar...não podem, o futebol é mais importante!

Melhores dias virão Dª. Helena e desejo-lhe sucesso no lançamento do seu livro, livro que a minha mãe já o tem e leu e disse o mesmo de sempre: fantástico e como gostaria de um dia poder falar com a HSC:)

Desculpe e um bom dia