quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Insulto do rating

O texto que se segue é, na íntegra, o editorial de hoje do Correio da Manhã e resume muito bem a injustiça da decisão tomada de descer a notação de Portugal para "lixo".

"Da terrível trindade de casas de rating que falharam redondamente na crise financeira de 2008, mas que ainda ditam as regras no mercado e que decidem as margens de juros a aplicar a cada país, a Moody’s foi a primeira a baixar a nota de Portugal para o inferno.

Há o sério risco de a Fitch e a S&P acompanharem a tendência. É verdade que as contas do País não orgulham ninguém, mas atribuir a classificação de lixo ao crédito de um Estado que nos últimos 100 anos pagou sempre as suas contas é um insulto. E ainda é mais injusto atribuir nota tão baixa a um devedor que já assumiu publicamente que quer pôr ordem nas suas contas e anunciou sacrifícios. Já na crise grega as empresas de rating têm sido o principal obstáculo à reestruturação. Parte da tragédia do euro é não haver nenhuma empresa europeia com peso no mercado de avaliação de crédito. O cartel americano domina um mercado que tem interesses e, às vezes, quanto maior for a tragédia de uns, mais lucrativo é o negócio de outros.
A situação vai piorar e mesmo o guarda-chuva do resgate da troika não nos protege da tempestade. A seguir ao lixo do Estado, todas as empresas portuguesas vão sofrer agravamento de juros. Os bancos só podem contar com a ajuda de emergência do BCE, as médias empresas que geram emprego vão ter mais dificuldade de acesso ao crédito. As famílias endividadas vão sofrer mais penalização na prestação mensal a pagar ao banco.
Se Portugal era um náufrago a tentar sobreviver numa tempestade, as agências de rating, em vez de uma bóia, atiram-lhe uma pedra pesada. O País não tem força para atacar os avaliadores, mas a União Europeia deveria passar das palavras duras contra o cartel de rating e iniciar a acção com uma investigação profunda e eventual criminalização de acções ilegítimas que destroem países".


Claro que o facto de ter sido tornada pública a derrapagem orçamental que o anterior governo terá tentado esconder - lembro-me bem das declarações televisivas dos responsáveis na véspera de abandonarem os cargos -, afectou seriamente a já reduzida credebilidade do nosso país nos mercados internacionais que, como se sabe, não analisam "intenções" mas sim "dados". E, é face a eles, que avaliam o risco crescente de Portugal poder voltar a precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais, antes de conseguir regressar aos mercados financeiros. Terá sido este, supõe-se, um dos principais motivos que levou a agência Moody's a cortar o rating de Portugal para um nível considerado "lixo".
Acresce que, de acordo com aquela agência de notação financeira, continua a existir uma cada vez maior possibilidade de que seja imposta a pré condição da participação dos investidores privados num segundo plano de resgate a Portugal, à semelhança do que está a acontecer com a Grécia.
É evidente, que a imparcialidade destas agências se não é medíocre, anda lá perto. Mas Durão Barroso parece não encontrar razões para a criação da tão falada agência de notação financeira europeia... E a Vítor Constâncio também não mostra que o assunto lhe interesse. Claro, são cidadãos do mundo e só virão morrer a Portugal!

HSC

22 comentários:

PAL disse...

Cara Helena,
Como diz, e muito bem, estas agências analisam dados e não intenções. De imediato, fui ao site do IGCP - Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, I.P. e qual o meu espanto quando me deparo com este brutal aumento da Dívida Pública: Em Dezembro de 2010 era de 151 000 M€ e a 31 de Maio de 2011 foi de 164 000 M€, ou seja, aumentou, em cinco meses, 13 000 M€!!! Isto não é só lixo, isto tem muita gosma!

Ana Teresa disse...

Muita coisa ha a dizer sobre isto.
Claro, vou resumir.
"às vezes, quanto maior for a tragédia de uns, mais lucrativo é o negócio de outros", aqui, esta tudo dito. Nao e as vezes, nesta actual fase do modelo economico, e sempre isto que acontece, esfrega se as maos de contentamento com a desgraça de uns. O que impera e a especulaçao, e a especulaçao arrata com ela toda a falta de etica, solidariedade e principalmente, "humanidade" da nossa civilizaçao. So quem esta cego porque assim nos querem manter, atraves de propaganda enganosa, e que nao ve.
Olhemos para o mundo com olhos de ver...
O sistema economico actualmente falha, mesmo com paises que antes eram considerados viaveis economicamente, porque foram arrastados na engrenagem economica, baseada na abundancia inexistente e pura especulaçao.

"Perante esta situação, discutir os contornos e a legitimidade da dívida torna-se relativamente secundário. Sim, é imoral que nos façam pagar, com juros especulativos e nacionalizações de bancas corruptas. Contudo, ainda que essa dívida fosse totalmente legítima, ela seria, ainda assim, impagável. Tal pagamento não depende de uma maior ou menor produtividade laboral. Na verdade, se bem feitas as contas, aumentar a produtividade decorre de duas coisas: a exploração laboral (aumento da carga horária, redução de salários, aumento da idade de reforma, redução do tempo de educação, etc.) e, sobretudo, a exploração dos recursos materiais e energéticos capazes de sustentar essa produção. Isto é, ir buscar, com termos de troca mais favoráveis, coisas que não existem cá (nem em Portugal, nem na maioria do território europeu). Para usar palavras sinceras, aumentar a pilhagem colonialista."

Se quiserem ler na integra:

http://ingenea.gualter.net/?p=355

(Desculpem-me, a falta de acentos e derivada a problemas com o teclado, mas nao quis deixar para depois este comentario)

Quanto mais percebermos isto, mais veremos mentiras. atras de mentiras.

Nao podemos nunca esquecer, que os paises sao constituidos pelas pessoas que nele habitam...e a julgar pelo sistema economico, o unico interesse pelas pessoas e a sua força de trabalho.
Triste, muito triste...

DL disse...

Cara HSC,

Permita-me discordar, por um lado por parte da derrapagem se dever a uma alteração dos critérios estatísticos para o cálculo do défice (ainda se lembra da outrora permitida contabilidade criativa de Manuela Ferreira Leite?), por outro pelo carácter forçosamente recessivo das medidas anunciadas pelo novo governo. Disparar sobre o mensageiro não resolve a má notícia, e o facto é que a credibilidade deste "PEC 5" fica assim avaliada com a nota que se costuma dar aos alunos trafulhas.
O editorial do Correio da Manhã pode acalmar as boas consciências e atiçar o espírito combativo, mas como o bom velho Tio Patinhas, comerei a minha cartola (que não tenho - desembaracei-me dela a conselho do arq. Saraiva) quando se cumprir o desiderato piedoso da União Europeia finalmente tratar da saúde às agências de rating. Desculpe, mas aqui chegado já estou com saudades do velhinho pec 4, o que não chegou a sê-lo. As injustiças são assim, injustas. Mas, se mal lhe pergunte e se permite o excesso de confiança (que não mereço), ontem teria colocado as suas poupanças em OT?

Anónimo disse...

Estimada Helena,
Gostei bastante de ler este seu Post. Sobretudo o seu final.
Amanhã, com mais tempo, pronuncio-me.
Um cordialíssimo abraço!
P.Rufino

voz a 0 db disse...

Copia e Cola!!!

Lá estão a criticar as Agências de Rating... elas fazem parte do Sistema que eles construiram para extorquírem dinheiro à tripa-forra. As agências são os agiotas que trabalham para a Máfia <=> FMI (Fundo Mafioso Internacional)/Banco Mundial/Bancos... se a vida ($$$) lhes começa a correr mal os agiotas entram em acção. Começam a baixar as classificações dos animais feridos, o Mercado, por eles criado e desregulado, como tem estabelecido que as classificações são indicadores de "risco" entra em acção e os "Investidores" do Mercado começam a usurpar mais e mais, pois afinal de contas o "risco" é maior, segundo os agiotas... Isto continua até ao ponto em que o animal ferido, fica exausto e zás... vai ter com a Máfia e pede "Ajuda" claro que a Máfia agora anda mais bem vestida, e até já tem mulheres, evoluções!!!, mas não deixa de ser Máfia. E como são Máfia... "Está bem, ó miserável, nós emprestamos dinheiro, mas em troca vocês têm que aumentar os impostos ainda mais, e queremos estas empresas (entregam a Lista) e um pedaço de território... claro que o Animal Ferido olhando à volta e vendo apenas os abutres já a tentarem dar umas bicadas, aceita a "Ajuda"... e assim assina o seu Suicídio...

Quando os Povos se derem conta que são uns VICIADOS em Dinheiro/BANCOS e que se podem tratar do Vício (Destruindo os Bancos) então a situação MUDA... enquanto continuarem viciados E NÃO DESTRUÍREM OS BANCOS, não vale a pena perder muito TEMPO.

voz a 0 db disse...

Já agora...

Isto não é insulto nenhum!

É a simples verificação de factos, olhando para o passado, vendo o presente... o futuro não é nada de muito diferente, pois quem continua a (des)governar é a Trupe com as Mesmas Ideias básicas, apenas mudaram as caras!

Já escrevi que nós somos uma onda igual à grega, a diferença é que a onda grega se formou primeiro...

Pelo meio também temos uma diferença relativamente aos Gregos: SOMOS MUITO MANSOS...

(c) P.A.S. disse...

Seria tão útil elaborar uma lista dos maus Portugueses: aqueles que por um prato de lentilhas viram a cara ao seu povo! Para que a história não se compre e escreva por linhas direitas.

Fada do bosque disse...

Drª Helena, repito o comentário que deixei no "duas ou três coisas":
Seria um bem para toda a Humanidade acabar com as agências de notação. É um favor muito grande, aqueles que através de um clique possam assinar esta PETIÇÃO e quem possuir blogues a possa divulgar.
Mais uma vez muito obrigada.
Acrescento que estes dois amigos de longa data ajudaram, deram uma mãozinha, a essas agências criminosas, como se pode ver aqui e para quem tem lido e ouvido as notícias.

Anónimo disse...

Perante a atitude da Moody´s e outras idênticas Agências de malfeitores, só nos resta perguntar: Que querem mais, o país a pataco, a retalho, ás postas? Ignora-se que existe um novo Governo, ignora-se que o mesmo tem uma maioria sólida no Parlamento, ignora-se que está a ser iniciado um programa de austeridade que segue as indicações propostas pelo duo FMI-BCE, ignora-se que a população até está, na sua larga maioria, a aceitar fazer sacrifícios (que os dignitários do FMI e BCE não fazem, convém sublinhar), enfim, ignora-se muita coisa – lamentavelmente. As práticas destas Agências – norte-americanas, convém igualmente sublinhar – configuram, bem vistas as coisas, um crime de sabotagem económica, dolosa porque deliberada e intencional, para benefício de quem lucrará com a elevada taxa de juros a pagar por causa disso.
Curiosamente, não apontam as baterias aos EUA, um país, o único, que se auto financia, imprimindo moeda. Que possui uma dívida astronómica que se a tivesse de pagar em Euros, por exemplo, iria à falência em menos de um fósforo.
O ataque, selectivo, ás pequenas e mais fragilizadas economias europeias é, se calhar, um primeiro passo, para um ataque a outras mais sólidas. E entretanto, não se ouve reacções enérgicas da Comissão onde se encontra o Sr. Barroso, que em tempos encetou uma fuga bem sucedida para Bruxelas, deixando-nos entregue a um comentador de futebol e adepto do Sporting (nada tenho contra esse clube, até acredito que na próxima época, com o Domingos Paciência irá dar que falar). Nem do BCE, onde também se acolitou o ex-Governador do Banco de Portugal que por andar a dormir na forma, não superintendeu como devia, deixou a Banca à solta e os contribuintes em sérias dificuldades e uma herança para eles pagarem - o BPN. Todavia, todos estes cavalheiros auferem grossos e obscenos salários, reajustados anualmente e meia dúzia de anos após, ala eu lá vou eu para uma reforma douradíssima. E entretanto puseram-nos a pão e água.
É certo que temos responsabilidades. Como foi a gerência daquele político com quem convivemos 6 anos, ao que consta agora interessado em filosofia.
Julgo que começa a ser tempo de as Instituições europeias pensarem em encontrar uma solução para neutralizar aquelas Agências. Mas começo a perder a credibilidade na UE e suas Instituições. Se não formos nós, aqui no Rectângulo, a dar a volta ao prego, ninguém mais o fará por nós. Daí que, com sacrifícios, teremos é de tentar ultrapassar esta calamidade que é Crise e um dia, com o nosso esforço podermos dar uma bela bofetada na cara das tais Agências e olhar de frente, mas com algum desprezo, para as tais Instituições.
P.Rufino

marianinha disse...

Se á coisa que me deixa fora de mim são as instituições de raking.~
Por que raio é que todas se viram para Portugal será que esses senhores não intendem como está o nosso país,não sou de partido nenhum e não acredito nos polícos,mas eles apenas estão neste momento a comprir ordem do FMI,acho muito triste dizrem que o nosso país seja considerado lixo pois não somos lixo nenhum,será que não intendem que estamos a lutar para ter um país melhor,pois para se recuperar até nos vão cortar o subesidío de natal aos reformados o meu pai é uma dessas pessoas já recebe uma má reforma e descontou durante quase 40 anos,não estou de acordo com isso.
Mas também não estou de acordo que nos tratem como lixo.

Blondewithaphd disse...

Gosto particulamente da imagem da pedra atirada ao naufrago. E ainda mais da dos cidadãos do mundo que só virão morrer a Portugal. Excelentes sumários desta tragédia.

Anónimo disse...

Fada do Bosque, oportunamente assinei também a dita Petição.
O Capital tem uma capacidade para inventar maldades que me surpreende.
Enfim, o Senhor nos valha, já que da Comissão não há a esperar grande coisa, para neutralizar as tais Agências.
P.Rufino

Fada do bosque disse...

Não, Rufino... estão armadas até aos dentes com os exércitos ao serviço deles e não dos Estados. Isto acontece como diz (c)P.A.S., porque os nossos políticos se vendem enquanto o diabo esfrega o olho. O que os nossos políticos têm feito, como por exemplo entregar de bandeja a nossa Soberania ou roubar os povos, nos tempos antigos era considerado alta traição. Continuo a achar que os nossos inimigos têm sido os que nos governam e mereciam que o povo lhes desse, um tratamento digno e servisse as suas cabeças numa bandeja!... mas pelo contrário, os que são elegíveis vão para o poder, os que não são, são compensados pelos tiranos de Bruxelas. Quando o Voz diz que é necessário acabar com os bancos... é verdade, mas poderiam existir bancos sem traidores. É olhar para a Islândia e morrer de vergonha, principalmente agora que a população foi toda mobilizada, a participar na elaboração de uma nova Constituição. Um dia estarão a crescer como a Argentina e nós cada vez mais miseráveis.
Obrigada Rufino.

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Fada
Voltei a não conseguir colocar o seu último post. Esperemos que se não tenha perdido.
Sendo a Fada uma das mais presentes comentadoras da blogosfera que frequento e remetendo-nos, por norma, para as fontes em que se baseia, qual é o endereço do seu blogue? É que não consigo entrar nele pelo simples click no nome.

Fada do bosque disse...

Não conseguiu colocar o comentário?! não faz mal, tal era a sarrafada que eu tinha dado nos nossos políticos de topo... pronto, desta vez escapam. Não consegue entrar no meu blogue? Não tem muita coisa lá... apenas alguns trabalhos. As fontes que uso são de outros blogues ou sites... neste comentário não tinha usado nenhuma.
Mas quero agradecer, de novo ao caro Rufino, pela simpatia e atenção :) e à drª Helena pela preocupação. Obrigada.

Fada do bosque disse...

Pronto, drª Helena está aqui o que penso dos nossos políticos muito bem explicado e acrescento que noutros tempos, a venda da Soberania e o roubo de um Povo, se pagava com a cabeça, pois era considerado alta traição e crime lesa Pátria... Era o que esses figurãoes mereciam!

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Fada
Ou é você ou sou eu que estamos a ser vigiadas. Consigo colocar os seus comentários mais curtos, mas os maiores tenho que fazer várias tentativas, correndo o risco de perder o texto, Mas até aqui têm saído todos depois de alguma luta.
Já consegui agora ir ao seu blogue. Só não consigo perceber porque é que não lhe acedo por um clique no nome como acontece nos outros. Bizarrias! Mas agora, pelo menos, quem tiver o mesmo problema que eu já pode aceder-lhe e guardar o seu domínio!
Mas noto que anda agora mais zangada do que antes. Gosta menos destes que dos anteriores? Ou é mera impressão minha que pouco ou nada gosto de política?

Raúl Mesquita disse...

Cara Helena:

Eis-me de volta, acabado que está o meu último livro - um ensaio encomendado pelo meu editor sobre o Marquês de Sade que, pode crer, julgava matéria pesada, mas, foi, afinal, leve, quando me confrontei ontem com o que vi!

Não discordo nem concordo consigo. Já veremos porquê. Quanto às lamúrias mais ou menos moralistas de alguns participantes no seu Blog creio que nada resolvem, nem mesmo descansam o coração. Creio, outrossim que este é um dos maiores choques da minha vida! E não sou um crédulo por natureza, note-se.

Mas vamos ao que interessa. Julgo que o que está a acontecer (e não sou o único a dizê-lo, embora esta ideia já se desenhe no meu espírito desde o início da Grande Crise Portuguesa) não se deve essencialmente à actuação de governos portugueses desde os anos 80 (e, friso, não apenas ao bode expiatório do governo anterior) mas à guerra $/€. Os americanos não querem uma moeda estrangeira mais forte do que a deles, punkt. Atacaram pelo elo mais fraco da cadeia - os países mais fracos da mesma e mais nada. O que me espanta (espantará?) é que os dirigentes políticos da UE em si mesma ou dos países mais poderosos da mesma agora bradem aos céus, mas nada tenham feito antes. Quem é que eles apoiam, lá bem no fundo, afinal? Do meu ponto de vista, não vamos rodear o assunto com morais e culpando este ou aquele governo; qualquer serviria o propósito americano. O assunto é este, creio. E agora não vamos poder pagar, sacrifícios ou não-sacrifícios, porque os americanos querem que o € seja destruído ou… os chefes europeus passam a sê-lo rapidamente! Tenho dito.

Um beijinho,

Raúl.

Fada do bosque disse...

Devo ser eu... pois se só acntece com os meus comentários, está visto, drª Helena... :))
Quanto aos políticos não há diferença grande a assinalar, uns torturam e os outros dão o golpe final. Sendo estes últimos mais papistas que o Papa, aumentando e exigindo ainda mais sacrifícios do Povo que a própria tróica e tratando de privatizar os bens públicos muito depressa, enquanto andam distraídos e indignados com as agências de notação. É para eles que estão a trabalhar!...
Quando estavam fartos de saber que a única saída para o País não perder a Soberanis e o pouco que resta, seria a saída imediata da zona euro, como a Islândia. Mas para fazer como os islandeses, lá está, não havia cadeias que chegassem... As palavras de Nouriel Roubini que são com certeza o que mais cedo ou infelizmente, mais tarde, o que vai acontecer:
"A resolução terá que passar por reestruturações e renegociações, com elevadas perdas para os credores que foram parte essencial na erupção desta crise global pela sua avidez e ganância e que agora tenta – por todas as formas – salvaguardar os seus ganhos e lucros procurando oprimir os povos e os Estados com pacotes recessivos e “ajudas” interesseiras e com juros agióticos."

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Fada
Não é "só" (?!) com os seus comentários. É com os comentários grandes, seus ou de qualquer outro comentador. Talvez devesse mudar de PC porque este está velhinho. Mas com a crise não dá.
Tento ter sentido de humor e não acredito, para já, em perseguições. Aliás, estou vacinada, tanto à direita como à esquerda. Já dei para os dois peditórios...A mim não me apanham!

Fada do bosque disse...

Ufa! drª Helena... fico mais descansada!... :))
Afinal já somos duas vacinadas quanto a perseguições. :))

Helena Oneto disse...

Uma grande SENHORA!