sexta-feira, 23 de maio de 2014

Os "fardos"


"En Norvège, à partir du mois de juillet 2014, une période d’essai sera permise pour les parents d’enfants déclarés handicapés à plus de 66%. Les parents mettant au monde un bébé déclaré malformé avant la naissance pourront bientôt opter pour une période d’essai plutôt que pour l’avortement. Ainsi, les parents auront l’occasion d’essayer la vie de famille avec un enfant handicapé et le cas échéant, de le rendre à l’administration si cela ne leur convient pas.
La Norvège tente ainsi de lutter contre le trop grand nombre d’avortements de confort pour de petits handicaps, ce qui a une incidence forte sur le taux de natalité en constante baisse chez nos voisins du nord. 
Le test de ce nouveau système a commencé en 2008 et plusieurs familles tests ont déjà vécu cette expérience très enrichissante" 
                                                        (in Nord Press)

Se a isto se chama uma nação desenvolvida, então, ainda bem que o somos menos. A forma como certos países encaram a deficiência ou a decrepitude, causa arrepios pela desumanidade que revela. É claro que estas famílias precisam de ajudas psicológicas especiais, que devem constituir uma prioridade nos sistemas de saúde nacionais. Mas "libertar" as pessoas deste "fardo" e tranferi-lo totalmente para o Estado, que o encarará como mais um "peso" material e estatístico, é algo que excede a minha capacidade de compreensão...

HSC

7 comentários:

Isabel Mouzinho disse...

Fico sem palavras de tão chocada...

Anónimo disse...

Boa tarde dra Helena,
mais um post chocante e polémico.
E dou-lhe toda a razão quando diz que prefere a bondade á instrução.
Se não estou em erro,foi mais ou menos isto.
Em qualquer grupo etário há os bons e os maus.
E se há,velhos bons,há os muito maus,e,talvez,esses depois se não possam queixar do tratamento que têm e os apelidem de decrépitos.
Agora tratar mal os incapacitados novos ou velhos depende só e unicamente de uma coisa - o coração que se tem.

Gardufa disse...

Estou abismada! Bárbaros!

Observador disse...

Aqui está uma situação que me deixa, por um lado, à beira de um ataque de nervos, por outro, indignado com tanta falta de humanitarismo.

Os deficientes são apenas, na minha perspectiva, diferentes.

Anónimo disse...

Dra HSC
Quem será,afinal,deficiente?!
MT

TERESA PERALTA disse...

Querida Helena,
Se caminhamos para este progresso, o melhor é começarmos de novo...

lidiasantos almeida sousa disse...

Moro numa rua da Freguesia de São Jorge de Arroios. Nesta rua há muitos cabeleireiros, apesar de ser uma rua envelhecida, Os andares quase todos de propriedade horizontal estão agora a ser alugados a pessoas mais novas.
Acontece que abriu um cabeleireiro quase defronte da minha casa, mas como já sou cliente de um brasileiro, não liguei nenhuma ao novo cabeleireiro até que há dias, passando vi que a dona do cabeleireiro tinha uma criança num carro muito pequeno para o tamanho do rapaz que sei agora se chama Filipe. Entabulei com a mãe da criança uma conversa e resolvi mudar de cabeleireiro para ajudar a Senhora. O menino tem 7 anos, sofre de paralisia cerebral desde os 9 meses. A cabecinha descai-lhe para o lado e sugeri-lhe que puzesse uma almofada. Ela disse que não, pois o que precisava era de um carro maior, pois o que estava a usar era para 4 anos e o menino já tem 7. Diz ter recorrido a tudo o que é organismo, mas devido aos cortes, não lhe dão ajuda para comprar o carro que, segundo ela custa 9.000 Euros que ela não tem.
Não pertenço a nenhuma associação, mas como a Helena é uma pessoa do mundo artistico e politico. ao ler o seu fantástico comentário sobre a Noruega, lembrei-me de lhe contar esta história, pensando que talvez possa ajudar este infeliz menino que precisa de ser tratado por especilistas em fala, fisioterapia etc. pois falando com ele, ele recebe as minhas mensagens, ri-se imenso e corresponde com alguns sinais. A mãe não é muito receptiva a sugestões, pois tenho tentado, em vão, que ela tire o menino da cadeira, o deite na marquesa das massagens, para ele esticar a coluna, mas ela vai dizendo que sim, mas também, não segue um horário na alimentação da criança e eu não sei o que fazer, pois temo ser indiscreta por mal a conhecer. Tem alguma sugestão para este caso? Fico-lhe muito grata se me ajudar, pois odeio a caridadezinha tipo Isabel Jonet.
Cumprimentos e bom, fim de semana