quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dois erros de Seguro


Seguro cometeu, a meu ver, dois erros lapidares. O mais recente foi prometer que iria repor pensões e não aumentar os impostos.  O segundo, há pouco menos de um ano, foi o de não aceitar a proposta de Cavaco Silva para subscrever um acordo com o PSD, que tinha como contrapartida a antecipação das legislativas para 2014. Se assim  não tivesse acontecido, António José Seguro podia estar neste momento em São Bento como primeiro-ministro. E não no Largo do Rato a viver uma dificílima crise interna.                                                                    
A hostilização de Cavaco só se explica pela vontade de agradar aos seus detractores no partido. Ora é precisamente esta ala interna - que teve de tolerar Seguro mas nunca, de facto, o aceitou - que, agora, julga ter chegado o momento do PS e do seu líder cumprirem o seu destino.  O primeiro, sob outra batuta, de alcançar uma maioria absoluta nas próximas legislativas. O segundo, de ir viver a sua vida!

HSC

28 comentários:

Anónimo disse...

Que rico par para dançar tango!
http://youtu.be/UkfwUo_zLnI

As peças podem mudar,mas o jogo será sempre o mesmo...
Só salero!
MF

Observador disse...

Isto hoje é fácil, cara Helena.
Basta olhar para os apoiantes de um e de outro.
Sintomático.
Cumprimentos

TERESA PERALTA disse...

Concordo com o sua maneira de ver. Ao não aceitar a proposta de Cavaco Silva, o "tiro saiu pela culatra". Assim como, ao dizer que repunha pensões sem aumentar impostos, desrespeita a sua idoneidade política.
Os enormes sacrifícios a que estamos sujeitos têm a grande vantagem de nos colocar com os pés assentes na terra.
Abraços para si e bom trabalho.

Anónimo disse...

Só dois?!
Ah ah ah

Anónimo disse...

Não querendo entrar em disputas políticas, parece-me, por fim, que Seguro demonstrou não ser um político inteligente e perspicaz: como é que ele não previu que isto iria acontecer? É que se estava mesmo a ver!
Olhe, vamos pensar que talvez tenha sido melhor assim, afinal, que tipo de primeiro ministro iria ser com tanta falta de visão?!?
Cumprimentos,
Cláudia

Same Old Guy disse...

Olá Helena,

Confesso que já estive "vai não vai", para seguir o seu blogue à muito tempo. A Helena é uma mulher, peço desculpa, uma Mulher que eu admiro imenso. Entre outras.

E na minha primeira participação, aviso já que sou muito (mesmo, muito) sarcástico, queria dar-lhe os parabéns! A Helena conseguiu encontrar apenas DOIS de Seguro! :)

(se eu fosse mauzinho, diria que o primeiro fora ter sido nascido e o segundo ter chegado à liderança do PS, mas apesar de não o achar capaz, não tenho nada contra o senhor e seria um exagero meu).

até à próxima,

S.O.G.

Ailime disse...

Boa tarde Dra. Helena, tenho imenso respeito e admiração pela Senhora por todos e os mais variados motivos!
Uma das personalidades do nosso Pais que mais admiro!
No entanto e respeitando o seu ponto de vista, no meu fraco entendimento o maior erro não é o de Seguro, mas este golpe de traição quanto a mim que António Costa está a cometer!
Seguro, um homem honesto, não merecia isto!
Abraço e desculpe o meu desabafo!
(Eu não percebo nada de politica, é apenas intuição)!
Ailime

Virginia disse...


Já se estava mesmo a antever o desenlace quando os resultados das eleições foram os que foram. Só o Assis - ainda mais "burro" ( na sua visão) que o Seguro se veio vangloriar da vitória estrondosa do PS. As caras estanhadas dos "figurantes" da sala dizia tudo. Até gostava de ver o retrato de algumas deles com balões de pensamento. Júlio César ia morrer...às mãos dos seus pares!

Helena Sacadura Cabral disse...

SOG e Anónimo das 15:11
O facto de eu não ter utilizados o título "Os dois erros de Seguro" mas sim "Dois erros de Seguro" significa que apenas destaco estes, entre outros que ele tem cometido. "Estes" tiveram consequências imediatas!

Helena Sacadura Cabral disse...

Observador
É verdade. Mas em política quem não arrisca...não petisca!

Anónimo disse...

Cara dra HSC,
eu entendi perfeitamente.
O Só,foi propositado em tom sarcástico.
:-)))
Não posso estar mais de acordo consigo.
Anónimo das 15:11
Boa tarde para si.

Anónimo disse...

Este http://youtu.be/mULFGxzQtQI é de mim para si.
Aceita?
MF

João Menéres disse...

Inteiramente de acordo com o seu lúcido comentário, HSC.

Melhores cumprimentos.

Helena Sacadura Cabral disse...

MF
Não posso. Sou uma mulher comprometida e com um "dono" muito ciumento!

Anónimo disse...

Ainda se vai arrepender!

MF

Isabel Mouzinho disse...

Ahahah! Adoro as suas respostas, Helena!

Um beijinho (e... à bientôt!)

Anónimo disse...

Mas eu não sou ciumento.
Tenho muita confiança e segurança em mim.

MF

Anónimo disse...

Não partilho de todo desta avaliação, embora, naturalmente, a respite. Estamos em Democracia. Num comentário muito rápido, começando pelo segundo ponto, Seguro fez muito bem em não aceitar a proposta de Cavaco para subscrever o tal acordo com o PSD, que visava tão só credibilizar o governo de Passos, já então em queda profunda de popularidade eleitoral, ou seja servir-lhe de muleta (a do CDS não era suficiente pelas razões conhecidas). Essa hipótese de eleições anticipadas para 2014 (?) teria como consequência atar o PS à austeridade (deste governo), ainda a meio, mas já violentíssima, e numa campanha eleitorar que se seguisse, retirar a capacidade de o PS justificar que votassem nele, reduzindo-lhe a sua influência. E possibilitando ao governo e sobretudo ao PSD, com um PS deste modo enfraquecido, dimuído e descredibilzado, ganhar um novo folgo para mais uns 4 anos! Foi uma proposta cozinhada muito possivelmente entre PSD, governo e Cavaco que é no mínimo lamentável, despropositada e prefiro quedar-me por aqui nos adjectivos. Tivesse ele aceite a proposta envenenada de Cavaco e Seguro já teria provavelmente caído. Aquilo porque Seguro passa hoje não tem a ver com isso, mas com razões muito mais simples e muito menos prosaicas. Seguro não conseguiu agarrar uma maioria significativa do eleitorado, porque não tem carisma, não consegue dar uma imagem forte e consequente para o eleitorado que não quer este governo, entre outras razões próximas ou semelhantes. Quanto ao primeiro ponto, não creio haver nada de negativo na questão da reposição das pensões (pelo menos parcialmente), já que o dinheiro existe para tal, sucedeu é que o governo utilizou as verbas destinadas ás pensões para outros fins (como a compra de títulos do tesouro, etc), o que é inadmissível (!). Um governo PS terá de ir buscar essa verba onde ela foi parar levianamente. Quanto aos aumentos de impostos, tudo é relativo. Depende, por exemplo, de se reformular o actual sistema tributário (e aqui repudio o que o fiscalista funcionário de Belmiro de Azevedo propõe) e se seguir um modelo mais equitativo, mais justo e mais proporcional – e que não deixe de fora quer as PPP, quer as grandes empresas, quer, não esquecer, a própria Banca, os off-shore, etc. Deste modo, se houver coragem para uma reforma fiscal e tributária deste tipo haverá mais dinheiro nos bolsos de uns (os mais socialmente atingidos por esta austeridade) e menos noutros (os mais benficiados por este governo).
P.Rufino

Anónimo disse...

Os amigos António - Costa e Seguro - reúnem-se no Largo do Rato.
Será que o Largo não deveria mudar para - Largo dos Ratos?!
JC

Helena Sacadura Cabral disse...

MF
Mas o problema não é a sua ausência de ciúmes...
-:))

Helena Sacadura Cabral disse...

P. Rufino
Mas acredita que a austeridade irá parar, sob um governo de maioria socialista?
Acredita que o PS tenha maioria absoluta? E se a tiver, acredita que a Alemanha, depois do que aconteceu em França, vai apoiar a renegociação da dívida?
E se não tiver a quem se associa? Ao PC que quer a saída do euro? A Marinho Pinto que não tem partido e corre sozinho?
O problema não é político. Desta vez é económico.

Anónimo disse...

Não desisto fácil.
Gosto de luta!
E está é renhida,eu sei.
Em batalhas fáceis a vitória não tem um grande sabor.
MT

Anónimo disse...

http://youtu.be/WOVcWyn1uEs

:-))
É só para o "seu dono" ficar ainda + ciumento.
Do vadio.
MF

Anónimo disse...

O que se podia esperar deste "Tótó" (In)Seguro? Era uma morte anunciada...

Agora falta o Rui Rio "tirar o Coelho da cartola" e lançar-se na corrida ao palacete de São Caetano.

Gosto de António Costa e gosto de Rui Rio ainda um pouquinho mais, são ambos inteligentes e com obra feita.

Isabel BP

P.S. Até o ex-Dr. Relvas começou a pôr as garras de fora, mas Deus nos livre do regresso de tamanha peçonha!

Anónimo disse...

Atenção!
Vai haver duelo na sede dos ratos!
Não se entendem...vamos ver quem fará touché!
:-)
TB

Anónimo disse...

A propósito de ratos,talvez fosse bom ...

http://youtu.be/YcAvRIVijq0

João Ratão

Anónimo disse...

... Um escudo anti-rato.

http://youtu.be/juNWdV172Rs

Joaninha do João Ratão

PRINCIPEZINHO disse...

Olá, boa noite, não me parece que António Costa esteja a apunhalar Seguro, acho que já todos tínhamos visto, que o Seguro, sendo uma excelente pessoa, não tem carisma...e desta forma, está a debilitar o partido, o que eu considero muito perigoso.
E se a memória não nos atraiçoa, a postura de Seguro, na saída de Sócrates... eu não consigo esquecer a deselegância!!