sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eu sou praticante...


Ando em maré de pensar. Hoje, no blogue dias assim, a sua autora publicava este texto, que eu me permito aqui reproduzir. E contava uma história pessoal a propósito do post. Em consequência, fiquei a matutar nas palavras que acima reproduzi.
No meu caso particular, não é segredo, eu gosto muito de mim. Pois podem todos achar que é descaramento - e é -, mas não sou muito boa em falsas modéstias. E o facto de sentir isto por mim mesma, não quer dizer que eu seja ou até me considere, a melhor. Quer apenas dizer que, na generalidade, gosto daquilo em que, esforçadamente, me tornei.
Por isso mesmo, continuo a alimentar o espírito e o corpo. O primeiro vai menos mal - há seguramente pior - e o segundo poderia ser francamente melhor se a esbelteza fosse para mim uma prioridade. Não é. Por isso sou gordinha - se necessário só me olho de frente e não de perfil... - e nunca fiz plásticas nem escondo a idade que tenho.
Quando afirmo isto, não estou a criticar quem faz precisamente o contrário. Se o fazem é porque isso lhes é importante e estão no seu pleno direito. Acontece que para mim, pura e simplesmente, não é o mais importante. Assim, quem gosta de mim, leva o pacote todo. Não tem outro remédio. Também leva algumas qualidades...
Tempos houve em que era uma moçoila vistosa e elegante. Não fui mais feliz nessa época. Bem pelo contrário, tão afadigada andava em ser uma super mulher.
Hoje acredito - tenho mesmo a certeza, e não sou mulher de convicções mutiplas - todos devíamos tentar gostar de nós próprios. É uma militância essencial. E o primeiro e maior passo para gostar dos outros. Eu sou praticante e não me tenho dado mal!

HSC

10 comentários:

Pedro disse...

isso é ser um eu
como um EU tamanho
vivendo com o eu
do eu melhor que há

:)

Margarida disse...

Insista sempre.
Não podemos olvidar a sua mensagem, o seu exemplo.
Essencial, deveras!
:)

Tété disse...

Cara Helena,
Uma vez mais as suas palavras me fazem pensar, e muito.
Estava a ler tudo o que escreveu e não pude deixar de me criticar por, a maior parte das vezes, não conseguir pensar como a Helena. E tudo o que escreveu é uma cópia do que eu deveria pensar de mim e aplicar ao meu "eu". Até o ser "gordinha". Mas a terrível verdade é que, ao contrário, eu digo muitas vezes que não gosto de mim. E se calhar, Deus que é bom e misericordioso, zangou-se desta vez comigo e deu-me um problema de saúde para me obrigar a pensar se afinal vale ou não a pena ser eu.
Se conseguir ultrapassar tudo o que agora me preocupa vou reconsiderar e continuar a tentar aprender com as suas lições de bom senso e respeito pela vida. Obrigada Helena!

Marcolino Duarte Osorio disse...

Drª. Helena,
Sou demasiado ingénuo, por isso, a dada altura da minha vida, resolvi saborear o gosto de poder, livremente, não gostar mas, degusto bem melhor, o paladar de gostar com prazer!
Desejo-lhe um óptimo fim-de-semana!
Cumprimentos
MO

patricio branco disse...

Ou seja "conhece-te a ti mesmo", a regra ou aforismo dos antigos gregos que afinal é a condição, o trabalho de casa básico a fazer, para gostarmos de nós mesmos e nos aceitarmos mais facilmente.

Anónimo disse...

Eu também sou partidária do "gostar de mim própria"! :)

Isabel BP

Anónimo disse...

Eu também...
gosto de Si e de Mim...E de mais imensa gente...

Ah!
E por favor não se atreva a mudar...
Que horror!!!!
Nem lhe passe pela cabeça semelhante despautério...

Eu também não... sossegue, não porque não tentem diariamente e a cada momento...E de forma obtusa, e implacável, e carinhosa zabel zabel...

Mas se nem eu consigo!!!
Isabel seixas

patricio branco disse...

tenho pensado nesta exortação do hey you! e sinto que tambem é importante (além do gostar) o ajuda-te a ti mesmo (ou serão a mesma coisa?)

Oficina do Bosque disse...

Que saudades Estimada Amiga Helena!

Se eu não gostar de mim própria, quem gostará?! Se eu não gostar de mim, como poderei amar o próximo?! A idade ensina a importancia dessa militancia... nas 7 leis herméticas o "eterno retorno" é uma das mais importantes e determinantes. Basta que no meio de tudo isso, pensemos que NÃO PASSAMOS DE UM GRÃO DE PÓ NO UNIVERSO E QUE NOS ALEGREMOS DE TERMOS O DOM DA VIDA. Não é defeito... é feitio| :)

Fada do bosque.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Patrício Branco
Parece-me que quando gostamos de nós não só nos ajudamos a nós próprios, como estamos em melhores condições de ajudar os outros!
Minha querida Fada que bom ter notícias suas!