segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uma questão de amor!

Levamos a vida inteira a julgar que amar é tentar evitar o sofrimento daqueles que nos são mais próximos. Sempre achei que era bem mais do que isso. E, dada a diversidade da minha famlia compreender-se-á que sei do que falo.
Amar é, sobretudo, respeitar o espaço e as opções do outro sem que por isso tenhamos que abdicar daquilo que também é o nosso espaço e o caminho que escolhemos para a nossa vida. Esta é que é a verdadeira dificuldade do amor. Porque por norma apenas damos ao outro aquilo que sabemos dar e não aquilo que o outro precisa que lhe demos.
Esta situação leva, muitas vezes, a que cada um dos intervenientes neste jogo sinta goradas as suas expectativas. Não só porque sente que o que dá não é devidamente apreciado, mas porque aquilo que recebe não corresponde ao que esperou alcançar...
Não há maior prova de amor do que tentar dar aos que amamos aquilo que eles precisam e não aquilo de que nós gostamos!

HSC

10 comentários:

Reflexos disse...

Boa Noite,

É o grande problema... muitas vezes queremos dar o que queremso que os outros tenham e não o que eles querem, precisam.
Há muitas gente que não sabe fazer essa distinção e memso os que sabem, muitas vezes intencionalmente também o fazem.
Acabei de escrever algo semelhante, sobre uma amiga que está mal. O meu dilema: Esta ao lado dela ( isso sempre, claro) caladinha... ou estar e falar?
Será que ela sabe o que prefere? Eu gostava de saber... a tempo, pois a questão que é, não pode esperar... a saúde.
Bjinhos
(foi um desabafo, pois saí de escrever o opst e li este seu...se não quiser publicar o comentário eu compreendo)

zeliams disse...

Cara Helena,
Quero desde já dar-lhe os parabéns por nos brindar com um Fio de Prumo sempre atento, oportuno e bem-disposto. Comecei a ler as suas crónicas na revista Máxima (já lá vão uns anos...) e é sempre bom constatar que continua com um espírito à frente do seu tempo, de que nos dá conta numa escrita apurada.
Ao ler hoje o seu post "Uma questão de amor!" não pude deixar de fazer aqui um breve comentário e por uma razão muito simples:
expõe aberta e humildemente aquilo que muitos de nós não quer ou não sabe admitir.

De facto, a nossa capacidade de aceitação resulta dessa prova de amor, mesmo que nos custe ver cairem, darem cabeçadas, enganarem-se...E às vezes magoa, mas as escolhas são de cada um e nós...aceitamos. No fundo, de uma forma ou de outra acabamos por ser recompensados por essa prova de amor. É também uma questão de tempo.
E a Helena é a prova disso mesmo
quanto mais não seja porque fala de forma magistral do mundo dos afectos.

Bem-haja!

Margarida disse...

Isso leva tempo e causa nódoas negras...
Mas chegamos lá.

Abreijo.

Anónimo disse...

Minha senhora,

Muitos parabéns pela excelente entrevista dada ao TVI24

Anónimo disse...

A minha admiração por si é incomensurável.
Está lindissima :-)
A entrevista no Domingo á noite foi descritiva da Mulher que é.
O meu Respeito .
A minha admiração.
A. MAlheiro

Pedro disse...

amar
é
essencialmente
amar-se

Olga Moreira disse...

Amar é ver o outro com os seus olhos ...

Mariana disse...

que belo texto!

tenho 19 anos, e muito para amar. nao sei se amei já, talvez tenha amado sem dar por isso, ou só tenha vislumbrado o que é, algumas vezes.
mas gosto da maneira geral como fala de amor. esse amor, maior que o romântico, é O Amor. O amor que vence barreiras e que ajuda as pessoas a encontrar um sentido que já lá está mas que não se consegue ver bem. 'love changes everything'- porque muda a vida de todos os intervenientes- isso todos sabemos, mais coisa menos coisa. mas o que parece fazer agora todo o sentido, e me vai deixar a reflectir, é que amar é dar ao outro o que ele precisa! o amor não é a comodidade, o fácil. daí ser tão nobre!

por mim, o Amor é provavelmente o sentido da vida, ou o conceito em que me parece que encontro mais sentido por ser tão basilar, presente, forte...e difícil! Porque, a ser fácil, não sei em que medida seria grande :)

um obrigada da sua leitora do post sobre o tempo (a estudante universitária sem tempo para nada),

Mariana

Helena Oneto disse...

Helena,
C'est vrai. Parfois il faut toute une vie pour s'en rendre compte!
Excellent!
Bien à vous, Madame.

Fá disse...

Só pessoas muito GRANDES é que conseguem atingir este patamar... Na arte de AMAR com generosidade e altruísmo ainda sinto as pernas tremer. Mas um dia hei-de lá chegar, ai hei-de! Obrigada!

Bjinho