segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As novas passadeiras...

O trânsito em Lisboa e arredores virou tormento. Há uns anos os responsáveis resolveram distribuir rotundas por tudo o que era sítio. A intenção, creio, teria sido refrear as velocidades e facilitar os acessos. Teria sido. Mas não foi. E assim passámos a ter em certas zonas uma verdadeira sinfonia de círculos que, devido à má sinalização, nos fazem andar às voltas à procura de saídas.
Verifico isto todas as semanas, na circular que dá acesso à Sic e Parque Holanda. O trânsito é permanente e intenso. Por isso, entrar na rotunda ileso é milagre. Um pouco mais adiante, outro redondel e o mesmo problema, antes do acesso à A5. Com o inverno e as chuvas, se não colocarem semáforos, os choques serão em série.
Não contentes com o uso da popular figura geométrica, eis que se lembram de inovar. Como? Colocando verdadeiras lombas, que também são passadeiras. E que são tão altas que mais parecem pontes.
Acabo de assistir a um desatre que poderia ter tido piores consequências, se fosse numa hora de mais movimento. Foi em frente do liceu Pedro Nunes, onde está colocada uma dessas passadeiras. O desnível, neste caso, conduziu a danos terríveis na barra de direcção de um carro. E o descontrole da viatura só não foi fatal por acaso!
Sinalização? Nenhuma. Se existe, não está visível. Logo, é o mesmo que não estar lá. A menos que se entenda que uma barra vermelha no chão é sinal suficiente. De noite, nem se vê.
Outra passagem idêntica está situada perto do cemitério dos Prazeres, junto de uma escola, e tem exactamente o mesmo problema!
Será que não há uma "cabecinha pensadora" nos serviços responsáveis?!

H.S.C

6 comentários:

Daniel Monferrato disse...

E a juntar a isso temos os radares fixos, que obrigam as pessoas a conduzir à estonteante velocidade de 50km/h. Não bastasse isso, toda a gente vai a 30km/h com medo das multas. Conclusão: trânsito caótico a certas horas...

Benó disse...

Aqui pelo sul também conheço umas quantas: Praia da Rocha, Alvor, entrada de Faro....
Claro que o trânsito é menor do que em Lisboa e as pessoas já se habituaram a reduzir a velocidade nessas zonas, pelo que me parece que não tem havido problemas.
Aqui, vivemos mais calmamente.

Anónimo disse...

As rotundas já fazem parte até das aldeias mais remotas. Naquela que conheço bem, lá na Beira-Alta, onde temos uma quinta, colocaram uma aqui há uns 2 anos, mais coisa menos coisa, não se entendendo lá bem porquê, visto haver poucas viaturas a passar por lá e sobretudo pouco trânsito. E há ainda há gente com os seus carros de bois...burros e mulas. Daí que se assiste ao caricato de ver um homem a conduzir um “dois bois” (não confundir com o 2 CV), ou uma carroça de mula, ou burro, a entrar e a sair da dita rounda. E como a velocidade de travessia da dita rotunda pelas simpáticas “bestas” é infinitamente mais lenta do que aquela de um veículo (até pelo facto da animália ter de puxar uma carroça, muitas das vezes carregada de lenha, ou outro “material”), sucede que ninguém tem paciência para esperar que o bicho mais a sua carga terminem a curva e saiam da rotunda, avançando sem cerimónia. Por mim, como quando lá vou é de férias e vou com toda a paciência do Mundo dou para “esperar” que aquele “veículo” acabe a travessia, para espanto do aldeão. E até dá para falarmos: “Átão ná tem presa?” pergunta-me o homem, com o animal a olhar-me com aqueles olhitos mortiços e cansados. “Oh, Tio Felismino, então como vai essa vida?” respondo-lhe. “À vida é uma ganda porra, saiba vomecê. È só trabalho, aqui no campo. E pouco lucro. Mas olhe, é melhor ir andându, pois que vem aí um carro, ao que parece todo ressaibriado, cheio de pressa!” retorquiu-me o velho Ti Felismino. E lá vou, sem deixar de lhe desejar “saúde!” “Que sim”, que eu “passe lá depois na adegazita (dele) à buberi um copito”, despede-se o velhote. “Lá irei!” e pus-me em marcha rápida, pois o outro vinha com pressa. E é até em sítios destes que fazem rotundas! È de bradar aos céus! Um dia destes ainda se dá por lá um “acidente” entre uma mula montada por alguém e um “dois bois” e é um sarilho do caraças! Vão ver!
P.Rufino

Rita disse...

Olá Helena,
Ainda bem que escreveu sobre isto. Passo nessas passadeiras todos os dias e fico sempre indignada... Não têm qualquer sinalização para os carros, e levam ao engano as pessoas que por lá passam a pé.
Infelizmente, às vezes as coisas só mudam quando há desgraças...

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro P. Rufino, ri a bom rir co o seu post. Desta vez veio em duplicado, ao contrário daquele que desapareceu. Por isso, como eram iguais, publico só um.
Na Beira, de facto, também chegaram as rotundas. E vou-lhe contar mais. Na Marina de Ponta Delgada há um parque de estacionamento que tem uma rotunda dentro, para inverter o sentido. E esta hein, como diria o nosso Peça?!

DL disse...

Uma das grandes apostas da CML e outras câmaras tem sido infernizar o mais possivel a vida de quem usa o automovel. Entretanto, há semáforos que não funcionam, passadeiras que mal se vêem, falta de iluminação pública. A zona de Carnaxide que refere é um caos, agravado pela condução criminosa que muitos automobilistas praticam nas rotundas (onde é sabido se deve circular a baixa velocidade).