segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A vida como ela é

                                                      Fonte: Semanário Expresso

O que é que um governo de centro direita pode fazer com este hemiciclo? Perceber que o país mudou. E que é necessário compreender "porque" é que mudou e "para" o que é que mudou,. Porque não basta ter maioria de esquerda. É preciso saber o que é que essa esquerda tem em comum. E é aqui que reside o problema. Quer para quem ganhou perdendo, quer para quem perdeu ganhando...É a vida como ela é!

HSC

5 comentários:

Virginia disse...


Não compreendo a relutância que a esquerda tem em viabilizar propostas da direita quando elas se impôem por força da nossa pertença à UE. Muitas das medidas de austeridade advém da nossa pouca produção interna, dos gastos maiores do que os produzidos. E somos todos a gastar, ainda que haja quem pense que é só o governo que gasta. O PS não pode estar dum lado quando lhe dá jeito e do outro quando lhe apetece. Fazem falta secretários gerais com sentido de Estado no PS, é uma guerra e uma competição permanente que não beneficia o país. Ainda ontem o discurso de AC foi tudo menos patriótico. Assim não dá!

Observador disse...

Não há a mínima semelhança entre os três 'grupos' que constituem a esquerda.
É improvável um acordo, mesmo que circunstancial.
O que ficou bem claro é que os eleitores votaram maioritariamente na esquerda.
Cumprimentos, Helena.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Não votei coligação.

Fiquei contente pelo PAN ter elegido um deputado.

A defesa dos animais(hoje é o seu dia) e da Natureza

interessa-me muito.

Tudo vai continuar igual. O povo que votou CDU ou BE, daqui
para a frente tem o direito de se manifestar. Os que votaram
PS vão verificar as cedências que vão fazer à coligação...
E os que votaram na Coligação, como o outro disse "aguentam,
aguentam"...
Já hoje começou o anúncio de mais um forte despedimento
colectivo.Ah, e Bruxelas já se meteu(mas a Troika não foi
embora?).
Viva a democracia, o povo que quis votou, o que não quis absteve-se
e foram muitos e está tudo concretizado.
Cumprimentos
Irene Alves

Madalena Ferreira disse...

Olá,

O povo votou e expressou a sua vontade.
Os políticos que saibam entender essa vontade e não se ponham em guerrinhas de lugares. Que a UE desse uma ajuda, não interferindo no que só aos portugueses diz respeito!

Um abraço,

Anónimo disse...

Para ler ao som da Portuguesa.

JOÃO TABORDA DA GAMA
DN 2015.10.02

À minha volta é só gente de esquerda, não tanta como a minha mãe gostaria, é certo, mas claramente a maioria da família, colegas e amigos. E vivo muito bem com isso, boas companhias, mesmo nas campanhas.
Volta e meia, como aconteceu no sábado, um amigo, dos verdadeiros, pergunta "como é que tu consegues apoiar aqueles gajos?", com ênfase no tu e no aqueles. Gajos é a coligação. Quem diz "os gajos" não gosta mas respeita-os, quem diz "estes gajos" não gosta mas vai votar neles, mas quem diz "aqueles gajos"... despreza-os.
Como é que consigo apoiar aqueles gajos? Assim de repente: aqueles gajos foram os gajos que fizeram a lei dos compromissos, que reduziram os tempos de pagamento do Estado e dos municípios às empresas, que criaram um mecanismo para evitar a falência de municípios, que criaram as condições para que os municípios reduzissem a sua dívida, o que são transformações profundas também de um ponto de vista da relação entre Estado e cidadãos, desde logo por incutirem aquela ideia esquecida de que as obrigações são para cumprir; foram aqueles gajos que não se meteram no BES, não que eu concorde com todas as decisões, mas não se meteram e isso é uma escolha que os distingue de outros gajos; foram aqueles gajos que reformaram o arrendamento, depois de tantas falsas partidas; foram aqueles gajos que puseram ordem nas fundações privadas (para o que havia de dar a esses perigosos liberais...); foram aqueles gajos que fomentaram o turismo, com campanhas inteligentes, que regularam o alojamento local; foram aqueles gajos que estimularam um bom empreendedorismo (que devia ser ainda menos dependente do Estado); foram aqueles gajos que baixaram o preço do gás natural, que modernizaram o regime elétrico português com as regras do autoconsumo e da pequena produção, passos pouco visíveis mas que abrem o caminho à revolução que aí vem da produção distribuída.
Claro que aqueles gajos não fizeram tudo bem, das confusões na justiça ao empurrar com a barriga do problema da dívida do setor empresarial do Estado. Mas já alguns gajos fizeram tudo bem?
Ah, e já me esquecia, foram aqueles gajos que cumpriram o programa da troika, foram aqueles gajos que não precisaram de segundo resgate nem de programa cautelar. E foram aqueles gajos que, depois de tudo isto, puseram o país a crescer e a confiança das pessoas e das empresas a subir. Como se diz no futebol, metade do trabalho está feito. Na segunda parte vai ser preciso fazer o dinheiro chegar ao bolso das famílias. A segunda parte vai ser menos dura, mas muito difícil. Que gajos queremos ver em campo, aqueles ou outros?

Há Senhores Gajos que são um Orgulho.

ES