terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pobre língua portuguesa

A Isabel Mouzinho no seu blogue Isto e aquilo, "posta" hoje sobre o tema delicioso dos ataques que fazemos diariamente à língua portuguesa. E cita os "encarar de frente", "eu antes prefiro", "eu disse-lhe a ele" e "eu pessoalmente", ou os ainda mais óbvios "subir para cima" e "entrar para dentro" e a nova moda do "adoro-te muito", que vai ganhando cada vez mais adeptos. Acrescentei-lhe o "há anos atrás" e não refiro o tão apreciado "há-dem" que certas personalidades usam como quem bebe copos de água.
Não sou linguista. Mas tive um Pai que além do apuradíssimo sentido do humor, escrevia maravilhosamente e, ainda hoje, meio século passado sobre as suas cartas, me delicio a le-las. Talvez seja por isso que fico numa fúria com os sistemáticos atropelos à língua mãe, feitos pela comunicação social.
Não há quem escreva bem, se não ler muito e se não se deliciar com a leitura. Nesta matéria sou quase intolerante porque tenho dificuldade em compreender quem não gosta de ler. A maior parte das coisas que aprendi veio através dos livros e dos seus autores. Foram eles que me ensinaram a viver. Foi com eles que me fiz gente.
Será possível ficar indiferente às diatribes que se fazem diariamente à riquíssima língua portuguesa?!

HSC

41 comentários:

TERESA PERALTA disse...

A Helena e a Isabel têm razão. Pela parte que me toca, e, felizmente, só tenho que tomar atenção às redundâncias que faço no meu discurso apressado, porque, em relação aos verbos, ainda me recordo como se conjugam.
Abraços para as duas

Anónimo disse...

“Nesta matéria sou quase intolerante porque tenho dificuldade em compreender quem não gosta de ler.” Os atropelos ao nosso português são, infelizmente, cada vez mais frequentes, até, como diz, na comunicação social. Esta sua frase, que repesquei, fez-me lembrar um ou outro caso que conheci e com que me defrontei – e me chocou. Aqui há uns cerca de 5 anos, se a memória não me falha, estava em casa de uns amigos e a certa altura, já depois do almoço, um longo e divertido repasto, falou-se, já nem sei bem a propósito de quê, de livros e da sua (natural) leitura. Uma das convivas que estava sentada a meu lado, soltou esta: “ai, eu cá nunca leio! Não sou capaz! Já tentei fazer um esforçozinho, mas ao fim das primeiras 3 páginas, sucumbo. Desisto. Não sinto qualquer apetência pela leitura! Que fazer? Sou assim!” Ainda tentei ver se aquilo era apenas uma qualquer birra, ou extravagância, ou até tentativa de bizarria, mas não. Ela, de facto, não lia. Detestava ler. Era incapaz de o fazer. Havia ali uma aversão aos livros, ou melhor, á leitura dos mesmos, que ninguém compreendeu. Alguém assim será doente, pergunto-me? Algum tempo depois, andava eu pelo Chiado, dei de caras com outro conhecido. Acabava de sair da Bertrand e ainda estava á porta, pergunta-me ele: “que estás aqui a fazer?” respondi-lhe que andava a ver uns livros e que até tinha comprado um. Exclamação dele: “Uns livros! Arre! E onde vais agora?” retorqui-lhe: “como ainda tenho tempo, vou até à Fnac ver outros livros e até se consigo encontrar um que procuro há algum tempo, visto a Fnac ter uma maior oferta para o que procuro”. Com um ar perplexo, como se estivesse a falar com um marciano, atirou-me: “mas que pachorra a tua! Era lá capaz de entrar numa livraria e andar por ali atrás de um livro!” Espantado com tal observação, ainda me atrevi a questiona-lo: “mas olha lá, tu não lês, não compras um livro de quando em quando, enfim, não te interessa o prazer de ler?” Ele, rápido: “era mesmo o que me faltava perder tempo com leituras! Deus me livre! Tenho lá tempo para isso! Nah, tenho mais do que fazer!” – E lá nos despedimos. Estes dois casos, que nunca esqueci, talvez por me terem chocado como atrás disse, são apenas exemplos de muitos outros que seguramente nós conhecemos. Como é que é possível alguém ser capaz de não ler, de menosprezar a leitura? Mas há, infelizmente, gente assim, gente instruída, atenção (como aquela que aqui relatei). Não me refiro a pessoas que nunca tiveram hábitos de leitura, nem conhecimentos, educação, ou instrução para tal. É de facto extraordinário como há ainda assim um determinado número de pessoas para quem o Livro e a sua Leitura são coisas do “Além”. Uma tristeza! Patético. Mas real.
P.Rufino

Anónimo disse...

Lembro a propósito o "dia solarengo" que veio para ficar ,o
"vão haver...",o" rápido" que destronou por completo o "rapidamente", "ser parecido a",
etc,etc,
Kinkas

Anónimo disse...

E o " prontos" ?
Top list dos famosos.

Dalma disse...

Essas redundância que eu aprendi designarem-se por pleonasmos às vezes são bem divertidas (claro que o tal "hádem" não tem nada a ver com estes)!

Há anos atrás, ainda eu era professora, e falando dos ataques à língua portuguesa que afinal uma vez ou outra todos fazemos, alguém me mandou isto que eu guardo numa pasta que designei por "imperdíveis" pois é mesmo imperdível!

http://youtu.be/Qbm2w_T4laY

p.s. Evidentemente quem não lê para além da "Bola, revistas cor de rosa e do C M" não poderá saber escrever capazmente!

João Menéres disse...

E tende a piorar com o tal A. O. !


Melhores cumprimentos.

JFR disse...

'Amei de paixão' este texto!

Rendo-me cada vez mais à originalidade e invenção que o português-comum apresenta para o seu léxico.

Outro dia, estava eu numa mercearia de bairro, e deparo-me com uma folha escrita junto a uma prateleira, cuja mensagem era a seguinte: 'Estes produtos não contêm glúteos'. Ora, obrigado pela informação e ainda bem que não contêm!
E nem só nas pequenas superfícies reina a imaginação. Nas grandes superfícies (principalmente aquelas que até organizam piqueniques no Terreiro do Paço), continuam a ter escrito 'Benvindo' na entrada....

Um Abraço,

João

Anónimo disse...

Pela positiva, ha menos analfabetos em Portugal e os jovens falam mais linguas que antigamente.
O meu pai, que tambem era como o da HSC, nao nos deixava usar a palavra chatice quando eramos pequenos mas a lingua evolui. Alem das regras logicas e raizes historicas tambem tem imensas caracteristicas arbitrarias.
A lingua portuguesa continua a ser considerada importante a nivel mundial - O Brasil com a sua flexibilidade em adaptar estrangeirismos e em simplificar os pronomes parece que afinal nem matou a nossa lingua.
Parabens atrasados!
L.L.




Blondewithaphd disse...

Também valerá a pena ler "isto":
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3580452&seccao=VascoGra%E7aMoura&tag=Opini%E3o-EmFoco

ERA UMA VEZ disse...

"um grupo de pessoas foram" é uma das expressões mais comuns... e "o grupo" singular não está de acordo com o verbo.
A toda a hora, na comunicação social.

E então, pergunto-me muitas vezes se em tantos anos de escolaridade não houve um único professor que tentasse e conseguisse corrigir este e outros desacertos. Ou isto também não é da competência da escola???

Porque os meninos e as meninas andaram lá... Quando um dia me queixei que o meu filho dava erros de ortografia que me arrepiavam, a professora de Português sossegou-me: Deixe lá, ele ainda é dos melhores...

Por isso, com todo o respeito por tantos e tantos professores que lutam pela dignidade de uma carreira, atrevo-me a dizer que muitos outros deixaram passar quase tudo, bocejaram e pouco fizeram pela língua portuguesa.

E ainda quer este País um acordo ortográfico??? Para quê, para baralhar ainda mais?

Desculpa lá ó Pessoa!!!

Isabel Mouzinho disse...

Inteiramente de acordo com tudo, Helena e, em particular, com os dois últimos parágrafos deste seu post.
Eu também não sou linguista, nem aprecio particularmente os especialistas da área, mas ter uma consciência linguística é fundamental e cuidar da nossa língua é uma obrigação de cada de nós. Acho eu. Por isso, e porque vivo apaixonada pelas palavras e pela incomensurável distância entre elas e o que elas nomeiam (que era de resto o tema da minha tese de mestrado - a tal, que não cheguei a escrever) eu também me irrito com os sucessivos "atropelos à língua".
Não quero alongar-me muito, mas só mais uma nota para dizer que não posso concordar mais com o que diz dos livros. Os livros ensinam-nos a "viver melhor" e a "ser gente", sim. E por isso me congratulo com o regresso dos textos literários aos programas de português (de onde, aliás, nunca deveriam ter saído).
Este é um tema inesgotável, Helena!
Havemos de voltar a ele...

Bem haja por tudo!
Beijinho

Carlos Duarte disse...

Apesar de aceitar que com o mal dos outros podemos nós (pode a gente? ;) ) bem, o "fenómeno" não é nacional.

No Inglês (e especialmente agora que este é de facto a língua franca na Internet) lêem-se com frequências coisas escabrosas como trocar "your" / "you're", "Its" / "It's", "there" / "their". Mesmo oralizado, ouvem-se (sem "h" ;) ) coisas como "ain't" que pura e simplesmente não existem.

Observador disse...

"Não há quem escreva bem, se não ler muito e se não se deliciar com a leitura"

Com esta frase, a estimada Helena toca na ferida.

Cumprimentos ... em bom português.

Paulo Abreu e Lima disse...

Helena,

Quase todas as expressões que mencionou não são exactamente atropelos à Língua Portuguesa. São Redundâncias sob a forma de Pleonasmos, Tautologias, etc. O problema está no abuso, isto é, no mau uso frequente que descamba em moda.

Caso contrário, "todos nós" não diríamos estes disparates:

- elo de ligação
- certeza absoluta
- detalhes minuciosos
- juntamente com
- duas metades iguais
- todos foram unânimes
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- comparecer pessoalmente
- multidão de pessoas
- outra alternativa
- etc...

Das que mencionou, "há anos atrás" e "há anos à frente"; "eu pessoalmente", "eu tecnicamente" e "eu profissionalmente"; "eu antes prefiro" ou "eu depois prefiro"; "eu disse-lhe a ele, a ela e a si"... enfim, até Fernando Pessoa, que ilustra, escreve melancólico "Ó mar salgado, quanto do teu sal/ São lágrimas de Portugal!" - um perigo para quem lê muita poesia.

Depois de tudo isto, acha que eu não iria acabar por lhe dizer, Helena, adoro-a muito...?

Abreijos

Anónimo disse...

Bom dia.
Acho que vale sempre a pena chamar a atenção para o mau e inadequado uso da língua portuguesa.

Pessoalmente, não que me orgulhe, já escrevi frases com erros e também já falei com erros, dependendo muito do meu estado emocional e da urgência das palavras.

Gosto e sempre gostei de ler. Em pequena, bem pequena, quando ninguém falava da importância da leitura, juntava a mesada de Verão, destinada ao gelado de sexta-feira, para, no final do mês, comprar um livro. Gostava de ler pela história em si, não dava atenção às palavras nem à pontuação. O som e o sentido eram o principal.

Crescida, continuo a gostar de ler histórias bem escritas, que me transportem para um mundo “alternativo” e, preferencialmente, que me despertem a reflexão humana. O problema é a falta de recursos financeiros para poder adquirir e consumir cultura. Sim, temos as bibliotecas públicas, mas também é preciso ter tempo disponível para nos deslocarmos às mesmas e requisitarmos o livro…

Mas, o que eu queria aqui deixar é uma outra ideia que envolve os professores e os educadores em geral.

Quando eu era pequena (assim começo a minha história), os professores, um pouco à semelhança dos nossos dias, estavam enfiados numa sala de aula repletos de alunos com ritmos e capacidades diferentes. Resultado, no final, acabavam por ensinar apenas alguns, aqueles que com mais ou menos esforço os conseguiam acompanhar.

Os pais, não só não estavam na sua maioria sensibilizados para a necessidade de acompanharem os filhos, afinal o 25 de Abril tinha acabado de se dar, como também, devido às exigências e responsabilidades adultas, pouco tempo tinham para estarem com os filhos.

Infelizmente, voltamos ou simplesmente não tenhamos talvez saído desses dias.

Não há tempo. É redundante e aborrecida esta constatação, admito, mas bastante real.

Trabalhamos 8 horas num local de trabalho, mas precisamos de 1 a 3 horas por dia para nos deslocarmos casa/trabalho/casa. A maioria tem consciência da importância de estar com os filhos e participar na sua educação, mas simplesmente não tem como, por mais que se estique o tempo e a “bolsa” . Claro que há excepções, pois claro, nem todos os pais consideram os filhos prioridades, até porque também há uma cultura do “diverte-te hoje, porque amanhã não sabes se por cá andarás”!
Nem os professores, nem os pais conseguem fazer milagres por muita boa vontade que tenham, se não forem criadas condições que permitam colmatar falhas e promover um desenvolvimento motor, emocional, intelectual e social equilibrado da criança e do jovem.
Cumprimentos,
Cláudia

Anónimo disse...

Prontos drª,a gente prometemos que nos vamos aplicar.

A gente vamos ,e por aí fora...

Outro "top list".

Ensinar é fundamental.

Gosto de ler e gostava de escrever exemplarmente,pelo menos aplico-me.
A língua é fundamental na cultura de um povo.

Anónimo disse...

Conhecidos e ilustres jornalistas da nossa tv e jornais repetem inocentemente: 'tem a haver' e 'a reentré'. Escrevem 'senão' em vez de 'se não'.

Mas a nossa língua falada não é fácil para os estrangeiros. Trabalha cá em casa umas horas por semana, uma senhora oriunda de um país de leste, que fala português bastante bem, mas que tem dificuldade em entender o nosso hábito de não utilizarmos 'tu' quando falamos com outra pessoa.

Uma vez saí de casa antes da hora de ela sair e, por distração, fechei a porta da rua à chave. Ela não tinha consigo a chave e telefonou-me.
Com a atrapalhação disse-me: 'Senhora você fechaste-me'.

Anónimo disse...

Conheço uma senhora de alto coturno, nome e bolsa sonantes, com suposta esmerada educação, que não só costuma dizer 'É favor de...(por exemplo: é favor de não telefonar antes das 10h)como costuma corrigir os outros frequentemente, empenhadamente, e com superior rigor.

Anónimo disse...

Ops!

Há anos atrás!? Professora!?

O pior,é quando queremos aprender...e ,difícil mesmo é,há anos á frente...bem,bem!
Não vá o diabo tecê-las ,e os anos virarem anus,anûs,a nu etc.
Ó larilolé!
No meu tempo colocavam orelhas de burros a quem...ai,ai,bons tempos!
E eu mal escrevo,confesso.

diogo disse...

eu , para ser sincero já não sei o que está bem e o que está mal , estes maldito correctores ortográficos brasileiros e o acordo ortográfico abrasileirado ... no meu tempo le-las era lê-las e diariamente era diàriamente ( assim ou com acento agudo , já não me lembro . Abreijos

Anónimo disse...

"A gente deve atravessar a vida como quem está gazeando a aula, e não como quem vai para a escola"
Mário Quintana

Tanto gazeei,furei aula,qui curti a vida,á bessa.
Não sei escrever bem,mas o aprendizado foi outro bem gostoso.


Luisa disse...

Os professores, na sua maioria, insistem no bom uso da língua portuguesa. Infelizmente, (ou felizmente...), os alunos passam mais tempo com as famílias e sendo alvo da escola paralela.
Quando é o próprio estado, como o português, que assina um acordo assassino para a sua língua, o que dizer? Só mesmo o silêncio de revolta e indignação.

Luísa Moreira

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Paulo só mesmo você "a adorar-me muito" me faria soltar uma gargalhada.
Nem lhe conto, para não se rir de mim, o que aconteceu a última vez que me disseram algo parecido...

José Monteiro disse...

Concordo com o texto e com o alerta.Só discordo que a crítica se restrinja à "comunicação social". Por que não também aos livros editados, que cada vez têm mais erros? E por que não também aos Blogues? Por exemplo, no texto e nos comentários acima encontram-se vários erros, como até já foi notado. Regresso ao post. "A Isabel Mouzinho", sujeito na oração, não pode ser separada do predicado("posta hoje") por uma vírgula...Ou duas, ou nenhuma. Idem para a frase "um Pai que, escrevia". E gostar ... gosta-se sempre "de". Assim, "o há-dem DE que certas personalidades tanto gostam".

Anónimo disse...

hmmm q vou tc ctg biz
lol kkkkk
bbs
xau

Que resultados trará o cifrado internetês?

- hmmm= estou a pensar
- q= que
- tc= teclar
- ctg= contigo
- biz= beleza
- lol= riso ('laughing out loud' ou 'lots of laugh')
- kkkk= riso
- bbs= be back soon
- xau= ciao

Anónimo disse...

J. Monteiro
Errar eh ( nao me apetece ir em busca dos acentos- fica o H) humano.
Alem disso, tal como na arte moderna, os escrevinhadores podem dar pontapes nas convencoes.
Convem saber as regras e usa-las em situacoes formais, sobretudo quando os textos sao lidos por criancas.
A comunicacao social tem de ter cuidado mas eu neste blogue nunca senti espartilhos e nao uso corrector, nem cedilhas, nem caentos, nem faco rascunhos e revisoes de texto.
Para isso basta a minha vida profissional!
L.L.

Anónimo disse...

"evidentemente quem não lê para além da "Bola, revistas cor de rosa e do C M" não poderá saber escrever capazmente!"

Bom, quanto a esta frase generalista de Dalma deixo a minha crítica: "A Bola" foi um jornal desportivo de vanguarda, com prosadores notáveis. Desde o tempo de um enorme analfabetismo nos idos de 1940 até ao finar do século, "A Bola" é (foi) uma referência no campo jornalístico, goste-se ou não.
Infelizmente, desde o início do século foi favorecendo cada vez mais a imagem e banalizou-se, ao ponto de se tornar igual a qualquer outro desportivo.

Raúl Mesquita disse...

Cara Helena:

Concordo inteiramente com o que escreveu. E à maneira de uma saúde, repito o que fez muito bem em assinalar: ""há anos atrás" é que não; "há minutos atrás" é que não; "há horas atrás" é que não, não, não e não…

Com Amizade,

Raúl.

Anónimo disse...

Hummm ...

Xau = adeus = bye bye

Ciao = olá = Oi

Kkkkk

Anónimo disse...

Muitas pessoas usam 'onde' e 'aonde' em frases como esta por exemplo:
'Disseram que ele tinha ido para o Porto, onde isso não era verdade'.

Anónimo disse...

A escrita cheia de abreviações e símbolos, usada pelos jovens em meios de comunicação informal como sms, blogs, mensagens, chats, etc. é já objeto de estudo,em teses, e divide as opiniões. Uns aceitam que não é problema quando usada em contexto apropriado, outros lembram que muitos jovens, devido ao hábito, a transportam para exames escritos, etc.

Mas não pode ser ignorada e vai trazer consequências a nível linguístico, sem dúvida.

te+!!!bjuss!!!e abs!!!

Anónimo disse...

hmmm e n hummm
blz e n biz
nunk vou esqucer
xau= addio
ciao= hola, olá, hello
abrs!

patricio branco disse...

interessante antologia de pleonasmos, alguns não chegam a ser erro, mas falta de sentido económico ao usar as palavras.
o hadem é grosseiro, erro de palmatória, o subir para cima seria de envergonhar quem o diz logo que se percate do que disse, o eu pessoalmente é de aceitar em algumas circunstancias, porque não, melhor talvez com 2 virgulinhas e se não é por interposta pessoa, o adoro-te muito de mau gosto, vulgo piroso, de desconfiar de quem o diz, o encarar de frente é algo quase ameaçador, e que dizer do a gente que por aqui passa, para onde irão?
pois escreve se e fala se mal, assim é, felizmente que existem as excepções...

Anónimo disse...

"Circunda-te de rosas,ama,bebe e cala.O mais é nada."

Anónimo disse...

Há erros que poderão resultar de lapsos e gralhas, como persumir em vez de presumir, mas outros resultam de uma enorme ignorância.

Numa entrevista a um cantor, um jornalista traduziu assim um verso
de 'Ne me quitte pas' de J.Brel:
Laisse-moi devenir
(...)
L'ombre de ton chien

Deixa-me ser
o ombro do teu cão

Anónimo disse...

Apesar de as chuvas serem fortes não houve danos morais.

Vamos deixar de ser egoístas e pensarmos um pouco mais em nós mesmos.

No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos.

A polícia e a justiça são duas mãos do mesmo braço.

Anónimo disse...

- 'por causa que' em vez de 'porque'

- 'encontraram' em vez de 'encontrarão' e vice-versa

- 'gostar-mos' em vez de 'gostarmos'

- 'pião' em vez de 'peão'

- 'esta vila não tem nada a haver com o João' em vez de '...não tem nada a ver...'

- 'asterístico' em vez de 'asterisco'

- 'meio-dia e meio' em vez de 'meio-dia e meia (hora)'



Anónimo disse...

'Perdoar o Pedro' ou 'Perdoar ao Pedro'?

'Quantas mais vezes ligar, mais hipóteses tem de ganhar' ou 'Quanto mais vezes ligar...'?

Anónimo disse...

Não preserve apenas o meio ambiente, mas o ambiente na globalidade.

Anónimo disse...

Houveram problemas

Segue anexo duas cópias

Fazem dois meses

Hontem

Geito

Anónimo disse...

Imperdoáveis mas ouvem-se quase diariamente e, muitas vezes, ditas por quem não se espera:

- hádes fazer isto ou aquilo
- (tu)gostastes?