sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A cidade da minha rua


Do outro lado da cidade tem uma rua.
Do outro lado da rua, tem uma cidade.
Na rua do outro lado, tem um ladorua
Na cidade da rua, tem lado ruacidade.

Do outro lado da rua, na cidade, tem a cidade, revestida
De passos apressados, e, bares com  bocas embriagadas.
Tem o gosto destilando o deboche, e a curva da mocidade
Navegando entre os cios, por uma agitada promiscuidade.

Cidade e rua, tudo se mistura, em prantos ou galanteios.
Tem os ternos, e, as gravatas, desfilando em pleno dia.
Tem as noites, em dançantes-lenta, ao som de devaneios.
Tem as rimas em utopias, poesias e, o áureo do dia a dia.

( em www.josemariacosta.com )


Descobri o José Maria Souza Costa numa visita ao blogue da minha amiga Helena Oneto. O comentário que o Zé então fez, sendo brasileiro, interessou-me. Passei a vista-lo.  
E porque esta poesia me tocou, resolvi partilha-la convosco.

HSC

10 comentários:

Vânia Batista disse...

Bonito.
Obrigado pela partilha.

Um abraço,
Vânia

Vânia Batista disse...

Gostei, obrigada pela partilha

Um beijinho
Vânia

(novo perfil do blogue)

Anónimo disse...

obrigada.
gostei e retrata, a meu ver, a musicalidade do andar pela calçada de uma rua da cidade...
todo o carinho,
lb/zia

Fatyly disse...

Também gosto muito de poesia e realmente este poema é imensamente tocante e cheio de tudo! Obrigado pela partilha!

Beijos

avoluisa disse...

A poesia fascina,iniabre ,toca....e a partilha agradeço!!!

Teresa disse...

Gostei deste poema, lembra-me Cesário Verde. Obrigada pela partilha.

Abraço

Isabel Seixas disse...

Também gostei.

Silenciosamente ouvindo... disse...

A Drª. Helena falou de escrever
sobre sítios de Lisboa que se
poderia visitar e gastar pouco,
lembra? Quando tiver disposição
e disponibilidade, poderia fazer
o favor de fazer um post sobre
esse assunto? Bom domingo.Bj
Irene Alves

Eva Maria disse...

Adorei a poesia! É uma beleza mesmo! E tão simples :)

José María Souza Costa disse...

Estimada, Dra. Helena Sacadura Cabral, rendo-me à vaidade, para escrever do meu contentamento, em vê postado no seu blogue, um poema da minha autoria. Desde já os meus agradecimentos, por esse gesto: Nobre.
Desde cá, os abraços, abrasileirados.