sábado, 20 de novembro de 2010

Um filme a não perder

Referi, no último post, que tinha ido ao cinema com um dos meus infantes. Resmunguei imenso pela escolha que ele havia feito e tentei substituí-la por algo romântico ou que me fizesse rir. Mas a alternativa a Inside Job - a sua opção - seria Red, que me não pareceu melhor. Pelo contrário. Por isso, lá fui arrastada pela mão de um dos intelectuais da família.
Tenho que confessar. Há bastante tempo que não via uma história da crise mundial que estamos a viver tão bem descrita. Depois de se assistir a este documentário, cuja narração é feita por Matt Damon, actor de que muito gosto, é difícil que alguém não entenda o que se passou. E, de caminho que, também, se não surpreenda com algumas nomeações feitas pelo Presidente Obama. Eu lamentava já, antes, algumas delas. Depois desta película, lamento mais ainda.
Recomendo vivamente Inside Job a quem ainda não se tenha demitido de perceber o mundo à sua volta. Por isso tive, claro, que agradecer ao meu filho a escolha feita e a sua insistência. Aqui têm porque é que eu digo que aprendo sempre com eles. Oxalá o contrário também seja verdadeiro!

HSC

2 comentários:

voz a 0 db disse...

Não me faça isto... não dê sugestões destas!! Então quer por a malta a pensar? Quer que descubram que andam a ser enganados praticamente desde o dia que nascem até ao dia em que morrem? Quer arruinar os ricos? Ou quer começar a época de incêndios mais cedo?
Tirando a tolice... também aconselho é simplesmente MUITO BOM...

(c) P.A.S. disse...

Não há definitivamente dúvida que na vida há sempre pelo menos dois olhares, olhares que todos os dias se renovam. A política tem esse lado perverso de nos deixar olhar neutralmente, qt.possível, os vários olhares da vida.

O bom político será com certeza aquele que se consiga libertar da box e consiga viver em constante estado de empatia e humildade. Não é fácil porque a luta de trincheiras e as lealdades afagam todos os dias o nosso ego. Por isso o socialismo, a social democracia ou a democracia popular são apenas diferentes na ousadia dos putativos líderes.
Sendo um quase velho novo ou um novo quase velho para a vida e para o emprego, tenho ainda a ambição de ver um mundo novo na política com gente que sirva q.b., gente que faça da política e dos lugares públicos apenas mais uma profissão e se crie um novo paradigma de felicidade de vida.
Afinal não são a grande maioria dos políticos pobres alminhas infelizes, gente muito triste, sempre amarrada a um ego e a um anel de Frodo que os catapulta para as catacumbas de uma inside vida.

Não pudesse alguém aprender consigo!
Eles são uma parte da sua aprendizagem, a mais feliz e a mais humanista!