terça-feira, 23 de novembro de 2010

Honra lhes seja feita!

Ontem já tinha chegado um blindado. Talvez por isso, começaram a conhecer-se mais pormenores desta encomenda de material que, agora, se tenta explicar ser afinal necessária mesmo que não houvesse Cimeira. Mas, se assim era, porquê a urgência que ditou que não houvesse concurso público? E porquê a assinatura do contrato apenas cinco dias antes da dita Cimeira? Há, aqui, uma qualquer névoa que urge dissipar.
Se, em tempos de normalidade a utilização dos dinheiro públicos deve ser cautelosa, em tempo de crise ela deve sê-lo mais ainda. Logo, este caso deve ser bem esclarecido. Pelo exemplo, pela importância, pelos sacrifícios que nos são exigidos, pela ética. A culpa não pode, nem deve morrer solteira, pese embora todos os dias sermos confrontados com mentiras e com meias verdades dos responsáveis. Impunemente.
Mas em tudo isto há, de facto, algo que deve ser elogiado. Muito. E o louvor vai para a forma como decorreu a organização da Cimeira, sobretudo no que à Segurança respeita. Mesmo sem os blindados, mesmo sem o material que havia sido encomendado, as mulheres e os homens que se ocuparam de garantir a salvaguarda da nata política europeia e não só, merecem os mais rasgados elogios. O que prova que, quando nos encontramos em situações limites, não ficamos atrás dos melhores!

HSC

1 comentário:

(c) P.A.S. disse...

A preocupação com os blindados terá alguma coisa a ver com a disrupção social que advirá quando começarmos a ver que o pão já não chega à nossa mesa, ou quando os Portugueses dizerem basta agora que já foi aprovada na AR mais uma norma de grande alcance ético - estratégico, excepção de corte de salários para alguns mais iguais que outros.
Quem nos tira deste atoleiro?
Nós, pois claro, se fôssemos um povo com mais garra e sangue na veia!