quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Debates

As televisões genéricas nacionais - salve-se o canal 2 - foram acometidas duma virose que anda a minar o país: os frente a frente ou as mesas de debate.
De que se trata? De um bónus que os respectivos canais dão a certos políticos - sempre os mesmos, mas em alternância -, para arredondarem os seus réditos mensais.
De que falam? Da crise económica ou das crises dos partidos nos quais não estão filiados ou de que não são simpatizantes.
De quem se trata? De veículos humanos dos ideais ou das teses das agremiações políticas em que se empenham.
Que montantes recebem ? São valores muito variáveis e que dependem da categoria politico profissional dos convidados. Mas, atendendo a que alguns desempenham funções de comando na sociedade portuguesa - como António Costa ou Pacheco Pereira, para só citar dois - devem poder atingir níveis bastante elevados.
Como se deduz do que acima descrevo, a originalidade dificilmente será grande, porque os conteúdos também não o são. As caras são quase sempre as mesmas. Conhecidas. Ou são opinion makers ou politólogos. Os primeiros, são intragáveis. Nos segundos, encontram-se alguns interessantes. Mas estes, por azar, são os que menos aparecem. Como os temas pouco ou nada variam e como falam todos para o seu umbigo, a linguagem utilizada é, na maioria dos casos, inacessível a grande número de espectadores.
Por tudo isto, alguém consegue explicar-me como se deixaram as generalistas invadir por esta virose e que razões justificam a sua manutenção? Só se for pela simpatia que mereçam da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
É que não é, decerto, pelas altas audiências...

HSC

3 comentários:

George Sand disse...

Por acaso nem sempre é frente a frente. Agora, últimamente é com cada mesa...a da rampa de lançamento ao contrário é a melhor de todas. Cada "candidato" que se "assenta" lá parece que escorrega para um poço sem fundo. Eu até temia pelos meus ricos meninos, caso os tivesse. Mas como só tenho meninas e elas não se assentam lá, estou à vontade.
Agora o que é que eles dizem...dizem quelquer coisa que para o caso não vale muito a pena apurar, uma vez que falam todos ao mesmo tempo e por isso não se percebe nada. (os da rampa de lançamento ao contrário não, coitadinhos. Estão para ali abandonados à sua sorte).
A melhor mesa é aquela muito intelectual com a Clara Ferreira Alves que é uma pessoa muito intelectual, a dizerem coisas muito intelectuais. Também se atropelam todos mas pelo menos fica mais chique (pelo facto de ser muito intelectual). Depois há as mesas giras. Nas mesas giras tentam por uns menos feiotes para ver se animam o pessoal a ver aquilo tudo até ao fim. E depois há as mesas do Pacheco Pereira que imagino até já chegou a uma posição previligiada de poder escolher as mesas.Fica é com o posterior um bocadinho quadrado de estar tanto tempo à mesa. Mas é a vida. E ali não se podem levantar sem mais nem menos. Não, têm que esperar pelo fim do debate do tema, da chatisse ou lá o que quer que seja.
Esta mesa em particular, como tem aquela parte redonda que deve girar, como nos restaurantes chineses é a melhor de todas. Pena que não tenham posto uns comes...até porque os intervenientes, coitados são precisados (estão definhados). Uma pessoa tanto tempo "asentada" sem comer nada...mais lhes valia ir assistir ao "preço certo" sempre lhes davam lanche.

voz a 0 db disse...

Já só me apetece vomitar... e por aqui me fico!

zeliams disse...

Prefiro as suas risotas e de outras pessoas, como referiu no post anterior. Ando mais precisada e, até ver, não preciso de pagar por elas.