sábado, 15 de maio de 2010

A (in)tolerância

Julgo que Portugal tem ainda muito que aprender no campo da tolerância. Nem especifico. Não é preciso. Toleramos mal quem não se assemelha a nós. Ou seja, há quem suspire por uma sociedade toda igualzinha, toda clonada num só modelo, toda certinha e como "deve ser".
Acontece que, felizmente, não é assim. Somos honestos e desonestos, feios e bonitos, inteligentes e estúpidos, religiosos e ateus, negros e brancos, asiáticos e africanos, políticos e apolíticos, ricos e pobres, etc, etc. É muito bom que sejamos diversos, se todos valerem o mesmo.
O problema surge quando cada um destes estereótipos se julgaa portador da "verdade universal" ou da uma qualquer superioridade intelectual. Tudo começa, claro, na educação básica, que esquece a abordgem da tolerância, como valor essencial. Para quem e para o que é diferente.
É tempo e o país precisa descobrir neste multiculturalismo em que vivemos, o que nos aproxima. Porque, se isso não acontecer, as feridas do tecido social serão incuráveis, num Portugal que já não é governado por portugueses, mas sim por uns senhores que vivem na capital belga e são capitaneados por um português.
Nunca fui muito europeista. Todos os que me lêm ou trabalharam comigo o sabem. Hoje, sou ainda menos. Porque suportar esta equipe de incompetentes que nos governa - cá e em Bruxelas - é, cada vez mais, um violento teste à tolerância individual e colectiva.

HSC

4 comentários:

Margarida disse...

..:)
Mas será outra prova superada, verá...

voz a 0 db disse...

Só para a ajudar... pois a mim também me acontece... como é lógico... e não quero que publique pode eliminar... pois muitos lêem este blogue... por favor corrija os vários erros...

EC disse...

Ainda bem que não estou só.Até entre amigos, corria o risco de ser considerada pouco esclarecida,por achar que pertencer à "familia" europeista não é uma mais valia.Os motivos estão bem patentes no seu desabafo.
Quanto a (in)tolerâncias, serei bem mais céptica.A palavra tem o sentido muito elástico.
Constactar que há difentes carácters, classes sociais,religiões,belezas,e caracteristicas humanas, não tem alternativa.Tolerar que não somos certinhos ou que não fazemos por isso, é outra coisa.Por exemplo, quando criança se não comesse a sopa, chamavam o preto papão.Hoje estou rodeada de papões que se puderem me tiram a sopa.Também não tolero que no meu país (nunca tive outro),cresçam getos como cogumelos, onde nem a autoridade entra,que nos hospitais nos seja vedada a entrada com um familiar, principalmente se for de idade, mas tudo seja permitido se o doente for de étnia cigana, acabamos por ser segregados na própria terra, só para não nos apelidarem de racistas, por mais razão tenhamos.Ver o meu país ser "invadido" por marginais de qualquer nacionalidade, que matam, roubam e se passeiam impunemente,ver prender um septuagenário por não ter pago multas de transito, policias que acidentalmente matam perigosos traficantes ou um cidadão que tentou salvar os seus haveres e teve o "azar" de não ser morto pelo assaltante que certamente estaria em casa com pulseira electrónica.
Decididamente quanto a (in)tolerâncias, estamos um bocadinho distantes.Nada que me afaste do seu blog.Tenho muita simpatia por si.
EC

Helena Sacadura Cabral disse...

Voz a 0 db
Tive que publicar porque de facto os erros de escrita eram gritantes. Devo ter passado pelo Alzheimer quando escrevi este post. Bem haja por me ter chamado a atenção. Espero ter corrigido tudo.
EC
Eu compreendo a sua divergência. Mas nós já fomos emigrantes, colonizadores e até maus rapazes.Hoje somos receptores de gente que foge do seu país. Tudo se altera com esse facto.
Não sou defensora do laxismo. Mas penso que só a educação pode mudar o país. Para educar é preciso perceber as diferenças. E perceber não é deixar de punir o que é crime.É não criminalizar o que apenas é diferente.
Eu sei que é difícil. Mas isso não deve desviar-nos do essencial que é tentar encontrar o que nos aproxima.