quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Walking in the rain...

Ser adulto e ter a capacidade de ser feliz como uma criança, é um benefício incalculável. Que aconteceu comigo hoje, quando, com uma amiga, fui a Ponta Delgada.
O tempo estava bom, mas não para sair de barco. Dava para fazer nove buracos no campo de golfe e depois ir cirandar.
Agora a familia já está em dez elementos. Uns ficaram a ler espalhados pelo jardim, outros foram pata o golfe e duas fomos passear e ver as lojas chinesas dos insulares. Encantadas.
De volta, começou a chover e eu em lugar de me abrigar, decidi passear-me à chuva ao longo da avenida marginal. Não tinha o Gene Kelly a dançar comigo, mas estava feliz como uma petiza que não se importa nada de ficar toda molhada e até tira prazer disso. Corri e passeei com gosto. Como se, de facto, tivesse voltado a ser miúda.
Seria tão bom que pudessemos, sempre que apetecesse, fazer o mesmo. Não a andar à chuva. Mas a voltar a ser pequeno...de vez em quando! Para não nos esquecermos. É tão bom!

H.S.C

6 comentários:

Anónimo disse...

Pois claro, é optimo! Relembrar os tempos em que se podia fazer esse tipo de coisas sem ficarmos resfriados! Esperemos que não seja o caso. A idade não perdoa minha cara!
Continuação de boas memórias e já agora bom regresso.

Margarida disse...

... You're beautiful...

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro anónimo eu bem sei que a idade não perdoa. Mas o apetite também não e eu continuo a comer....e não a petiscar!
Que fazer? Viver e aproveitar estas pequenas delícias que nos são proporcionadas em vez de nos queixarmos de que está a chover.

TERESA SANTOS disse...

Claro, cara Amiga,

Ainda não há muito tempo coloquei no meu blog um post em que manifestava o meu espanto por ver homens a brincar, literalmente,
(no caso concreto, com um carro telecomandado) e nunca, mas nunca, ter assistido a uma situação semelhante em que a protagonista fosse uma mulher. É por estas e por outras, que acho o homem é muito mais autêntico, muito mais genuino, mais arrojado, sem medo do ridiculo.
O ar feliz daquele homem, daquele "menino" grande, encantou-me.
E não é o primeiro. Há tempos vi um outro, que brincava, feliz, com o seu avião telecomandado em Belém, num dia em que havia imensa gente, gente que parava, olhava para ele, mas que era ignorada completamente. Para ele, apenas existia o seu "brinquedo".

Apetece-me dizer: "Que Deus vos abençõe Homens do meu País, e brinquem, brinquem sempre, já que nós, as respeitadas matriarcas, perdemos essa capacidade.

Abraço e continuação de boas férias.

GUGAS disse...

É sempre bom mantermos "criança" o pedacinho que todos temos na alma, seja lá a idade que o nosso corpinho tiver!A idade não é razão para que não se vivam momentos assim...é exactamente quando este tipo de coisas não se fazem, que se começa a envelhecer!A cereja no topo do bolo é precisamente fazê-lo no sitio mais bonito do mundo...morro de inveja!!!!!

Pedro Lopes disse...

ser pequeno em grande
é ser tão grande
é ser maior
é ser
é-se