domingo, 9 de agosto de 2009

O casamento

Começaram as festas aqui em Vila Franca do Campo. Sexta foi o casamento do filho de um grande amigo. Como sempre lá deitei uma lagrimita. Pirosa mas autêntica. Que fazer quando vemos um noivo chorar de alegria?
Foi uma cerimónia religiosa, ao ar livre, com um padre moderno, de cabelos compridos e barba a lembrar um Cristo redimido. Apenas duas leituras do Evangelho, feitas pelos avós de um lado e do outro. E, depois, o sacerdote fez uma espécie de desafio aos noivos apontando-lhes seis caminhos possíveis para a felicidade. A pegar ou a largar. E a aceitar as consequências da opção. Para mim, que já trilhei estas rotas, a alocução pareceu-me a mais oportuna, sobretudo, nos tempos que correm.
Depois foi o habitual. Canapés e bebidas antes de um opíparo jantar numa sala muito bem decorada. Estava lá toda a gente de quem os noivos gostavam. Desde os grandes aos mais humildes. Tudo se misturou sem reservas.
E eu até acabei a noite a conversar com um casal encantador em que o marido era neto de Vitorino Nemésio!
No próximo Domingo temos outra festa. Um jantar em casa do tio do noivo. E já nem falo das que se adivinham porque, se for a todas, chego a Lisboa a precisar de férias de trabalho...

H.S.C

2 comentários:

Pedro Lopes disse...

"Estava lá toda a gente de quem os noivos gostavam"

rodeados de gente de quem gostamos
forma de estar vivos porque amamos

Margarida Pereira disse...

(suspiro... - ENORME!)
:))
Beijos, também.