sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

APÓS O VOTO

Depois de votar, fica no ar uma sensação difícil de definir. É uma mistura de alívio por ter cumprido um dever cívico e de inquietação pelo peso da escolha feita. O gesto é simples — um papel, uma cruz, uma urna — mas o significado é profundo. Por alguns instantes, sente-se que a própria voz ganhou forma, ainda que pequena, dentro de um processo muito maior.

Há também um silêncio interior que acompanha o momento seguinte: perguntas sobre o futuro, dúvidas sobre se a decisão foi a melhor, esperança de que o voto represente mudança ou, ao menos, continuidade responsável. O estado anímico oscila entre a confiança e a apreensão, entre o orgulho de participar e a consciência de que os resultados escapam ao controlo individual.

No fim, votar deixa uma marca emocional discreta, mas duradoura. É a sensação de pertença a uma comunidade que decide em conjunto, carregando tanto expectativas como receios. Mesmo sem certezas, permanece a ideia de que participar importa — e que, naquele breve momento, cada escolha contou.

 

7 comentários:

Anónimo disse...

Talvez em nenhumas outras eleições tenha tido tantas dúvidas.Sinto-me ainda indecisa, mas,claro,já eliminei alguns(mau era,em 11)De qualquer maneira,daqui até domingo irei ter tempo para refletir.Espero uma iluminação divina!

Anónimo disse...

Ubuntu

:-)

Anónimo disse...

Alea Iacta Est

Acta,Non Verba

Veritas Lux Mea

Lux

Anónimo disse...

🦋

Anónimo disse...

Menina Leninha

Dever cumprido e que não seja traído

Zé Portugal

Anónimo disse...

Senhora, que se cumpra o Amor a Portugal
Um dia há-de vencer!

https://youtu.be/-GYvrXS2OZI?si=0dHmuRX7gVlYcosz

Ambrósio

Pedro Coimbra disse...

À semelhança da primeira pessoa que comentou este post, também tive grande dificuldade em definir o sentido do meu voto.
E não foi porque os candidatos fossem todos muito bons...