Quem é que nunca sofreu uma desilusão? Respondo, convicta e
segura, ninguém!
Enfrentar a desilusão, é um ato silencioso de coragem. Ela
chega quando as expectativas se quebram, quando as pessoas, os planos ou os
sonhos, não correspondem ao que imaginávamos. Dói, porque nasce da esperança —
e só se desilude quem acreditou de verdade.
A desilusão obriga-nos a encarar a realidade sem os filtros do
idealismo. No primeiro momento, tudo parece perda: a confiança abalada, o
entusiasmo diminuído, o coração mais cauteloso. Mas, com o tempo, percebemos
que ela também carrega uma aprendizagem profunda. Ao cair o véu, ganhamos
clareza. Passamos a enxergar quem somos, quem são os outros e, o que realmente,
merece o nosso investimento emocional.
Enfrentar a desilusão não significa endurecer ou deixar de
sonhar. Significa amadurecer. É aprender a alinhar as expectativas com a
realidade, sem abrir mão da sensibilidade. É entender que nem toda a queda é um
fim — algumas, são apenas redireccionamentos.
Quando aceitamos a desilusão, transformamos a dor em força.
Ela ensina-nos os limites, fortalece a autoestima e aproxima-nos de relações
mais verdadeiras.
Seguir em frente, depois de uma desilusão, é um gesto de
amor-próprio. É reconhecer o que feriu, acolher o sentimento, e escolher
continuar, agora com mais consciência e menos ilusões. Nenhuma desilusão merece
a nossa dor!
6 comentários:
💎
Fazem parte do processo de crescimento.
Até ao fim.
Concordo em absoluto! Que bem que está nesta foto. Saúde
Sra. Helena, grata por seu texto que tão bem aborda esse sentimento chamado “desilusão”.
🦋
Inteiramente de acordo, cara Dra. Helena!
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