segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

ENFRENTAR A DESILUSÃO

Quem é que nunca sofreu uma desilusão? Respondo, convicta e segura, ninguém!

Enfrentar a desilusão, é um ato silencioso de coragem. Ela chega quando as expectativas se quebram, quando as pessoas, os planos ou os sonhos, não correspondem ao que imaginávamos. Dói, porque nasce da esperança — e só se desilude quem acreditou de verdade.

A desilusão obriga-nos a encarar a realidade sem os filtros do idealismo. No primeiro momento, tudo parece perda: a confiança abalada, o entusiasmo diminuído, o coração mais cauteloso. Mas, com o tempo, percebemos que ela também carrega uma aprendizagem profunda. Ao cair o véu, ganhamos clareza. Passamos a enxergar quem somos, quem são os outros e, o que realmente, merece o nosso investimento emocional.

Enfrentar a desilusão não significa endurecer ou deixar de sonhar. Significa amadurecer. É aprender a alinhar as expectativas com a realidade, sem abrir mão da sensibilidade. É entender que nem toda a queda é um fim — algumas, são apenas redireccionamentos.

Quando aceitamos a desilusão, transformamos a dor em força. Ela ensina-nos os limites, fortalece a autoestima e aproxima-nos de relações mais verdadeiras.

Seguir em frente, depois de uma desilusão, é um gesto de amor-próprio. É reconhecer o que feriu, acolher o sentimento, e escolher continuar, agora com mais consciência e menos ilusões. Nenhuma desilusão merece a nossa dor!

 

6 comentários:

Anónimo disse...

💎

Pedro Coimbra disse...

Fazem parte do processo de crescimento.
Até ao fim.

Anónimo disse...

Concordo em absoluto! Que bem que está nesta foto. Saúde

Anónimo disse...

Sra. Helena, grata por seu texto que tão bem aborda esse sentimento chamado “desilusão”.

Anónimo disse...

🦋

Janita disse...

Inteiramente de acordo, cara Dra. Helena!