“Julgava-se que tinha acabado bem, afinal acabou mal. Sem acordo no BPI, está mal o banco, que verá prolongar-se no tempo a actual situação de indefinição, está mal Isabel dos Santos, que acabará por perder a sua posição privilegiada, e estão mal os políticos portugueses que se envolveram, pois a zanga final deixou-os fora de pé. De forma muito sintética assim se pode resumir o que, nos últimos dias, se escreveu na imprensa portuguesa sobre este caso”.
in Macroscópio, no jornal O Observador
Toda esta situação se torna incompreensível mesmo para quem tenha alguma preparação económico - financeira. O que está em causa são, sobretudo, problemas de natureza política. E nestes, é preciso ter em conta que o continente africano não se rege pelas mesmas regras da Europa. Ora são justamente essas diferenças que tornam esta questão num caso melindroso.
Em matérias financeiras não pode haver estados de alma. Sempre pensei que em política seria o mesmo. Afinal, não é!
HSC
