Há quem pense que uma mulher é definida pelo estado civil.
Mas uma viúva carrega a marca de um amor interrompido, enquanto ua divorciada
carrega a coragem de recomeçar. Nenhuma das duas deve ser reduzida à ausência
de um marido.
Por isso, é curioso observar como a sociedade olha de forma
tão diferente para duas mulheres que, no fim, também ficaram sozinhas.
A viúva costuma despertar compaixão. A sua dor é reconhecida,
o seu luto é respeitado e a sua solidão é compreendida. Já a divorciada, muitas
vezes, desperta desconfiança. Há quem procure culpados, quem questione as suas
escolhas ou quem a veja como uma ameaça, como se o fim de um casamento
diminuísse o seu valor.
No entanto, ambas perderam uma vida que um dia imaginaram
para sempre. A diferença é que uma foi separada pela morte e a outra pelas
circunstâncias da vida. Nenhuma merece ser definida pelo modo como a sua
relação terminou.
Talvez o verdadeiro sinal de maturidade de uma sociedade seja
deixar de idealizar umas e julgar outras. Porque tanto a viúva como a
divorciada carregam histórias, cicatrizes, saudades e uma enorme capacidade de
recomeçar.
No fim, o estado civil diz muito pouco sobre uma mulher. O
que a define é a forma como se levanta, ama, aprende e continua a viver.
3 comentários:
Gosto dessa ideia da culpa.
Todas as relações se desgastam.
Mas, porque são relações, porque envolvem duas pessoas, nunca esse desgaste vem só de um dos lados.
Tenha um excelente fim-de-semana
🌻🌻
As divorciadas só são ameaças para quem quer ser ameaçado,assim como elas próprias só são ameaças se assim o quiserem.Como muito bem diz,a forma de curarem as suas cicatrizes e de procurarem recomeçar a sua vida não tem obrigatoriamente de destruir vidas de terceiros e,isso sim,diminui e até anula o seu “valor”
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