Chegou a época das eleições, esse período mágico em que ninguém
tem passado, todos têm esqueletos no armário e alguns até descobrem que o
armário afinal era um motel. Não faltou nada: corrupção, cunhas, mensagens
apagadas, amizades repentinas, moralidade retroativa e, claro, sexo —
porque sem sexo não há campanha digna desse nome.
Os programas eleitorais passam para segundo plano,
substituídos por dossiês, memórias seletivas e denúncias arqueológicas. Vale
tudo: escândalos fresquinhos, boatos requentados e até acusações que parecem
ter sido desenterradas com pincel e cuidado, como fósseis. Melhor do que isto
só mesmo o caso do Iglesias, que aos 81 anos é agora apontado por
alegados assédios cometidos há 30 — um prodígio temporal que faz da política a
única ciência onde se envelhece para trás.
Nesta altura, não se escolhem ideias, escolhem-se sobreviventes.
Ganha quem tropeça menos nas pedras que convenientemente aparecem no caminho —
pedras essas que ninguém viu durante anos, mas que brotam do chão assim que
alguém sobe nas sondagens.
No fim, vota-se cansado, desconfiado e com a sensação de que
participou não numa eleição, mas numa novela mal escrita, onde todos
juram inocência, todos têm provas “graves” e a verdade… bem, a verdade ficou
presa numa comissão parlamentar qualquer.
5 comentários:
Menina Leninha
É o verdadeiro Portugal dos PEQUENINOS!
Zé Lambada
Ó Lecas!
É o carnaval a caminho…
E o diabo,longe,sorri…
Será inferno ou paraíso?
Veremos …
🤡
No Jardim da Celeste só estão sérios quando não se riem…
Há “fanecas” para todos os gostos!
Vejamos:
O Clone de D Henrique
O Pulga Laranja
A Seringa do Vírus
O Rato cópia do demo
A Baby Green Eyes
A Serpente Vermelha
O Cantor do Tinto e Branco
O Dark Boy
Dia 18 = 9 =
9 Fora = Nada!
Nada de quê?
Jardim da Celeste
Apenso :
O Galã Peste Branca
Novela mexicana.
Infelizmente é essa a sensação.
Tenha um excelente fim-de-semana
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