Nestes últimos dias não se ouviu falar de outra coisa que não fosse o Tristão e Isolda do século XXI, personificados em Megan e Harry, dois príncipes fugidos da coroa britânica por razões raciais e de isolamento social.
No principio as coisas começaram logo tortas, com o pai da noiva a vender fotos da família e a conceder entrevistas perturbadoras. Calado o progenitor, as coisas pareciam acalmar, o casamento foi um sucesso tendo sido o Príncipe Carlos e não a mãe da noiva. a leva-la ao altar. A progenitora vestiu-se como uma branca e se não fossem as múltiplas tranças do seu cabelo, dir-se-ia tratar-se de uma europeia de tez escura.
A trapalhada começa depois e parece que Kate, a cunhada rainha, terá tido que lhe dar umas lições sobre conduta real. A nossa americana que tinha tido uma vida de trabalho até chegar a atriz começou a sentir-se desapoiada e a chorar no ombro de Harry que tentou acalma-la. Porém, quando se apercebeu que a mulher estava com tendências suicidas resolveu "zarpar" para o Canadá, julgando que manteria fora todas as mordomias que tinha antes. Viu-se logo que não seria assim, quando se pôs o problema de quem pagaria a segurança do casal naquele país. Nessa altura, a Casa Real "tirou o cavalinho da chuva" e disse que não pagava nada porque eles tinham deixado de pertencer à dita Casa.
Perante isto. o casal percebeu que tinha de sustentar-se e fê-lo através de alguns contratos comerciais. Mas nem Hollywood os aproveitou, nem os americanos se interessam muito por príncipes. É quando surge, então, a hipótese de o casal dar uma entrevista de vida à conhecida Oprah, rainha das entrevistadoras de televisão. Claro que a coisa aparecia como sendo gratuita - quase me engasgo a escrever isto - e apenas com o desejo de bem clarificar o que tinha determinado a saída do Reino Unido.
Poupo-vos à descrição da entrevista porque o Pedro Boucherie Mendes fê-lo muito melhor do que eu faria. A produção, as luzes, o vestido, os silêncios adequados, a subtileza das respostas e das perguntas, pressupõe algo que foi muito bem preparado. O pobre Harry, muito pouco à vontade, lá confirma uma ou outra declaração da mulher e pouco mais. Pareceu-me ver nele uma certa tristeza disfarçada até à altura em que anunciaram que estavam à espera de uma menina, que seguramente para tranquilizar a Firma, como eles chamam à Corte inglesa, irá nascer branca de olhos azuis e cabelo louro.
A entrevista teve, é evidente, intenções bem mais vastas do que se pode supor. A monarquia inglesa com os escândalos que tem tido, encontra-se numa posição de fragilidade e só se aguentará pela estreita e estrita coesão dos seus membros. Esta entrevista dá uma "bolada" na Coroa que respondeu com um comunicado de duas linhas cheias de diplomacia.
O que se prevê como desfecho desta historia da realeza? Não sou, obviamente, a Maya que prevê o futuro. Mas tenho palpites, como toda a gente. Assim, palpita-me que a menina vai sair mais colorida que o irmão Archie, que casamento durará os habituais 5 ou 6 anos e depois desmorona-se num divórcio.
Para calar Megan ela irá receber uma choruda pensão e terá direito a uma casinha nas propriedades dos Windsor, à semelhança da outra cunhada que continua a viver com o ex marido, pese embora, viva de programas televisivos e tenha amigos coloridos.
Claro que há outros fins possíveis, como foi o caso da duquesa de Windsor. Mas os tempos eram outros e a etnia hoje é tema com varias colorações. Por mim, desejo que sejam felizes e tenham muitos meninos, que encantem no futuro, a realeza!
HSC