O título, simples, deste post ilustra a minha estima pela pessoa. Para mim, Manuela Eanes é a forma mais natural de referir uma mulher que, ao lado do seu marido, marcou anos da história da democracia em Portugal.
Ontem, o Âmbito Cultural do Corte Inglês estava apinhado de gente conhecida para estar presente no lançamento de um livro constituído por uma longa entrevista conduzida por Fátima Campos Ferreira à ex "primeira dama" do Portugal democrático.
A apresentação, excelente, coube a Leonor Beleza, um nome incontornável que não carece de apresentações e por quem tenho uma enorme admiração, apesar de não pertencer ao seu grupo de amigos. Com pena, confesso. E posso dizê-lo à vontade, porque nesta fase da minha vida, os encómios que faça não estão à espera de contrapartida.
Admiro-a porque sempre teve a cabeça erguida quando outros a quiseram vergar, porque nunca baixou os braços e porque houve alguém neste país que numa época conturbada, confiou nela e lhe entregou, sem qualquer hesitação, a tarefa de criar, de raiz, uma grande Fundação na área da saúde.
Através dessa apresentação, o publico presente ficou a conhecer melhor Manuela Eanes, a primeira "primeira dama" da democracia nacional. Sem qualquer modelo anterior, ela criou uma figura e uma imagem muito próprias. De facto, na sua maneira de ser extremamente discreta desempenhou, na rectaguarda, funções que a maioria de nós desconhecia e que ela jamais referiu.
O livro retrata muitas delas, mas outras houve que Leonor Beleza salientou e que o completam. E, como sempre, o IAC, o Instituto de Apoio à Criança, não foi obra sua mas sim do colectivo que a acompanhou!
O livro retrata muitas delas, mas outras houve que Leonor Beleza salientou e que o completam. E, como sempre, o IAC, o Instituto de Apoio à Criança, não foi obra sua mas sim do colectivo que a acompanhou!
Confesso que tenho uma enorme estima por aquele que foi o meu Presidente. E confesso que tenho pela minha querida amiga Manuela, a maior ternura. Por questões de vida pessoal, foi dificílimo conseguir organizar a minha agenda e estar no Corte Inglês. Mas jamais me perdoaria se o não tivesse feito!
HSC




