terça-feira, 7 de maio de 2019

Qual o objectivo?

O jornal Correio da Manhã, deu conhecimento público de que o Arcebispo Tolentino de Mendonça deveria ser nomeado Cardeal pelo Papa Francisco a partir de 29 de Junho deste ano, apesar de não haver qualquer comunicação oficial nesse sentido.  Nem teria de haver, já que o procedimento habitual é o Papa proclamar os novos Cardeais a partir da varanda de São Pedro.
Sendo assim, poderá questionar-se qual o verdadeiro objectivo da publicação desta notícia por parte daquele jornal...

HSC

sábado, 4 de maio de 2019

A "saia justa" do PR


Face aos últimos acontecimentos que conheço, parece-me que qualquer que seja a posição de Marcelo de Sousa nesta questão da eventual demissão do actual governo, ele estará sempre numa "saia justa", como dizem os brasileiros, face a trapalhadas sem solução consensual. Logo ele, o homem dos consensos...

HSC

A inteligência e o humor



Sempre fui sensível à inteligência e ao sentido do humor. Continuo a sê-lo. Hoje li um texto que explica um pouco a ligação entre aquelas duas qualidades, e que tento resumir de seguida.
Pesquisadores na Áustria descobriram recentemente que as pessoas divertidas – especialmente as pessoas com sentido de humor negro – têm um QI mais alto do que as menos divertidas. Argumentam que são necessárias bastantes habilidades cognitivas e emocionais para processar e produzir humor. A análise mostra que pessoas engraçadas também têm maior inteligência verbal e não verbal e obtêm melhores resultados em testes de agressividade ou de perturbação de humor.
Além das pessoas engraçadas serem inteligentes, também são mais agradáveis de ter como companhia. Evidências até já sugeriram que ter um bom sentido de humor está ligado a ter inteligência emocional, o que é uma qualidade muito desejável num parceiro.
Psicólogos evolucionistas descrevem o senso de humor como uma característica hereditária, que está ligada a uma mente saudável e agilidade intelectual importantes para um possível parceiro no futuro. Estudos de atração mostram que tanto homens como mulheres, avaliam as pessoas engraçadas como mais atraentes e citam o bom sentido de humor como um dos principais traços de um companheiro a longo prazo.
Ter uma visão humorística de vida também é uma boa forma de ajudar as pessoas a gerir melhor o stresse e a adversidade, já que estilos de humor mais negativos, como sarcasmo, escárnio e humor auto-destrutivo não oferecem qualquer benefício. Na realidade, tal tipo de atitude tende a afastar as pessoas, que são normalmente associadas a gente depressiva e até agressiva.
A neurobiologia mostra que rir leva a mudanças cerebrais que podem explicar a relação entre senso de humor e inteligência. Estudos apontam que ter experiências com estados emocionais positivos como alegria, diversão e felicidade aumenta a produção de dopamina no cérebro. Esta hormona não só faz as pessoas sentirem-se bem, como abre caminhos de aprendizagem no cérebro, que permitem e mantêm mais conexões neurais. Como resultado, as pessoas tornam-se mais flexíveis, criativas e melhores a solucionar problemas.
Depois da leitura do artigo, lembrei-me duma frase de Albert Einstein que atribuía o seu brilhantismo, ao facto de ter um sentido de humor parecido ao de uma criança. Era muito capaz de ter razão!

HSC

quinta-feira, 2 de maio de 2019

O primeiro embate


Começaram esta quarta feira os debates televisivos entre os candidatos ao Parlamento Europeu, em simultâneo na SIC e SIC Notícias.
Durante cerca de duas horas, os cabeças de lista dos seis partidos com representação no Parlamento Europeu trocaram argumentos, num debate moderado pelo jornalista Bento Rodrigues. O desinteresse de sempre.
O CDS tentou "colar" Pedro Marques a José Sócrates, e para o efeito usou "tweets" e fotografias em que o ex-primeiro-ministro surge ao lado do candidato socialista e do atual chefe do Governo.
Paulo Rangel pelo PSD acusou Costa estar a "nacionalizar" estas eleições que pretende tornar numa espécie de “plebiscito cesarista ou bonapartista".
João Ferreira e Marisa Matias, cada um reivindicou para o seu partido, um papel importante na "reversão" da retirada de direitos, por ter alvitrado um acordo à esquerda na noite das legislativas de 2015.
Já Pedro Marques reclamou para o PS os louros (?) dos resultados da governação, com o apoio dos partidos de esquerda, salientando a quebra no desemprego ou a devolução de rendimentos aos portugueses, "mantendo contas (públicas) saudáveis".
Marinho e Pinto, do PDR, atirou, logo duas propostas: a fixação de um salário mínimo europeu e de uma pensão mínima, que não quantificou nem explicou. E, claro, também criticou PCP e BE por terem apoiado o Governo mas em Estrasburgo, terem uma "retórica completamente diferente".
Alguém ficou mais instruído sobre o Brexit ou sobre os problemas europeus? Ninguém. E depois admiram-se da abstenção...

HSC

domingo, 28 de abril de 2019

Esta nova Lisboa



António Costa queria uma Lisboa a duas rodas. Fernando Medida seguiu-lhe o passo. E nós, transeuntes ou condutores, assistimos impávidos a reduções sucessivas do espaço de rodagem para os automóveis, que deram, claro, lugar às bicicletas e às motorizadas, como se fossemos uma capital plana e com chão de auto estrada.
Mas isto não bastou e para modernizar mais a nossa vida surgiram os tuktuk que enxameiam a cidade, cheios de turistas e estacionam onde bem querem, sobem a passo de caracol criando autenticas filas de carros, eléctricos e autocarros que só conseguem apitar com a situação. Enfim, uma medida para dar cabo da nossa cabeça, aliada às inversões de sentido, igualmente tomadas sem que nos explicassem as razões.
Mas faltava algo mais, para sermos completamente modernos e planos. Falo das trotinetes eléctricas, largadas em qualquer lado e cujos manobrantes nem capacetes usam, para poderem partir melhor a cabeça deles e de quem tenha a infelicidade de os atropelar. São um terror...
Lisboa é uma cidade de sete colinas e estes tipos de transporte a duas rodas eléctricas, não obedecem às regras de trânsito, ultrapassam pela direita e pela esquerda sem o menor cuidado e até o fazem com uma mão ocupada pelo telemovel.
Haverá alguém na Camara Municipal de Lisboa que regulamente e fiscalize estes transporte e os individuos que o utilizam? 
Mais tarde ou mais cedo vai ocorrer um desastre com perda de vidas. Será preciso isso, para serem tomadas as devidas providências?

HSC

sábado, 27 de abril de 2019

A minha revolução


Resolvi ir a Valinhos de Fátima comemorar o meu dia 25, acompanhada de mais duas amigas. Uma é católica mas não conhecia aqueles frondosos terrenos, onde se diz terem ocorrido as duas das aparições feitas aos pastorinhos. A primeira em 1916, do Anjo de Portugal (ou Anjo da Paz) e a segunda, da Virgem no dia 19 de Agosto de 1917. 
A outra amiga é ateia, mas tem o espírito aberto característico das mulheres que são muito inteligentes. Talvez por isso, não é a primeira vez que me acompanha porque, diz, o silencio do local lhe retempera a alma.
Faço esta visita normalmente duas vezes por ano. Uma entre o fim de Abril e o principio de Maio e a segunda quase sempre em Novembro. O ritual não se altera, vá sozinha ou acompanhada. 
Chego a Fátima e vou à Tia Alice almoçar e dar-lhe um beijo. A Tia Alice é uma senhora dona de um espaço de restauração belíssimo, de quem eu gosto muito e que, creio, também gosta de mim. Depois, vou à cozinha cumprimentar todos os que preparam aqueles maravilhosos repastos.
Terminada a refeição sigo, então, para Valinhos, onde fico a tomar consciência de mim, de quem sou e do que posso fazer para ser melhor. Perco muito a noção do tempo, naquele imenso manto de verde, onde até o silêncio se pode ouvir. Da ultima vez segui, o caminho da Via Sacra. Este ano escolhemos o caminho da Loca do Anjo, que é mais curto.
Voltei refeita por dentro e por fora. E contente com o que fiz do meu dia 25 de Abril. É que acredito cada vez mais que as revoluções mais importantes se fazem por dentro. Foi o caso!

HSC

quinta-feira, 25 de abril de 2019

The Aftermath



Hoje decidi ir ao cinema ver The Aftermath, um filme lançado no Reino Unido em Março último, dirigido por James Kent e estrelado por Keira Knightley.
Poderá ser encarado como uma bela história de amor passada no pós - guerra, em 1946, numa Alemanha vencida pelos ingleses. Todavia eu prefiro considera-lo como uma história de compaixão - essa palavra tão esquecida! -, porque foi exactamente esse sentimento que tive ao longo do filme.
O desempenho é excelente e a película vive muito do jogo de luzes que põem em evidência o olhar e os rostos dos protagonistas. Não é um filme de diálogo intenso, mas os gestos, em várias ocasiões, substituem muito bem as palavras por dizer.
Pessoalmente gosto de modo particular de estórias nas quais a linguagem corporal marca o ritmo e a intensidade do enredo e em que cada espectador tem a sua própria leitura dos acontecimentos.
Não se trata de uma filme excepcional. Mas é um belíssimo ensaio sobre a guerra. E é, sobretudo, uma narrativa sobre a natureza do ser humano e o que as circunstâncias em que vive podem fazer dele. Uma fita que vale mesmo a pena ver!

HSC