segunda-feira, 1 de abril de 2019

Aga Khan



O Presidente da República anunciou este, Domingo, que o Imã Aga Khan, líder da comunidade ismaelita, ganhou o direito de ser cidadão português pelo trabalho desenvolvido em prol do país.
Há 20 anos que esta comunidade tem um centro em Lisboa, mas a partir de agora irão ter na cidade a sede global da comunidade ismaili.
E o Imã príncipe Aga Khan Shah Karim Al-Husseini, que chegará sexta-feira a Lisboa, irá passar a ter, também, na capital portuguesa uma residência oficial.
A Fundação Aga Khan emprega actualmente cerca de 100 pessoas, mas também envolve 600 voluntários e pretende dar resposta a situações de exclusão social e pobreza urbana.
Tendo uma forte componente a nível cultural e da educação dos mais jovens, é neste último capítulo que se insere: a criação, em Lisboa, de uma Academia Aga Khan, que será uma escola de “ensino de excelência”, como as 18 que já existem no mundo. E onde a principal ambição é formar futuros líderes, que possam apoiar o desenvolvimento das sociedades onde se inserem.
Na Academia, os alunos serão admitidos depois de um teste de mérito, independentemente da sua condição financeira ou credo. O objetivo é que metade dos alunos que ingressam nas academias seja constituída por jovens que possam precisar de ajuda financeira para pagar as propinas (um apoio que é prestado pela própria academia) de um ensino a que dificilmente teriam acesso por ter características de escola de elite. O programa é o do bacharelato internacional.

HSC

Azares de calendário!

HSC

domingo, 31 de março de 2019

Dinheiro não paga tudo...


Já escrevi sobre as bizarras exigências de Madonna, quando aqui vivia, relativamente ao parque de estacionamento dos seus variadíssimos carros.
Agora, a sexagenária pretendia fazer filmagens num antigo palácio em Sintra, que envolviam a entrada de um cavalo no interior do mesmo. Basilio Horta, Presidente da respectiva autarquia não autorizou e bem, o desvario. Apesar da star ter utilizado todas os meios de pressão ao seu alcance para conseguir o seu objectivo, nada demoveu o Presidente.
Madonna é, sabe-se, uma mulher mimada, que não está habituada a ouvir dizer "não" às suas pretensões. Por isso, reagiu, invocando tudo o que fizera pela divulgação do nosso país. Até nisso a sua atitude foi lamentável, porque esqueceu todos os benefícios que o país também  lhe proporcionou, para a acolher, indo mesmo, nalguns casos, para além do que se pudesse esperar que fizesse.
Parece que a senhora volta para os Estados Unidos. Faz bem. Lá talvez arranje um palácio moderno para abrigar o vídeo clip das suas cenas com o cavalo...

HSC

sexta-feira, 29 de março de 2019

Claro como água!

Levámos quase duas semanas a construir a árvore genealógica deste governo. A dita parece um polvo, tal a quantidade de braços que apresenta. Mas António Costa atira em todos os sentidos, mostrando que não é o inovador da endogamia política e que já outros, antes dele, fizeram o mesmo, como se isso justificasse o nepotismo.
Mais do que chocar-me - nasci e vivi entre gente que tinha ideologias diversas - o que mais me incomoda é o disfarce e o ataque para tentar justificar algo que não tem outra justificação que não seja querer entregar o governo do país a uma espécie de familia que usa no dedo mínimo o brasão com a mãozinha fechada.
Se votar já seria um esforço, depois dos fogos, dos roubos de armas e de outros eventos mal explicados, esta forma de realeza maçónica deu-me o golpe de misericórdia!
O que não teria já acontecido ao governo e ao país, se isto fossem acontecimentos num regime de direita...

HSC

sexta-feira, 22 de março de 2019

Direito a escolher

Não tenho relações de amizade com Adolfo Mesquita Nunes. Não pertenço nem ao seu partido nem a nenhum outro. Conheço-o mal, mas ambos fazemos parte do mesmo blog colectivo, que há dez anos teima em existir, apesar de muitos de nós passarmos longos períodos sem lá escrever.
Mas sempre admirei a frontalidade como ele assume as suas escolhas e defende aquilo em que acredita. Era uma lufada de ar fresco na vida partidária nacional, já muito envelhecida nos partidos tradicionais. E mesmo no BE, a juventude pode bem dizer-se que já passou. 
Até Catarina Martins começa a dar sinais de que a idade não perdoa. O corpo modifica-se e a frescura que lhe conhecemos já não tem o mesmo viço. Louçã, Rosas e Fazenda, de jovens têm pouco e são hoje vistos como os senadores dum partido que fundaram, mas que está muito diferente do que foi. Não é um mal, é um facto, é a vida.
Adolfo, que sempre conciliou vida profissional autónoma com o exercício da política, resolveu mudar de rumo em nome daquilo que entende ser a sua felicidade pessoal. Caiu meio mundo em cima dele, entendendo que tinha vendido a alma ao Diabo. Tudo pessoas que o julgaram como se fossem seus íntimos. 
À semelhança do que já havia feito com a sua orientação sexual, deu a explicação que entendeu devia dar enquanto político e, tenho a certeza, não dirá mais uma palavra sobre o assunto.
Demitiu-se, como devia, das funções que exercia na vida política e esclareceu que continuaria, como militante, ligado ao seu partido, o CDS.
Sempre me chocaram os julgamentos na praça pública, sobretudo por parte de gente que nada sabendo da vida dos visados, se arroga o direito de criticar as escolhas que façam. 
Sou mãe de dois políticos que sempre foram livres de pensar e de escolher em conformidade com esse pensamento. Por várias formas também tentaram fazer de mim alguém que tinha de pensar como qualquer um deles. Não conseguiram. Como não conseguiram abalar a amizade que unia os dois irmãos. 
É que nós três sempre acreditámos e defendemos - como na canção do Sondheim -, que as escolhas podem estar erradas, mas escolher está certo. Por isso, sempre escolhemos!

HSC

quarta-feira, 20 de março de 2019

Sobreviver

Os trágicos acontecimentos em Moçambique não deixam ninguém indiferente. Mas o horror pode ainda ser maior se os países vizinhos - Malaui e Zimbabué - decidirem abrir as suas barragens.
Tenho um irmão, engenheiro, a trabalhar na Beira e nascido na antiga capital Lourenço Marques. Podem calcular como vivi estes dias. 
O ser humano leva uma vida inteira a lutar por objectivos materiais que considera indispensáveis para garantir a sua felicidade. Vem um desastre destes e o mundo assiste a milhares de pessoas que, desgraçadamente têm, como único objectivo, sobreviver.

HSC

segunda-feira, 18 de março de 2019

A menorização...


Dois canais de televisão apresentam, actualmente, programas com índices de audiência elevados, nos quais a menorização da mulher é notória. Audiência na qual, sabe-se, muitas mulheres participam, longas horas agarradas ao ecrã. Eventualmente até, mesmo, muitas daquelas que se dizem defensoras da igualdade de género.
Que os homens o façam é triste, mas não me surpreende. É mais um facto revelador da educação recebida por parte das mães que tiveram a responsabilidade de os educar e das escolas que terão tido a responsabilidade de os instruir.
Já me desilude mais pensar nos motivos que levam aquelas mulheres a aceitar entrar neste tipo de jogo. Que não será, seguramente, a esperança de virem a encontrar marido...
Acredito, então, que o fito possa ser o de obter dividendos no futuro. Mas, se for assim, teremos que aceitar que aquele estereotipo da mulher portuguesa é uma realidade. E, felizmente, não é.
Estes programas – que, já sabemos, só vê quem quer –, do meu ponto de vista, não podem ser considerados como forma de entretenimento, a menos que aceitemos que este seja um veículo de nos tornar mais idiotas.

HSC