quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O país dos "casos"

Quando nos afastamos da urbe por uns tempos e, sobretudo se tivermos a sorte de ir parar a um local onde se não vê televisão, tem-se um estranho panorama aqui da terrinha. 
Depois de ter estado em casa de amigos em Santar fui descansar para a casa de outros, no Alvito. Ou seja, passei das Beira para o Alentejo com a côrte de diferenças que existem entre estas duas regiões do país. Felizmente que, em ambas as casas, o apreço pela caixinha preta era pouco ou nenhum. Estava portanto no meu meio: quanto menos tv, melhor.
E foi nestas viagens que me dei conta da pouca importância que as pessoas dão aos nossos "casos", sejam eles Tancos, encrencas de futebol, deputados faltosos ou trincas políticas. Aquilo que, sim, os interessa, são os fogos, as casa que aguardam construção e as greves nos transportes, na saúde e na educação. O resto são "balelas" que só interessam aos politicos e estes, são para tal gente, todos iguais.
Vim a pensar nisto e sorri a esta típica sabedoria popular que ignora os "casos" que entre nós surgem à média de um por semana e que os cansam imenso, porque entendem que em Portugal a culpa morre sempre solteira...
A terrinha tem este luxo semanal. Mas já alguém viu um que fosse resolvido?!

HSC

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Convite


Este não é um post de auto promoção, mas sim um convite para poder gozar da companhia de alguns dos meus leitores. Dar-me-á muito prazer te-los comigo. E se me apreciam apareçam por lá para me dar um abraço. Deixar-me-iam muito contente! 
E ainda vos prometo uma surpresa quando virem quem apresenta o livro....

HSC

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Tancos e tangas


“.... Dito isto, volto ao facto, a notícia sobre Marcelo e Tancos. Relembro o essencial. 1) No quartel de Tancos, roubaram-se armas, e notícias subsequentes revelaram que não foi a primeira vez. É preciso apurar tudo doa a quem doer. 2) As armas foram devolvidas pela PJM, com algumas falhas de material e, por outro lado, com material a mais, o que leva a concluir que o famigerado roubo não foi único. Acresce que, confessadamente, elementos da PJM forjaram a entrega, conluiaram-se pelo menos com um dos assaltantes e esconderam a operação da PJ, legítima responsável pelas investigações. "É preciso apurar tudo doa a quem doer", insistiu o Presidente, e bem.
Esses 1) e 2) envolvem crimes que devem ser resolvidos, explicados e castigados. Feito isso, o essencial fica feito. Sobre um provável 3), chicanas políticas (especialidade nacional), já estamos bem servidos: várias insinuações, misteriosos memorandos, algumas demissões e muito jornalismo tipo barata tonta. Ora, os 1) e 2) é que são o essencial. Resolvidos, fica o provável 3) esclarecido. Mas indo pela especialidade nacional, daqui a um ano (e mais insinuações, memorandos, demissões, achismos...), arriscamo-nos a um terrível espanto: mas que roubo em Tancos?!”
          
                          Ferreira Fernandes no Diário de Noticias

Não me lembro de ver tanta trapalhada junta num mistério desta natureza. Nem Alan Poe conseguiria engendrar algo melhor.
Dar o dito por não dito, disfarçar, assobiar para o lado e aproveitar para mandar para a rua três ministros é obra de mestre, que só António Costa seria capaz de engendrar, político de faro como é. E, vamos lá, com algum “colo” da parte de Marcelo, cuja posição neste caso não consigo compreender, já que sendo ele o chefe supremo das Forças Armadas tem responsabilidades especiais.
É que não basta afirmar que toda a verdade tem de ser apurada. Ela deve ser exigida, E não é com discursos que lá iremos, porque este acontecimento é demasiado grave para ser tratado com paninhos quentes...

HSC