quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Realidade

Depois de semanas consecutivas a ouvir falar de futebol – que é diferente de “ver futebol” – seguiu-se um período em que a banca e os banqueiros foram menu permanente dos meios de comunicação. Depois, foi a euforia com os resultados da selecção nacional e do Benfica, o Salvador a salvar o Festival da Canção e o crescimento (in)sustentável do país.
Desde há alguns dias, começaram a despontar as autárquicas e intui-se um novo tema, não menos apelativo que os anteriores, que se chama OE 2018, ou seja o próximo Orçamento de Estado, que regulará a actividade do governo e a nossa, no ano que se aproxima.
Abstenho-me de considerações técnicas sobre o dito, dado que, como economista, sempre que oiço as palavras seguras do Ministro das Finanças, fico com mais dúvidas do que as que já tinha.
Enfim, parafraseando um colega meu, o longo prazo é amanhã e o curto prazo foi ontem. Aconteceu comigo. Já estou no medio prazo, que é hoje. Assim sendo, para quê preocupar-me com algo que nem sei se chega a vir?!
O lema em Portugal, parece mostrar que a vida é curta e as decisões sobre ela, também. Então, vivamos o presente, com a maior alegria possível, já que essa é a nossa única realidade!

HSC

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Os Amigos


Sou uma mulher de afectos e gosto de pessoas muito diferentes. Tenho a sorte de possuir bons amigos à esquerda como à direita, se é que a política pode ser chamada para esta matéria. Mas hoje pode e já explico porquê.
Ontem à noite, no Jardim de Inverno do Teatro S. Luis, reuniram-se um punhado de amigos de Mario Castrim, para lhe prestarem homenagem. Com discrição, em família. Presentes o Presidente da República e o Ministro da Cultura, ambos na dupla qualidade de amigos e de representantes do país. Estava, também, Jerónimo de Sousa e muita gente dos mais diversos espectros da vida nacional. Seria entediante referi-los todos, mas vale a pena salientar que o antigo núcleo duro do bom jornalismo estava todo lá. Como estavam aqueles que pela pena afiado do Mário, aguentaram as suas críticas e se "fizeram", como o Goucha e o Zambujal, meus dois ótimos companheiros.
Os discursos dos "grandes" foram excelentes. Mario Castrim era um homem tão especial que reuniu Marcelo, Luis Castro Mendes e Jerónimo de Sousa de forma tão originalmente harmoniosa, que seria difícil dizer qual o discurso melhor.
Fiquei feliz de lá ter estado e de ter revisto muitas caras conhecidas, unidas pelo mesmo fio condutor. O que eu devo ao Mário só ele e eu sabemos. Mas algo posso dizer. É que nunca, mas nunca, teria chegado até aqui se não tivesse encontrado o Mario. Que, em herança, me deixou uma das minhas mais apreciadas amigas, a Alice Vieira, viúva que não quer e bem, que o nome do marido seja esquecido pelas novas gerações pelas quais ele tanto batalhou.
Cheguei a casa feliz. Mas esperava-me uma triste noticia. Tinha acabado de morrer a minha querida amiga Maria Helena Serras Gago. Fiquei de rastos. Acabava de louvar um amigo e de perder outro...

HSC

terça-feira, 30 de maio de 2017

Autopromoção!

E já agora que me estou a promover, aqui ficam as palavras do Dr Edgar Lopes, o juiz responsável desta minha já longa ligação aos destinos do CEJ, da qual muito me orgulho:
"Economista de profissão, escritora, frontal e corajosa, mulher de causas, tem uma intervenção cívica de décadas.
HELENA SACADURA CABRAL: é ela que este mês vem ao CEJ falar sobre a Justiça, o Julgar, o Humano...
Há vários anos que vem participando como membro de Júris da via profissional no acesso ao CEJ, mas, esta 4ª feira é ela quem fala!
Quem não puder estar no Limoeiro poderá assistir em directo na CEJ TV, em qualquer ponto do país ou do mundo (em http://live.fccn.pt/cej/canalcej/).

Estão tod@s convidad@s a encher o auditório do CEJ dia 31!"

domingo, 28 de maio de 2017

Um novo truque....


Existe um novo meio - inteligente - especial para assaltar e roubar mulheres. Começou nas garagens dos Centros Comerciais, mas está a alastrar a outro género de locais. 
De que se trata, então? Uma rapariga gira e educada, aproxima-se de si com um papelinho impregnado com o último perfume X, ou lança na sua mão umas gotas do dito. 
O aroma até parece agradável, mas é por segundos. A droga colocada no mesmo e aspirada põe qualquer um sem reação e à mercê do que lhe possam querer fazer...
Não sei se há homens a prestar o mesmo serviço. Mas eles são pouco dados a este tipo de experiências. De qualquer modo aqui fica o alerta a quem possa interessar!

HSC

sábado, 27 de maio de 2017

A vida dos outros

Porque será que nos interessa tanto a vida dos outros? Só pode ser porque a nossa não tem interesse nenhum!

HSC

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um mundo desesperado

Há uns meses escrevi aqui um post sobre o medo. Medo como forma de vida, que é o pior medo que se pode ter. A Inglaterra foi novamente alvo de um ataque terrorista. Nestas ocasiões não há nacionalidade que conte. Há exclusivamente humanidade, comunhão de sofrimento perante todos os jovens que num concerto perderam a vida. Num concerto que se sabia ser frequentado por gente nova. 
Não sei como os pais poderão conviver com a imensidão desta dor. Sei o que é perder um filho. Sei o que é esperar por essa morte dois anos. Mas não imagino o que seja dar o beijo de um até logo que se não verifica. Só de pensar nisso fico com um nó na garganta e um aperto no coração.
Este indivíduo nasceu na terra que acolheu a sua família. Era nado e criado como inglês. O que é que pode ter virado a sua cabeça e levá-lo a este crime de ódio? Confesso que sinto uma revolta imensa. E muito receio, também, de que tenhamos de nos habituar a viver de paredes meias com o medo, esse sentimento que nos paralisa, nos cerceia, nos amputa.
Estou com a Inglaterra, estou com os ingleses, estou com os pais que perderam os seus filhos, estou com os jovens a quem deixamos um mundo desesperado.

HSC

terça-feira, 23 de maio de 2017

Um dos meus "anjos"


Tranquilizem-se que hoje a matéria, pese embora o título, não é religiosa. Já por várias vezes aqui vos tenho falado das médicas e dos médicos que me protegem e acompanham. Uma oftalmologista, um cardiologista, um dentista e a Isabel Galriça que é o meu SOS para tudo o resto.Todos eram ou se tornaram meus grandes amigos.
Nunca vos tinha falado do meu internista e, no entanto, ele é alguém que já me conhece bem. Lembro-me que o escolhi, há uns anos, quando decidi que era a altura de ter um clínico que me acompanhasse de forma mais sistemática. Informações recolhidas junto de alguns colegas e amigos, apontavam um nome. Tratava-se de um médico do SAMS, do qual sou beneficiária, pelo meu passado na banca, mas também tinha consultório próprio. 
A primeira vez que o procurei ia bastante desanimada porque estava com um problema ocular sério que a minha querida Isabel Almasqué começara a tratar. Fiquei encantada pela forma calorosa, distendida e interessada como fui acolhida e que se havia de manter ao longo dos anos sempre igual.
Trata-se do Dr Faustino Ferreira, que hoje dirige clinicamente o Hospital do SAMS e é alguém em quem deposito total confiança. É um médico que está sempre contactável, que nos atende o telefone como se o tempo fosse todo nosso, que jamais se impacienta. Enfim, é alguém que faz da medicina uma vocação e não uma carreira. E é também alguém que sabe ouvir e compreender.
Tive recentemente que ser submetida a uma pequena intervenção que não correu como se esperava. A paciência, o acompanhamento, a disponibilidade que teve comigo foram inexcedíveis. Só quem passa por uma destas pode avaliar a importância de ter um médico que gosta dos pacientes e se comporta como amigo que é.
E, como exerce clínica privada, estou perfeitamente à vontade para o recomendar a quem deseje ser tratado com muita competência e humanidade, combinação cada vez mais rara entre nós.

HSC