quarta-feira, 15 de junho de 2016

A novidade


Lembram-se de vos ter contado que para meio deste mês de junho eu teria novidades para contar? Pois aqui vai uma primeira pista, com a foto acima.
Logo, pelas 20 horas, aparecerá uma outra. E assim continuará até dia 29. Tudo com suspense...

HSC

Para começo



“...Quem em casa já tinha visto correr irlandeses, polacos, galeses, belgas, suíços ou húngaros, só para dar alguns exemplos, estaria seguramente à espera que a Selecção Nacional tivesse entrado no jogo com a Islândia com outra garra, com outra precisão no passe, outro fulgor no remate, não perdendo infantilmente bolas pela linha lateral, não atirando bolas de qualquer maneira para as bancadas, demorando menos tempo a armar o remate na hora da verdade, adornando menos os lances junto à área adversária, jogando mais pela relva e menos pelo ar, discutindo menos as decisões dos árbitros, enfim, não se deixando cair ao mais leve toque e, em especial, não se mostrando fiteiros e afastando-se da imagem de que estão sempre à espera do apito do árbitro para assinalar uma falta muitas vezes inexistente.”

                  Sergio Almeida Correia in Delito de Opinião

Pois eu julgo que não é preciso acrescentar mais nada. Foi mesmo este o retrato do jogo de ontem e também o da nossa desilusão. Esperemos que se tenha retirado lições!

HSC

terça-feira, 14 de junho de 2016

A tragédia de Orlando


No meio da euforia futebolística e das surpreendentes comemorações do 10 de Junho, hoje falo da tragédia de Orlando, porque durmo com ela desde que aconteceu. E no entanto falou-se pouco dela e sobretudo do seu significado.
Todos sabemos o que aconteceu naquela discoteca frequentada por homossexuais. Mas, neste caso, parece importante ir um pouco mais longe e fazer uma reflexão séria sobre as reacções que este crime suscitou.
O qual e ao contrário do que sucedeu no 11 de Setembro – que uniu todos os americanos – desta vez suscitou uma diversidade de reacções que são, porventura e por contraste, um forte sinal dos tempos que correm.
É que com a tragédia de Orlando os americanos não reagiram a uma só voz e o ambiente que se viveu e vive, parece fazer parte de uma jihad global na qual Estado Islâmico e Estados Unidos se digladiam. Ou seja ,se o 11 de Setembro uniu a América, Orlando dividiu-a profundamente.
Foi certamente isso que levou Obama a dizer: «Não vamos ceder ao medo ou virar-nos uns contra os outros. Vamos permanecer unidos como americanos para proteger o nosso povo, defender a nossa nação e agir contra os que nos ameaçam.» 

HSC.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

As comparações de Marcelo...


Encantado consigo próprio, o nosso Presidente da República continua filosoficamente a divagar sobre Portugal e os portugueses. Desta vez o ataque recaiu sobre os políticos, que são piores do que o povo. E tudo isto dito no dia de Camões e em França, ultrapassando assim o que ele denomina de espaço físico do país.
Senhor Presidente a opinião nacional sobre os políticos é má. Todos o sabemos. Mas será que não lhe compete a si, no desempenho das suas funções, ajudar a desfazer essa ideia, que mais não seja, pelo seu exemplo?
Francamente não percebo que "febre" assolou o mais alto graduado da nação, ao criar - parece um membro do Bloco - tamanhas clivagens entre as elites, os políticos e o povo. Não é, aliás, desse povo que saem uns e outros? Então para quê dividi-los e ajudar a criar uma tão má imagem de cada um deles?
O tema é tanto mais grave quanto o Senhor Presidente não pode deixar de pertencer a ambas as classes atacadas. Por um lado, é um político que sempre fez política e, por outro, integra e corporiza essa elite especial que é a Academia.
Esperemos que não venham mais comparações. Em França ele já ousou dizer que os portugueses são melhores do que os franceses. O que, mesmo em jeito de brincadeira, pode ser diplomaticamente arriscado.
Sugere-se, assim, um breve interregno nestas delicadas comparações. É que, em última análise, elas não  lhe são nada favoráveis!

HSC

Nota: Hoje há http://agendadossabores.blogspot.pt

domingo, 12 de junho de 2016

A civilização ocidental


A foto impressionante da civilização ocidental, para não nos esquecermos...

HSC

E onde é que o PR me situa?!

Eu sei que há frases infelizes e momentos menos bons. Sobretudo, quando se improvisa. Esta distinção que o PR resolveu fazer entre povo e elites, deixou-me, confesso, um bocado abalada.
Explico-me. Estudei sempre em escolas e Universidade públicas. Nesta última tive durante cinco anos direito a uma Bolsa distribuída aos melhores, de cerca de 1200 alunos da instituição. 
Dei explicações para pagar aquilo a que a esta não chegava. Fui "sebenteira" - isto é, fazia as sebentas que os professores não faziam - para ter direito aos livros grátis. Tomava os eléctricos de operários às 6 horas da matina para ter direito a uma viagem de retorno sem pagar. 
E sem quaisquer férias, durante todo o curso, ofereceram-me um emprego uma semana depois de o terminar, que aceitei cheia de orgulho.
Depois de tudo isto, alguém me clarifica onde é que o Presidente me coloca, depois das afirmações que fez? Vê-me como povo ou como élite? 
Eu sei que sou povo e me identifico com ele, continuando a trabalhar aos 80 anos, para manter a minha dignidade e independência, mesmo depois de tudo o que me tiraram. Mas não esperava que, alguma vez, o homem que chefia os destinos do meu país, criasse em mim a dúvida sobre "quem" sou, só porque tive a ambição de tirar um curso superior e de muito ter labutado por ele!

HSC

Nota hoje há http://agendadossabores.blogspot.pt/

sábado, 11 de junho de 2016

Algo confuso...


A líder do Bloco de Esquerda (BE) disse em Santarém, na Feira Nacional da Agricultura que “o Governo terá, mais cedo do que tarde, de explicar exactamente as contas da Caixa, como é que lá chegámos e como é que estamos. As responsabilidades não são deste Governo, bem sabemos que vêm de trás e não só do Governo anterior, mas também de outros antes, mas é bom que seja tudo esclarecido”. No entanto frisou que para o BE, a prioridade “é garantir que há uma recapitalização pública” da Caixa, e explicitou que isso “não significa concordar com tudo no que diz respeito à Caixa Geral de Depósitos (CGA) ou à forma como está a ser gerida”.
Pedindo que não se misture “o que não deve ser misturado” – a questão da capitalização com os salários dos gestores -, por ser “uma boa forma de levar as pessoas a aceitarem o que querem e o que não querem”, Catarina Martins afirmou que “no discurso sobre a CGD existe uma enorme pressão da direita e da Comissão Europeia, que sempre teve o plano da privatização da Caixa embora tenha sido obrigada a recuar”. “Ou seja, a mesma direita e a mesma Comissão Europeia que viram com tão bons olhos a recapitalização pública de bancos privados quer agora atacar a capitalização pública do banco publico. Isto é inaceitável. Portugal precisa de um banco público”, acrescentou.
Sobre os salários dos gestores públicos, Catarina Martins reafirmou que devem existir “regras bastante apertadas”, adiantando que nesta matéria o BE “não se limita a discordar do Governo” pois tem neste momento na Assembleia da República um projecto de lei sobre a limitação dos salários dos gestores públicos que, “se for aprovado, implica a todos, inclusivamente aos da CGD”.
O discurso parece-me um pouco confuso. Então o Bloco que sempre atacou a recapitalização dos bancos privados, concorda agora com a capitalização do banco publico, mesmo antes de serem apuradas as responsabilidades de tal acontecer?!
HSC

Nota: Hoje há http://oestadodaarte.blogspot.pt/