sábado, 14 de maio de 2016

Os donos disto!

Pode-se andar divertido sem saber porquê. É o meu caso. Estive uns dias de interregno sem saber notícias nossas. A conselho médico, por causa de uma série de pequenas misérias que me obrigaram a frequentar semanalmente o hospital, perdi o fio à meada da política nacional.
Só ontem soube da aprovação das barrigas de aluguer - que aceito para casais estéreis e desde que se tenha a garantia de que o assunto se não transforma num negócio - e pouco ou nada acompanhei da existência real ou fictícia do chamado plano B.
Pessoalmente sempre entendi que ele existia, porque não há nenhum governo sério que o não tenha elaborado para uma saída de emergência. 
Por isso toda esta discussão me parece absolutamente inútil- nem este governo nem o anterior me foram simpáticos - e também é verdade que já não me lembro de qual foi o último que me desagradou menos - mas, como economista, tenho-me divertido bastante desde que voltei a ligar a televisão. É que por muito inteligente que eu fosse - e sou absolutamente normal- seria muito difícil compreender os zigue zagues do discurso do PM, coitado, cuja camisa de forças está cada vez mais apertada.
Entretanto, soube de algumas injustiças cometidas, creio, à revelia de António Costa, o que me entristeceu, porque os visados não são pessoas de faca e alguidar. Ao contrário, são gente decente e educada, habituada a servir o país. É pena que, por esse facto, sejam penalizadas! É caso para dizer que começo tardiamente a compreender que muitas decisões só se aceitam, porque o abuso do poder não é devidamente escrutinado e cada ministro entende que é dono absoluto de todo o seu ministério...

HSC

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O intimo e o privado


Conheço Fernanda Câncio. Discordamos em muitos aspectos. Mas tenho por ela estima e admiração. Não li a entrevista que concedeu à Visão, porque não quis le-la. Sei que o que se pretendeu sempre foi - sobretudo os colegas jornalistas - envolve-la num processo que tenta arrancar da sua boca as palavras que ela jamais dirá, porque juízos de valor não são para aqui chamados, no seu caso.
É lamentável, do meu ponto de vista, que alguém tenha que revelar aspectos da sua vida privada para poder ter direito a defender-se de acusações que lhe são indirectamente feitas pela circunstância de ter sido namorada de um ex PM.  Só por esse facto Fernanda Câncio merece a minha solidariedade.

HSC 

Parabéns Carlos do Carmo


Gosto imenso desta homenagem a Carlos do Carmo que hoje partilho convosco aqui e no Estado da Arte. Belíssima!

HSC

Gosto de Gostar


Hoje foi o lançamento do meu livro. Um tempo chuvoso e frio faziam prever uma casa vazia. Mas Deus gosta de mim e os amigos também. Contra ventos e marés encheram a sala.
A Maria João Lopo de Carvalho não podia ter feito melhor apresentação, nem mais divertida. A plateia deu-lhe merecidíssimas palmas. Eu tentei responder à altura.  O resultado foi uma tarde de excelente convívio.
Admiro-me sempre imenso do carinho que recebo, que chega a emocionar-me às lágrimas, logo eu que não sou chorona.
Trato a Maria João por "nora" porque a desejei muito para mulher do Miguel. E contei o engraçado e bizarro encontro dos dois, promovido por mim que não sou nada casamenteira. Mas eu pus e Deus dispôs e o encontro havia de se transformar numa verdadeira telenovela mexicana à volta dumas sandálias horrorosas que o meu filho adorava usar quando queria evidenciar o seu lado proletário. Um desatino!...
Não deu namoro, mas a Lopa - nome pelo qual as amigas a tratam -, ficou, para sempre., a minha norinha.
Eu gosto muito de gostar. Fui assim ensinada. E quando não gosto de algo - o que, confesso, é muitíssimo raro -, isso deixa completamente de existir ou fica transparente. 
Um imenso obrigada a todos os que me abraçaram e estiveram comigo!

HSC

domingo, 8 de maio de 2016

Livros


“...Falar de livros é emocionante e ao mesmo tempo triste. Poucos são os que exultam perante um livro novo, com cheiro a papel e a tinta de impressão. Os e-books ocupam menos espaço, não precisam de marcadores e, se se tornam chatos, chama-se a resenha.
O prazer da leitura é algo que se conhece vagamente. Há demasiada informação. Não que eu prefire que se soneguem informações, mas há que separar o trigo do joio e informação demais chega a raiar a desinformação totalitarista.
Aborrece-me ler jornais. Longe vai o tempo em que lutávamos e desordenávamos as páginas das notícias. Presentemente 50% é lixo publicitário, 20% opiniões subjectivas, 10% informações de serviço público e por fim algo legível e interessante, que se perde num apontamento ou num pequeno editorial.
Por fim, Camilo é fantástico de ler. 
Com uma historiadora em casa, ler textos de Paleografia também dá um certo gozo.»

       Comentário de Dulce Fernandes a um post do D.O

Não acrescentaria nada a este comentário. Tudo o que aqui está é o que eu penso. E a televisão vai acabando, sucessivamente, com os poucos programas que existem sobre livros. Ia dizer "existiam", que é mais verdadeiro. 
Senhor Ministro da Cultura dê uma palavrinha aos rapazes da televisão pública, que não há meio de se demarcar das outras!

HSC

sábado, 7 de maio de 2016

A gramática do medo


Faço uma declaração de interesses. Eu gosto muito da escrita da Patricia. Não só dos temas que escolhe. mas da forma como escreve, do seu domínio da língua e do uso que faz dela.
Este livro é escrito a quatro mãos, por autoras que julgo serem bastante diferentes. Conheço menos bem a escrita de Maria Manuel Viana, mas creio conhecer razoavelmente bem a da Patricia. 
Quando recebi o livro e o folheei - é sempre o meu primeiro gesto de apreço - pensei que iria ser curioso tentar descobrir o que era escrito por uma ou por outra. A meio da leitura isso já não me interessava. Interessava-me mais a história. Acabei hoje livro e, agora sim, talvez tente perceber como foi feita a harmonia da escrita.
Nesta época em que se aproxima a Feira do livro, e se gosta de qualquer das autoras, não deixe de comprar a obra. É um livro muito singular e que, para mim, aborda a amizade por um lado pouco comum. Mas trata de muito mais que isso. Eu gostei muito!

HSC

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Outra boa notícia



"Manuel Sobrinho Simões e Eduardo Marçal Grilo foram nomeados pelo Governo como membros do conselho de Curadores da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
Esta decisão foi tomada esta quinta-feira, na habitual reunião semanal do conselho de ministros, e para além de Sobrinho Simões, que preside, e Marçal Grilo, foram também nomeados para aquele órgão Lígia Barros Queiroz Amâncio e Fernando Manuel Ribeiro Branco.
O Governo mandatou, também, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para promover a discussão da agenda “Compromisso com o Conhecimento e a Ciência: o Compromisso com o Futuro” para o período 2016-2020.
Além da representação governamental, este grupo é constituído pelos presidentes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCIPS) e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)"
                                      In jornal Público

Destes nomes apenas conheço Sobrinho Simões e Marçal Grilo, que me dão garantia de que tudo farão para o adequado desenvolvimento do Ensino Superior. Precisamos de boas escolas e de atrair estudantes estrangeiros que serão os decisores do futuro dos seus países. Tendo estudado em Portugal, isso será uma enorme mais valia, nas relações que venhamos a estabelecer com o exterior. Por outro lado, os estudantes nacionais ficam, também, mais habilitados ao diálogo global. 
Oxalá possam fazer na Agência um bom trabalho.

HSC