quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A eficácia do humor

      Fotografia © Jorge Amaral/Global Imagens    

O humor é a forma mais eficaz de fazer política. Que o diga Luis Vargas que tem a vantagem de com ele pretander combater a coligação. E nós bem precisamos desse tipo de combate inteligente!

HSC

Está visto: são as eleições!

“Mais cedo ou mais tarde, iria acontecer. No primeiro semestre deste ano, o número de novas contratações na Administração Pública ultrapassou, pela primeira vez em muito tempo, o das saídas, expurgando, claro, as aposentações. Mesmo assim, estas últimas estão a perder peso.
O volume de novos recrutamentos superou o dos casos de "caducidade (termo) de contrato" e de "extinção da relação de emprego", na prática, despedimentos. O caso mais notório é o dos professores contratados, mas há exemplos noutras profissões, como na Administração Interna e na Defesa.
Os dados do Governo, divulgados recentemente pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP, Finanças), permitem ver que, no primeiro semestre do ano, foram recrutadas 13 519 pessoas, uma subida significativa de 49% face a igual período de 2014. Há um ano, a nova contratação tinha aumentado 24% face a Janeiro-Junho de 2013.
A principal via de saída do Estado é a aposentação. É uma via de saída mais "natural" que a cessação pura de vínculo. A primeira afecta tendencialmente os trabalhadores mais antigos, em fim de carreira e traduz-se a prazo em despesa pública (pagamento de pensões). A segunda diz mais das intenções de emagrecimento da máquina."
                                                         (in Dinheiro Vivo)

Não há como o período eleitoral para se perceberem certos fenómenos. Aqui fica para interpretação daqueles que dizem que não falo do governo...

HSC

Duzentos e sete mil empregos?!

Eleições: PS estima criar 207 mil empregos e défice de 1,4% em quatro anos.

Só duzentos e sete mil empregos?!
Há uns anitos eram 150.000. Não terão feito, agora, mal as contas?!

HSC

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O desejo no feminino

Os EUA acabam de autorizar a venda do primeiro “Viagra” feminino, o comprimido cor de rosa para mulheres com falta de desejo sexual. 
A Agência para a Alimentação e Medicamentos já antes o havia recusado, por duas vezes, pelos efeitos secundários - náuseas, tonturas e sonolência – e por os testes feitos, não terem dado resultados muito famosos, resolveu, porém, agora aprovar a sua comercialização, diz-se no jornal Observador.
Para esta decisão terá contribuído a experiência relatada de que as mulheres que tomaram flibanserin – termo clinico do dito -, em média, conseguiram 4,4 encontros sexuais satisfatórios por mês, contra 3,7 das que tomaram um placebo (medicamento ministrado com fins sugestivos).
Apesar de ser classificada como um “Viagra feminino”, a pílula rosa é tida como mais próxima de um antidepressivo já que funciona através de neurotransmissores que actuam no cérebro – regulando, por exemplo, o humor –, à semelhança da dopamina ou serotonina e tem de ser ingerida diariamente.
Diferente, o Viagra masculino, que deve ser apenas tomado antes do início da actividade sexual, relaxa os músculos e aumenta a circulação de sangue, ajudando a tratar a disfunção erétil.

Não duvido que o comprimido possa “ajudar” algumas mulheres. Mas acredito muito mais que o clima que elas vivem em certas famílias e o peso que ainda representa conciliar vida professional e familiar, tenha uma enorme importância na descida do nível do desejo feminino. Como também acredito que se fossem tomadas medidas para o desenvolvimento de trabalho a tempo parcial, estas poderiam “ajudar” a resolver o problema.

HSC

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A delícia dos mínimos...

"...Só nestas férias é que verdadeiramente tive consciência de que praticamente me desabituei de ver televisão em tempo real. Isto é, no resto do ano, habituei-me de tal modo ao sistema do cabo que, quase sempre, faço um "compacto" com zapping retrospetivo: consigo ver os telejornais de hora e meia em cerca de dez minutos, ouço apenas os comentadores políticos que me interessam, "passando à frente" os restantes (tal como a maioria das figuras políticas), recuso a 100% a menor conversa sobre futebol (em minha casa, não se ouvem comentadores, treinadores, dirigentes, jogadores, vendo os jogos sempre sem som, com música a acompanhar) e olho os filmes apenas quando tenho tempo para isso. Tornei-me, de facto, dependente do "puxa-à-frente-e-atrás" das gravações.

Mas, em férias, nem mesmo isso me fez falta. Está a ser muito saudável passar algumas semanas com "mínimos" em matéria de televisão. Há mais tempo para jornais, livros e conversa. Ah! E muita internet, claro." 

O excerto acima faz parte de um post colocado hoje pelo nosso Embaixador Seixas da Costa no seu blogue em http://duas-ou-tres.blogspot.pt/.
Poderia aplica-lo a mim, parafraseando tudo quanto disse. Falta apenas acrescentar que a minha pressão arterial desceu a olhos vistos, o que muito alegrará o nosso comum cardiologista e amigo!

HSC

O apoio de Manuel Alegre


"O histórico dirigente socialista Manuel Alegre manifestou o seu apoio à candidatura presidencial de Maria de Belém, considerando que "muitas das críticas" que são feitas à ex-presidente do PS "partem de preconceitos sexistas e machistas".
Sob o título "Apoiarei Maria de Belém", num artigo no Diário de Notícias, Manuel Alegre começa por afirmar que não era sua intenção pronunciar-se sobre as presidenciais antes das legislativas de 4 de Outubro, as quais reconhece serem, "para os socialistas, a prioridade das prioridades".
"Mas algumas afirmações feitas ultimamente sobre a pessoa de Maria de Belém obrigam-me a tomar posição", justifica, referindo que a candidatura presidencial é um direito que assiste à ex-presidente do PS.
"Merece respeito e não pode ser posto em causa por considerações táticas, interpretações sectárias e inaceitáveis ataques de caráter", frisa. Para Manuel Alegre, as candidaturas presidenciais são "o espaço da cidadania", que tanto existe dentro como fora dos partidos.
"Ninguém tem o exclusivo da cidadania. Ser membro de um partido não constitui uma menoridade cívica, como ser independente não confere a ninguém um estatuto de superioridade sobre quem assume a sua filiação partidária", destaca. Nesse sentido, afirma que "não há proprietários da esquerda nem monopólio de candidaturas".
"Maria de Belém, ao contrário do que alguns disseram, não divide, não fratura nem é redutora", considera Manuel Alegre, que teve a antiga ministra da Saúde como mandatária nacional na sua candidatura presidencial de 2011.
"A candidatura de Maria de Belém é, em si mesma, um ato de coragem cívica, essencial a qualquer combate político. Partindo da esquerda socialista, terá a abrangência e transversalidade indispensáveis a uma candidatura vencedora" afirma. 
Considerando Maria de Belém como "uma falsa frágil", Manuel Alegre conclui que essa é a força da candidata, porque "tem condições para derrotar qualquer candidato de direita".

HSC

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

João Semedo


Numa entrevista escrita concedida a Ana Sá lopes na edição do jornal i deste fim de semana,  João Semedo fala - com a lucidez do médico que é e sem qualquer complexo -, não só sobre a doença que o afectou, como do combate determinado que lhe move.
Trata-se de um testemunho impressionante, que merece a maior atenção neste período em que a espuma dos dias é a marca do quotidiano nacional.   
Fiquei a conhecer melhor o João Semedo com a doença do meu filho Miguel. Hoje, tenho por ele uma verdadeira estima. Antes, já seguia as suas intervenções como deputado do Bloco de Esquerda, respeitado por aliados e adversários. Mas não lhe conhecia o lado afectuoso que, depois, havia de comprovar.
Aquela entrevista - nesta fase difícil da sua vida -, merece uma palavra de profundo respeito pelo desassombro com que fala de uma doença que marca tantos de nós. Aqui fica, pois, essa palavra, com os votos de que possamos, em breve, alegrar-nos com o seu total restabelecimento.

HSC