Tive sempre um enorme cuidado com os meus dentes. Durante anos mantive o mesmo dentista e, só quando ele desapareceu, é que se pôs o problema da sua substituição. Passei, então, para o Dr Eurico de Freitas - cunhado do meu cardiologista -, que morava e tinha consultório ao lado da minha casa.
Os anos passaram e o Dr Eurico decidiu vender a clínica a um jovem, o Miguel Stanley, cuja primeira consulta minha e do meu filho - as obras na Lapa ainda não estavam terminadas - foi no consultório de um amigo nas cercanias de Cascais. Não nos conhecíamos e o encontro deu-se numa bomba de gasolina, pelas oito da manhã!
Daí nasceria uma sólida amizade entre nós três e o Paulo não se entrega nas mãos de mais ninguém. De facto, seja em Lisboa, seja no estrangeiro, ele está sempre disponível e seria muito difícil encontrar uma pessoa que nos tratasse com mais afecto.
No fundo, são 17 anos que nos ligam ao Miguel, em que a única saudade que tenho é a do tempo em que só ele se ocupava de mim. Hoje, isso é quase impossível, porque a sua clínica possui médicos especializados por áreas de tratamento e eu tenho alguma dificuldade em ir parar a outras mãos que não as suas, porque é nelas que tenho total confiança, por melhor que as outras sejam e são-no.
De qualquer modo, o amigo , esse, não foi substituído por ninguém e o seu lugar no meu coração está por ele cativo para sempre!
HSC





