quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Uma bela tarde

Este principio de semana foi para esquecer. Tive, no dia de ontem, uma sessão de fotografias para o novo livro - sempre esta cena de novas fotos, quando eu creio que sou a mesma de há um ano... -, uma ida aos Registos Centrais, onde fui muito bem recebida e para animar as hostes, mais um bloqueio tecnológico da marca Apple - telefone e computador.
Os que me conhecem sabem que "detesto" tirar fotografias, fazer sorrisos para a máquina, inclinar a cabeça, colocar as mãos, enfim uma espécie de sedução que nada tem a ver comigo, mas que todo o profissional me pede e me deixa quase exangue. Não há nada a fazer... não tolero "momentos suspensos"!
Os novos acidentes tecnológicos fizeram o esperado, ou seja, uma insónia de cansaço. O meu Mac recusa, no correio próprio, enviar mail´s ao meu neto André que está em Barcelona. E por mais que a NOS + fizesse - e fez muito, confesso - os mail's só saem pelo Outlook que eu não uso. 
Hoje acordei zonza, mas tinha o lançamento do novo livro da Patrícia Reis - "O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky" - que era apresentado pela Lídia Jorge e eu não queria deixar de estar presente para as ver. Ainda bem que consegui arranjar coragem para ir, porque foi um belo fim de tarde, numa Bucholz apinhada de gente de quem gosto.
A autora e a apresentadora são pessoas especiais para mim. Aprecio muitíssimo ambas e pergunto-me sempre como é que a Lídia permanece igual e linda há não sei quantos anos. Mistérios!
Para finalizar acabei a tomar um café com a Leonor Xavier que não via há algum tempo e que me proporcionou uns instantes, também eles, especiais. Conheço-a há muitos anos e as nossas vidas foram-se sempre cruzando, num percurso pouco comum às mulheres da nossa geração, enlaçando a boémia, a escrita e a política. Foi um daqueles momentos que, quando existem, nos fazem muito bem!

HSC

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O próximo candidato a PM


"O primeiro debate foi uma vitória de António José Seguro por KO, o que surpreendeu todos, incluindo a mim próprio. O segundo debate saldou-se por um empate técnico. Neste terceiro debate António Costa não deixou os seus créditos por mãos alheias e foi absolutamente arrasador, deixando Seguro sem qualquer possibilidade de defesa. Seguro nunca atirou a toalha ao chão, mas a sua situação no debate de hoje equivaleu a um KO técnico."
Se a esta opinião de Menezes Leitão juntarmos a interpretação que Fátima Bonifácio faz na Sic Notícias sobre as consequências de diminuir o numero de deputados para 181 que transformariam uma maioria relativa numa maioria absoluta, é claro que se adivinha quem será o “próximo” candidato a PM por parte do PS. Resta saber com que partido socialista!

HSC

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

António Costa e São Pedro



O pandemónio que se vive em Lisboa quando chove, dá cabo da pouca paciência que já nos resta. Só quem habita na parte antiga da cidade calcula o flagelo, embora desconfie que a parte nova tambem tem “os seus problemas”. Estou a ser simpática.
Assim, eu que não sou engenheira e muito menos autarca, registo na zona onde vivo, uma total incúria:
1- na limpeza das sargetas, o que muito contribui para que ocorram estas inundações;
2- no corte da vegetação que cresce, de forma incontrolável, pelas paredes dos prédios, degradando-as de forma inaceitável para quem desembolsa o IMI que os lisboetas pagam;
3- nos buracos que polvilham as ruas da capital e que têm levado a desastres não só de natureza pessoal como patrimonial, pelos quais ninguém, além dos próprios, parece responsabilizar-se.
Claro que todos nós sabemos que o edil lisboeta tem uma agenda preenchida com muitas outras coisas a que se dedica, mas então convinha que delegasse tais tarefas, a fim de evitar os transtornos pelos quais todos nós passamos, ao aproximar do inverno.
Só nos falta mesmo ouvir dizer que tudo isto foi uma manobra de São Pedro que, descontente com o caminho que as primárias do PS estavam a tomar, havia decidido enviar mais este dilúvio. Porque o mau tempo, esse, já dura há três anitos...

HSC

domingo, 21 de setembro de 2014

Oitenta anos!


Gosto muito de Leonard Cohen talvez porque ele me acompanhou a vida toda. Em multiplas ocasiões este canadiano havia de me fazer lembrar Yves Montand, outro homem que também sempre esteve comigo. Ainda há casos destes...
Ter oitenta anos, gozar de saúde, trabalhar no que se gosta, criar o seu próprio mundo, apresentar um novo album - Popular problems - onde se diz o que se pensa sem nenhuma cobardia, é  uma enorme dádiva divina!
Treze discos e quase tantos outros livros publicados preenche, de facto, uma vida. Curiosamente a escrita veio primeiro do que a música, mas foi esta, iniciada em 1967, e a sua peculiar voz que o haviam de tornar conhecido. Por isso bem pode cantar, com oito décadas, que não há cura para o amor. Ele deve saber!

HSC

Mexia e o divórcio

Hoje uma amiga telefonou-me a contar que se ia divorciar. Ultimamente, não sei bem porquê, divórcios e mortes é o que mais tem acontecido, aqui pela vizinhança. Espero que não seja pela crise...
E eu, para a consolar, só me lembrei desta frase, que penso ser do Pedro Mexia, que passo a citar:

“Quando alguém desaparece da nossa vida, podemos argumentar que se tratava de uma pessoa desinteressante, desleal, dispensável. Mas isso, a ser assim, talvez também se aplique às pessoas que ainda estão nas nossas vidas. E a nós, que estamos nas vidas delas."

Não sei se fui eu, ou ele, Pedro Mexia, que fomos úteis. Mas, o facto é, que, na ausência de palavras minhas mais eficazes - não sou especialmente boa nesta matéria, embora talvez devesse se-lo -, esta bela exortação pareceu te-la deixado mais tranquila... 
Há dias assim, em que o melhor discurso, é sempre o dos outros. Até eu fiquei convencida!

HSC

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um susto familiar

Aqueles de quem sou amiga sabem que, para mim, falar ao telefone se resume a dar recados rápidos. E sabem também que só atendo números que tenho na minha agenda. Não possuo voice mail nem no fixo nem nos móveis e o ideal para quem quiser comunicar comigo é mandar-me um mail ou uma mensagem escrita. Aliás, na minha família próxima todos seguem o mesmo critério. Nem filho, nem irmãos têm caixa de voz. 
Ao invés, usei e uso o Skype com imensa frequência para trabalho. E, também, para conversar com os ausentes. Foi deste modo que vi os netos crescerem na Bélgica. E é através dele que, diariamente, mato as saudades do meu irmão mais novo e da minha cunhada, quando ambos estão em Moçambique. Não me deito descansada sem esta rotina que me alimenta a alma e me deposita nos braços do Morfeu.
O que significa haver sempre alguém que sabe de mim, porque mesmo quando está em Lisboa a minha cunhada Paula - mais irmã do que cunhada - todos os dias me fala. Porém, de vez em quando, preciso de ficar em silêncio, numa espécie de meditação contínua que não cede nem à familia. 
Recentemente, para tranquilizar o clã, numa destas minhas ausências, mandei à minha cunhada uma mensagem escrita muito afectuosa, na qual até gracejava com ela e com o meu mano, seu marido. Fiquei descansada.
Qual não é o meu espanto, quando os fixos e os móveis entraram num frenesim de toques tal, que me vi forçada a atender, julgando que algo se passara com o irmão mais velho, que tem estado bastante doente.
Felizmente, a razão era de uma comicidade atroz. Sem querer, eu enviara a mensagem escrita para o telefone fixo e não para o móvel. Em consequência aquele tocou, a minha cunhada atendeu e ia morrendo de susto quando ouviu uma voz que parecia vinda do Além, começar a ler o que eu tinha escrito, tipo autómato ou robot, sem qualquer modulação. A surpresa foi tal, que nem percebeu que se tratava de uma leitura mecãnica e julgou que fosse uma brincadeira de mau gosto. 
Resultado, como ninguém conhecia este serviço de telemensagens - nem eu, confesso - foi um reboliço familiar para saber quem é que eu tinha mandado ler o meu discurso e porquê. Só na minha família!
Ah! E, claro, o facto de ter passado a ter conhecimento dele desta forma, só me leva a ter mais cuidado e nunca mais mandar mensagens escritas para um telefone fixo...

HSC 

Ljubomir Stanisic

O nome é difícil de pronunciar, mas mais difícil ainda é não ficar rendido ao programa de culinária que ele conduz no canal de cabo 24 Kitchen, que se chama Papa Quilómetros. Trata-se de Ljubomir Stanisic, considerado um dos Chef's sensação do momento. 
Depois do programa “Masterchef” e de ter lançado o seu próprio livro, oferece-nos agora na televisão um programa no qual não só investiga como descobre os segredos e as tradições das iguarias nacionais. 
Mas faz mais. Ao percorrer o país em todos os sentidos, presta um serviço digno de registo ao turismo nacional, já que confeciona as suas receitas quase sempre no meio natural, entre paisagens lindíssimas.
Com uma história de vida que, sendo curta – nasceu a 8 de Junho de 1978 em Sarajevo –, é ao mesmo tempo longa, porque começa num sonho de criança cuja musa é Rose, a sua mãe, que apesar de cozinhar batatas todos os dias, conseguiu fazer com que nenhum deles fosse igual ao outro. Quem sabe se não terá sido este o estímulo para a sua imparável criatividade?
Em Belgrado estudou na Universidade Popular Bazidar Adzila e inicia uma carreira que o levaria, no seu país, a sub chefe da Padaria e Pastelaria Skadarilija.
Mas a guerra leva-lo-ia a fugir e, depois de várias peripécias, a vir parar na tranquilidade do Gerês. Mais tarde encontraria Vitor Sobral, com quem fica até que, já bem mais seguro de si, decide forjar o seu destino, com um notável percurso pessoal e profissional, que acumula merecidos prémios.
Será no 100 Maneiras em Cascais que a sua carreira dá um salto e a página do livro da sua vida se vira definitivamente para o sucesso. Sabe internacionalizar-se e anda um ano inteiro com a família, numa auto caravana a tentar descobrir os segredos gastronómicos do velho continente.
Volta, abre mais dois restaurantes com o mesmo nome – o Bistrot e o Nacional - e torna-se um fenómeno televisivo ao qual a Fox International Channels irá, com o seu Papa Quilómetros, dar uma nova dimensão de internacionalização.

Para os amantes de cozinha, ver um estrangeiro falar a nossa língua como muitos de nós não falamos e a dar a conhecer a nossa história, a nossa gastronomia e o nosso país, é motivo de orgulho. E um prazer para quem, como eu, vê na confecção dos alimentos, uma forma de partilha de amizades.

HSC