terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O preço do amor!


De facto, quando se é político, não se tem mesmo vida privada. E, quando, como no caso de Hollande, se misturam os dois lados, o resultado é uma grande confusão.
Na verdade, sendo o Presidente solteiro, ao levar para o Eliseu a namorada, e ao atribuir-lhe funções oficiais, dificilmente pode invocar ter direito à vida privada que, em parte, tornou pública. É, sabe-se, um preço elevado a pagar. Mas, cujo valor ele antecipadamente conhecia .
Se Valerie não tem assumido funções oficiais, esta "estória" não teria qualquer importância. Mas não foi o caso e, ao misturar-se o privado com o público, a primeira namorada foi parar ao hospital, a segunda tornou-se uma estrela, Hollande virou um verdadeiro sedutor e a França está em todos os jornais.
Haverá algo melhor do que o amor?! 

HSC

Obrigada CR7

Sou portuguesinha de gema. Ontem, emocionei-me mesmo ao ver Cristiano, a mãe, o filho e a namorada comovidos com a bola de ouro, o prémio dado ao primeiro. 
De facto, não se fica indiferente, sobretudo no rescaldo da morte de Eusébio - outro grande português do futebol internacional -, à história do menino que veio da Madeira sozinho para Lisboa e elevou o país com os seus feitos, 
Ronaldo tinha vinte e três anos quando recebeu a primeira bola de ouro. Seis anos decorreram - e podiam bem ter sido menos, se o futebol não obedecesse a certas pressões - até à segunda, alcançando um lugar impar neste desporto.
Neste momento não me interessam nada as más línguas sobre gastos, carros, casas, o que for. Neste momento estou contente por ele e por nós, que só temos tido más notícias. Obrigada CR7!

HSC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um amor do sec XX

Há sempre formas diferentes de reagir a uma perda. Uns claudicam e desesperam. Outros sobrevivem. Outros, ainda, descobrem o amor. Aqui fica a "estória" de Meryl Streep, contada pelo seu colega James Woods, que descobri hoje quando me dedicava a uma pesquisa sobre um assunto completamente diferente.

HSC

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estórias de alcova...

Finalmente, uma estória de alcova, não nacional, para aliviar as tensões dos últimos dias.

A grande notícia que está a agitar a França é um artigo de sete páginas, que a revista  Closer acaba de publicar sobre o romance entre Fraçois Hollande e a actriz Julie Gayet, .
O Presidente "lamenta profundamente este atentado contra a sua vida privada, a que tem direito como cidadão", pelo que, embora não desmentindo, declara estar a estudar as respostas adequadas, incluindo as legais".
De acordo com a "Closer", a ligação à actriz é antiga e rumores sobre o caso levaram-na mesmo a apresentar uma queixa, em Março passado, quando o boato se espalhou na internet.
Ilustrada com várias fotografias, a reportagem garante que o Presidente se desloca com frequência ao apartamento ocupado pela actriz, próximo da sua residência oficial. É lá que passa muitas noites, fazendo-se acompanhar nessas deslocações por apenas um guarda-costas, um homem da sua confiança. A suposta relação com Gayet parece não ser, contudo, uma ligação recente.
Hollande está separado de Ségolène Royal, a mãe dos seus quatro filhos e mantém oficialmente uma relação com a jornalista Valérie Truerweiler, de 48.

O lado animado da política francesa reside nestas “estórias de alcova”, que têm acompanhado grande parte dos seus governantes e que nem a crise parece enfraquecer ou afectar. Mas o que verdadeiramente me espanta é a capacidade de sedução de Hollande. Ninguém diria. Helas...

HSC

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dignidade e constitucionalidade

Acabo de ouvir Bagão Felix no seu comentário televisivo das quartas feiras, a confirmar umas meras contas que eu havia feito por alto e que afinal não estavam assim tão longe dos resultados a que ele chegara. Mas o que me ficou a ruminar foi a sua afirmação sobre "dignidade" e "constitucionalidade".
Com efeito, a agressão das medidas deste governo em relação a certa categoria de pessoas até poderia estar eivada de constitucionalidade, que isso pouco importaria, face à falta de dignidade as mesmas representam.
Não sei o que iremos ouvir, amanhã, por parte de quem nos governa. Espero, confesso, mais umas falaciosas justificações para a dureza das medidas que vão ser anunciadas. 
Estes senhores podem recalibrar, requalificar, fazer o pino. Não podem é continuar a perseguir uns e a poupar outros. Não podem é dispor da nossa vida como se nós fossemos meras rubricas estatísticas. Não podem roubar a nossa dignidade, por mais constitucional que isso possa ser!

HSC

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Panteão nacional

Já nem sei que diga do despropósito das intervenções de grandes figuras com responsabilidades políticas. Agora, a segunda figura da Nação volta a embrulhar o seu discurso, ao pronunciar-se sobre a ida de Eusébio para o Panteão nacional. Ora para um correcto esclarecimento do assunto, deverá ter-se em conta que:
1. As chamadas honras de Panteão encontram-se hoje reguladas pela Lei nº. 28/2000, de 29 de Novembro, aprovada na sequência do falecimento de Amália Rodrigues. Esta legislação é bem mais clara do que aquela que até então se aplicava, datada de 1836 e de 1916.
2. Actualmente as referidas honras são da competência exclusiva da Assembleia da República que as aprova sob a forma de resolução, nunca antes de um ano após a morte do cidadão a distinguir.
Assim, tendo Eusébio ficado sepultado numa campa, deverão  decorrer os prazos legais para que o corpo possa ser exumado em condições de ser trasladado. Julga-se que serão, pelo menos, cinco anos.
3. Admitir reunir grupos parlamentares ou falar de custos cujos montantes poderiam justificar o recurso a eventuais patrocínios que reduzissem o impacto que tal honra implicaria no orçamento da Assembleia, não abona muito a favor de quem tem responsabilidades políticas ou de relevância pública.
4. Em clima de grande tensão emocional e envolvendo matérias delicadas, o caminho mais aconselhável é sempre o da contenção verbal.

HSC

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mário Soares e a morte de Eusébio.

Podia comentar o comentário do ex Presidente da República. Mas não o faço porque, para mim, como dizia Eugénio de Andrade, as palavras são de cristal. E estas, manifestamente, não o são. Uma pena...

HSC