domingo, 29 de julho de 2012

Intocáveis...

Andava há imenso tempo atrás dele. Mas sempre, por uma razão ou por outra, não o conseguia apanhar. Aquietem-se, não se tratava de uma corrida ao homem. Era, antes, uma corrida ao filme. Que, hoje, finalmente apanhei, numa improvável sessão de cinema. O que se chama, uma sorte!
De que se trata, afinal? Da película "Amigos improváveis", cujo título em francês, - Untouchables -, me soa bem melhor.
Trata-se de uma história verídica, baseada num livro autobiográfico - Le second soufflé - de Philippe di Borgo, que foi muito bem adaptada para cinema, numa realização de Olivier Nakache e Eric Toledano.
Dois grandes actores - François Cluzet, branco, e Omar Sy, negro -, encarnam respectivamente um aristocrata rico e um emigrante com problemas de inserção social que, juntos, acabam por liquidar uma série de tabus supostamente paradigmáticos da sociedade que cada um deles representa. É, também e sobretudo, um libelo contra a discriminação, seja ela de que natureza for.
Depois de uma noite de sábado - também ela improvável -, numa sessão de autógrafos numa praça da Costa da Caparica, em que me "encheram" - é o termo gostoso - de beijos e calor humano, esta fita, hoje, completou o meu nada elitista fim de semana. E provou, mais uma vez, que não há nada neste mundo que seja melhor do que o afecto... 

HSC


Nota: Omar Sy é tudo, menos intocável. É lindíssimo e tem um corpo soberbo. Felizmente não uso óculos e a idade, entre outras coisas, só apurou a minha visão! 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

North Atlantic


Vale a pena ver até ao fim. Depois, se quiserem, cliquem em VOTING CLOSED, em cima à esquerda, e podem ter acesso a todas as curtas deste festival. Talvez valham mesmo a pena…

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós; deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".
Antoine de Saint-Exupery

HSC

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Até à volta


Este blogue vai entrar em fase de menor regularidade. Não irei desaparecer, mas estarei pouco presente.
Acabei OS NOVE MAGNÍFICOS - versão masculina das minhas rainhas de perdição - e estou a necessitar de fazer um intervalo para me dedicar sobretudo a mim própria e aproveitar para me repensar.
Perdi metade do meu capital afectivo, ando cansada de política e apetece-me criar uma certa distância do mundo externo que me rodeia.
Continuarei com os contos e a prosa poética. Aqui virei quando a alma pedir!

HSC 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um presente!

Vejam esta pequena demonstração de como a idade conta pouco quando a cabeça e o coração ainda funcionam. Sou admiradora de Morgan Freeman há muito tempo. Ele é um bom exemplo de como os anos contam pouco...
Deliciem-se com este presente tão alegre, que vos deixo em tempos de tanta austeridade!

HSC

domingo, 22 de julho de 2012

Adeus Helena!


Morreu, aos 88 anos de idade, Helena Cidade Moura, que tive o prazer de conhecer e que ficou indelevelmente ligada à maior campanha de alfabetização, organizada em Portugal, no pós-25 de Abril. Era uma mulher desassombrada e a quem o catolicismo jamais impediu de dizer ou fazer o que entendia ser mais justo!

HSC 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ainda D. Torgal...

Reproduzo abaixo um comentário feito ao meu post "Será que me devo manifestar?!"


O Bispo das Forças Armadas diz--se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro.

 Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais. “É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado. “Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro: vai para espiões e para empresas privadas”, critica.


O bispo garante ainda que uma reforma de 2500 euros “depois de décadas de trabalho” não “é nenhuma fortuna” e que a maior parte da pensão que aufere diz respeito aos anos em que foi professor assistente e regente na Faculdade de Letras do Porto. “Fui professor desde Fevereiro de 1971 e até 1989. Saí quando entrei para as Forças Armadas”, explica. 
Ontem, o “Correio da Manhã” adiantava que, além da reforma, D. Januário Torgal tem também direito a um conjunto de regalias – como um gabinete de apoio, carro, motorista, secretária e telemóvel. “O que também é completamente falso”, assegura o bispo. “Quando pedi a reforma, há quatro anos, abdiquei de tudo isso e nunca tive, sequer, secretária ou motorista”, diz, acrescentando: “E não sou nenhum herói por abdicar dessas regalias. Fiz aquilo que qualquer cidadão deve fazer.”




A correcção feita pelo bispo D. Torgal vale o que vale. Ignoro se aos seus 2500 euros acresce algo mais pelo que escreve ou comenta, ou benefícios especiais, nomeadamente, no campo da saúde dos militares. 
Acrescento que os impostos que o bispo paga são o que todos os que atingem o seu escalão de rendimentos, pagam. Quem dera que todos nós o pudéssemos fazer, digo eu!


HSC

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Supreendente...


Zelosa com as minhas obrigações fiscais, sobretudo para que qualquer falha, não seja arma de arremesso para o filho que tenho, quis pagar o imposto de circulação do meu carro.
Surpresa das surpresas, só posso faze-lo em Agosto porque existe uma determinação que só mo permite que o faça no mês anterior ao da sua compra.
Ou seja, para renovar a carta, permitem-me seis meses de antecedência do fim da dita, mas para pagar o selo de circulação só me deixam faze-lo um mês antes. E isto é num país que tem falta de dinheiro e vai todos os dias aos nossos bolsos. Admirável!

HSC