segunda-feira, 30 de abril de 2012

A vida continua...


"Os filhos são um empréstimo de Deus".
Depois da missa de ontem o meu coração serenou. Fiz tudo quanto o Miguel pediu antes de morrer. Acabei como devia, entregando-o nas mãos de quem mo emprestou. Amanhã ele faria 54 anos.
Hoje recomecei, mansinho, a trabalhar. Como ele desejaria. Mais uma vez em sua homenagem. Aquela que só uma mãe pode dar.
Porque a vida continua e, felizmente, ainda tenho vivos de quem me ocupar.

HSC

sábado, 28 de abril de 2012

S. Paulo - Epístola aos Coríntios


"O amor é paciente, é benevolente; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se envaidece. Não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor; mas, destes três, o maior é o amor."
HSC

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um imenso abraço


Com o meu filho Miguel foi uma parte de mim. Possivelmente a melhor. Mas o que ele me deixou de amor será o suporte dos dias que ainda irei viver até o voltar a encontrar.
A todos os que me acarinharam, aqui fica o meu imenso e reconhecido abraço. Bem hajam!

HSC

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Atlântico Sul




Passaram hoje 90 anos sobre a travessia do Atlântico Sul. A Marinha e a Aviação comemoraram a data e convidaram os familiares próximos.
Sacadura Cabral era o irmão mais velho de meu Pai e um homem de que toda a família se orgulha. Não só pelo feito glorioso mas, sobretudo, pelas qualidades humanas que possuía e que fizeram com que, após a morte de meu avô, tenha tomado a seu cargo os onze irmãos que ficaram órfãos.
Foi por isso, com muita satisfação, que estive presente na cerimónia, honrando um nome que é o meu e o de alguém que, para nós, foi sempre uma figura exemplar!

HSC

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Soros dixit...

Em entrevista ao diário francês 'Le Monde', o norte-americano George Soros afirmou que, "se tivesse de investir, apostaria contra o euro", considerando que, mesmo que a moeda única europeia sobreviva à crise, a Europa irá enfrentar um período de grandes dificuldades".

Soros considera que "a crise do euro ameaça destruir a União Europeia" e que "os dirigentes do Velho Continente estão a leva-lo à ruína".

Para o financeiro, "a introdução do euro em vez de criar convergências, trouxe divergências”, colocando os países mais débeis da zona euro na mesma situação "dos países de terceiro mundo" que contraíram empréstimos em divisas estrangeiras.

Ainda que o euro resista a esta crise, a Europa terá de atravessar um período difícil, "semelhante ao que ocorreu na América Latina depois da crise de 1982 e ao Japão, estagnado há 25 anos".

A diferença do caso europeu está no facto de "a União Europeia não ser um país", e é isso mesmo que o leva a recear que ela não sobreviva à actual crise. Para o entrevistado, os dirigentes europeus só se deram conta dos tumultos económicos e financeiros "demasiado tarde".

Para o multimilionário, apesar de o Banco Central Europeu (BCE) "ter criado medidas fora do normal, como os empréstimos a três anos aos bancos", o contra-ataque do Bundesbank, a entidade emissora alemã, "rompeu esse efeito".

"Toda a Europa está sob a ortodoxia do Bundesbank", diz, adiantando que o banco central alemão "está a empurrar a Europa para a deflação" porque, explica, "é impossível reduzir a dívida, afundando o crescimento".

Nada disto é novo. O problema é que Soros não indica alternativas. E essas é que são necessárias!

HSC

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A História de Portugal


Por razões de natureza profissional, voltei ao estudo da História de Portugal. Estou novamente a trabalhar no campo das pequenas biografias e por isso tornei aos nossos antepassados.
Sempre me considerei uma pessoa razoavelmente informada - gaba-te Helena -, mas este retorno às origens fez-me descobrir algumas lacunas das quais não me tinha ainda apercebido. O que prova, uma vez mais, que o trabalho pode ser um meio de valorização pessoal enorme. No meu caso é.
Mas o mais curioso desta tarefa tem sido descobrir como permanece inalterado nos portugueses um certo ADN que já data da primeira dinastia. Está lá tudo: a coragem, a inveja, a sagacidade, a mentira, a criatividade e o amor imenso por este bocado de terra que se chama Portugal.
Quanto mais leio, quanto mais investigo, quanto mais avanço, mais gosto de ser lusitana, de ser mulher, de ter a sorte de viver aqui.
Apesar das crises, dos maus governos, das injustiças, das desigualdades, jamais passou pela minha cabeça ser, senão, uma mulher portuguesa. Isso, Europa nenhuma alguma vez vencerá!

HSC

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mais um!


Às vezes penso que só sei trabalhar. De facto, ganho os meus tostões desde os treze anos e de então para cá, ainda não parei.
No dia 8 de Maio lançarei pelas 18:30, na FNAC do Chiado, o meu novo livro que, desta vez, será apresentado pelo meu querido primo João Paulo Sacadura.
Ficará tudo em família e espero ter, à minha volta, todos os amigos que possam ir dar-me um abraço.
Antes, porém hei-de dar autógrafos na Feira do Livro!

HSC