
Eu já não consigo entender os políticos quando fala um de cada vez. Tudo porque cada um que abre a boca, desdiz o que o último a falar havia dito.
Mas, se por um azar inesperado, falam todos no mesmo dia, acredito que haja quem duvide da sua própria sanidade mental.
Ontem foi um desastre. Não sei se falaram todos ao mesmo tempo. Nem me interessa. A televisão transmitiu tudo no mesmo dia. E já não bastava a maioria de nós não ter conseguido compreender a intenção do discurso do Presidente da República na abertura do Congresso da Ordem dos Economistas - já nem falo do conteúdo - mas ainda ouvimos Manuela Ferreira Leite - que costuma ter razão antes de tempo - Pires de Lima empresário, Francisco Van-Zeller, Presidente do Conselho pela Promoção da Internacionalização, Durão Barroso e...milagre dos milagres, também arcámos com Teixeira dos Santos. Este último, que eu julgava ter fugido para um continente distante onde, com o seu antigo colega Manuel Pinho, andasse a ensinar aos nativos o milagre económico português...
Foi demais. Fiquei com as minhas defesas tão afectadas que hoje acordei com uma fortíssima gripe, apesar de já ter levado a vacina. A qual, quem sabe, com a crise, é capaz até de já ter os efeitos reduzidos.
Será possível que um desgraçada portuga como eu, que não faz mal a uma mosca e se farta de trabalhar, seja ao fim do do dia, submetida a uma tal tortura, no único tempo que tem para descansar? Não fora a entrevista dada por Silva Lopes, na véspera, e eu estaria certamente incapaz de escrever este post.
Mas o que me preocupa é "o depois", quando tudo se clarificar na minha cabeça, porque duvido muito do que me possa ter acontecido...
HSC