quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Clube de fãs!


Ontem, e depois de grande dificuldade em acertar uma data lá fui ao "5 para a meia noite" do Luis Felipe Borges em companhia do actor Nuno Melo. Tive sempre a noção de que aquele não seria um programa para mim, porque se destinava a gerações de gente muito mais nova. Mas lá fui.
Conversa puxa conversa - o tema filhos faz sempre parte - eis que o entrevistador me fala do meu clube de fãs. Olhei para ele como boi para palácio e julguei que ele se estava a meter comigo. Lá despachei a questão dizendo que não acreditava.
Mas a surpresa veio quando, no fim do programa, uma amiga me disse que era inteiramente verdade e que me mandaria o respectivo link para eu verificar.
Pois é mesmo verdadinha. Alguém deve ter entendido que eu merecia tal honra e vai daí deu início ao processo. Hoje fui ao Facebook ver se tudo não era uma grande "peta". Não era mesmo, e eu só não tinha conhecimento do facto porque raramente vou a esta rede social. Limito as visitas para quando tenho um novo livro para anunciar.
Fiquei muito envergonhada de ser o rosto de um movimento cuja existência eu desconhecia. Depois disto e de ter visto as coisas maravilhosas que dizem a meu respeito, os meus infantes que se cuidem. Com um "partidozito" à minha medida - falar frontalmente e sem rodeios -, ainda era capaz de lhes ganhar a corrida...

HSC

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Silly season



Também convém rir sem ser pelas aventuras tecnológicas. No momento, vamos rir-nos de mim.

1. A minha amiga Maggie dona do odestinomarcaahora.blogspot.com atribuíu-me o prémio acima

2. Vou redistribuí-lo por outros sete a saber
duas-ou-tres.blogspot.com
timtimnotibete.blogspot.com
arondadosdias.blogspot.com
odiplomata.blogs.sapo.pt
bombainteligente.blogs.sapo.pt
odestinomarcaahora.blogspot.com
a-casa-da-lapa.blogspot.com

3. Sete coisas pessoais de que gosto
gosto da família
gosto dos amigos
gosto de trabalhar
gosto de ler
gosto de ouvir música
gosto de silêncio
gosto do meu amor

4. Sete coisas que detesto
a mentira
a hipocrisia
a inveja
a tristeza
a estupidez
a política
a maledicêcia

E pronto aqui está a prova de que a silly season ainda não acabou e que eu alinho nela. Só podem ser os efeitos da Aple!

HSC

NOTA: detesto o número seis que é ambíguo e se confunde com o nove, que é aquele de que mais gosto. Portanto, escolhi o número sete. Também serve, calculo eu!

A primeira vez...


Na nossa vida há, por estranho que pareça, várias primeiras vezes. Tenho, ainda, a ingenuidade de lhes atribuir sempre um significado especial. Mas, para contrabalançar, sou "turra" e só desisto quando percebo que não tenho mesmo qualquer "chance" de ganhar. Como se pode calcular esta característica trouxe-me, ao longo da vida, grandes alegrias e algumas derrotas. Ou seja, fez-me!
Quando ataquei esta inovação tecnológica de que vos falei, o empregado olhou para mim e disse-me que, se quisesse, tinha a opção de trabalhar com o Windows no Mac. Porque a versão que o "bicho" trazia só era válida por, julgo, vinte e oito dias. Assim, se não me adaptasse, ao comprar a versão definitiva, poderia fazer uma escolha diferente.
O que ele me foi dizer?! Adoro desafios e ele acabara de me lançar um. Julgo que já terei chegado às vinte e quatro horas de labuta. Mas não desisti. O primeiro round está ganho!
Esta primeira vez foi difícil. Aliás, como tantas outras por que já passei. Mas julgo que estou a caminho da vitória porque, depois de um imenso esforço, venci o medo. E era este que me estava a condicionar e a fazer-me manter abertos os dois computadores. Hoje o velhinho tem estado fechado e eu sinto-me a ganhar terreno...

HSC

Nota: Se algum dos defensores do Mac souber dizer-me se há um manual sucinto para iniciados nesta nova ciência, por favor dê sugestões...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ganhar tempo e vida



Quando, de forma inesperada, somos confrontados com a doença daqueles que nos são queridos, por norma, tais acontecimentos fazem-nos repensar não só valores como prioridades.
Foi o que aconteceu comigo, quando um dos meus filhos adoeceu gravemente. Desde então, a minha necessidade de distinguir entre o essencial e o acessório tornou-se algo imprescindível e quase automatico. Com tal posicionamento passei também a ter a coragem de dizer “não”.
Lembrei-me disto a propósito do jantar a que fui no Domingo, em casa do Prof. Adriano Moreira. Foi uma noite tão interessante que quando cheguei a casa, tinha a sensação de me sentir mais rica, mais sabedora, mais tolerante.
De facto, há famílias e pessoas que têm o dom de fazer espoletar o que em nós existe de melhor.
Primeiro, a informalidade com que fui recebida, como se fizesse parte do clã. Depois, a qualidade da conversa que foi da política à história do mundo em que vivemos, numa troca de impressões em que cada um expôs os seus pontos de vista, mas em que nunca o tom das vozes sofreu alguma alteração. Enfim, um serão em que ganhei tempo e vida.
Já é coisa muito rara!

HSC

sábado, 27 de agosto de 2011

Devo estar louca...



Sexta-feira, decidi aplicar as reservas destinadas a quinze dias de férias tranquilas e fazer um outro tipo de investimento.Tratou-se aa renovação dos meus instrumentos de trabalho, que andavam a pregar-me várias partidas, muito possivelmente próprias da idade que os seus componentes já possuíam.
Aproveitando as chamadas promoções e a paciência imensa do meu irmão mais novo, do meu sobrinho e da minha cunhada - estou sempre com eles nestas aventuras - renovei totalmente o meu "parque tecnológico".
De uma assentada foi um Mac de secretária e um iPad. Falta-me ainda um Mac Air, um velho sonho sempre adiado. Mas hei-de lá chegar. Ou seja, no dia em que o homem forte desta empresa se afasta dela, por razões de saúde - a empresa que o rejeitou, mas que ele recriou-, eu resolvi dar uma mudança radical nos meus hábitos de pensar e de usar o computador.
Sim, porque qualquer semelhança entre o que agora tenho e o Pc com que sempre trabalhei é pura fantasia. Estivemos os três - eu, a cunhada e o sobrinho - até às duas da madrugada a transferir coisas de uma máquina para a outra. O que prova bem a simplicidade da questão.
E hoje, estou há quase duas horas, a tentar fazer o que antes demorava meia hora. Mas quando eu vencer todas as minhas dificuldades, o que vou poupar em revistas e jornais estrangeiros, vai acalmar-me a angústia que ainda tenho com o gasto que fiz...

HSC

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Para meditar e comparar

Um amigo meu, monárquico, que gosta sempre de testar o meu republicanismo, convencido que está que sabe o que eu penso sobre formas de governo enviou-me o mail cujo conteúdo transcrevo.. Desta vez sorri e resolvi partilhá-lo convosco.

"Quando José Dias Ferreira, bisavô de Manuela (Dias) Ferreira Leite, chegou a chefe do Governo em 1892, encontrou um país de "tanga", por força de elevados investimentos ferroviários e em estradas e portos. A dívida pública representava 81% do PIB e o défice orçamental era de 2%.
Juntamente com o Ministro da Fazenda - Oliveira Martins, tio-bisavô do actual presidente do Tribunal de Contas - tomou medidas drásticas: subida de impostos, corte até 20% dos vencimentos dos funcionários públicos, suspensão de admissões no Estado, paragem das grandes obras, saída do padrão-ouro e desvalorização cambial.
Durante dez anos, não foi possível recorrer a empréstimos no estrangeiro, dada a situação de bancarrota verificada.
O desenvolvimento das infra-estruturas no "fontismo" baseou-se num modelo que se pode considerar como a génese das parcerias público-privadas. Eram concessões dadas a particulares que, muitas vezes, garantiam um determinado rendimento ao investimento e, se este ficasse abaixo desta garantia, havia compensação do Estado

Em 1892 o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto).
Se calhar foi por isso que, mais tarde, o mataram.
Não se pode consentir que alguém dê, num país onde é costume tirar...o melhor, se calhar, é ter cuidado!"


Outros tempos, outras vontades. Hoje uma dezena de ricos diz-se disposto a ter uma sobrecarga fiscal enquanto durar a crise. Aqui parece que só Joe Berardo se manifestou. É natural!

HSC

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Imigração...


Participação dos estrangeiros no mercado de trabalho português


O embaixador luxemburguês em Lisboa, Paul Schmit, revelou ontem que 33 por cento dos desempregados no Luxemburgo são portugueses.
Há já algum tempo que penso no desemprego daqueles que saíram e que, por causa da globalização da crise, em determinada altura irão regressar ao país. Situação que terá reflexos não só no emprego nacional mas também no envio de remessas para a pátria.
Na verdade, com as dificuldades que assolam a Europa, este problema do retorno dos emigrantes menos qualificados irá agravar não só a nossa crise, como a tensão social que anda por aí ainda encapotada.
Também é certo que alguns imigrantes, em particular brasileiros, estão a retornar à terra mãe, mas, no cômputo geral, creio que o actual governo, vai, mais tarde ou mais cedo, ter de encarar estes movimentos migratórios e ter preparadas algumas soluções, dado que a Segurança Social também sofrerá as consequências dessa saída de contribuintes e da entrada de nacionais desempregados.
Enfim, governar é, na actualidade, sobretudo prever. Para poder actuar atempadamente. Oxalá ninguem se esqueça disto!

HSC