
Já aqui escrevi, por diversas vezes, que é preocupante a saída de cerebros do país na altura em que este mais precisaria deles. O Estado investiu anos na sua educação e depois, como não oferece saídas profissionais nem aos melhores, estes vão rentabilizar a elite dos países que os acolhem. É grave, é urgente e precisa de ser, de algum modo, alterado.
O INE -Instituto Nacional de Estatística revelou recentemente que em 2010 mais de 30.000 pessoas teriam emigrado à procura de trabalho. Mas o Observatório para a Emigração admite que este número possa ser, realmente, de mais de 70.000.
Outro dado preocupante é o que se refere aos cerca de 2.500 alunos do ensino básico e secundário que não irão renovar as matrículas em Portugal, porque acompanharão os pais na sua saída. Ainda de acordo com aqueles elementos do INE, há mais de 11.000 alunos que pediram a sua transferência para escolas estrangeiras.
Se juntarmos todas estas informações não só estamos perante uma sangria dos melhores na vida activa, como estamos a perder a formação daqueles que, muito naturalmente, se fixarão nos países para onde vão estudar.
Ou seja, dentro de duas ou três gerações o nosso melhor capital humano está a "render" longe da pátria que nada fez para o agarrar...
HSC




