terça-feira, 30 de novembro de 2010

Será possível?!

O dislate é tão grande que até receio não ter ouvido bem. Parece que o (des)governo deste país se prepara para criar uma empresa publica para fiscalizar as célebres PPP - Parcerias Publico Privadas -, onde teriamos a oportunidade de colocar mais uns boys and girls. Ou seja, em linguagem menos elaborada mais uns lugarzinhos e uns ordenadozinhos para fazer o que quer o Ministério das Finanças quer os das tutelas têm a obrigação de fazer.
Não há quem ponha tento nestes senhores? E o que faz o PSD, o partido comprometido com esta governação? Não faz nada? Não opina?

HSC

No Ritz

Queria uma celebração original para dar a conhecer o RECEITUÁRIO.
Queria "apresentar" o livro e não "lançá-lo".
Queria, nesta época que se aproxima, mimar doze amigas.
Queria, numa situação de crise, dar-lhes algo que elas não fizessem todos os dias.
Queria que tudo decorresse como se fosse em minha casa.
Queria, enfim, contar-lhes a história deste livro e oferecê-lo a cada uma delas.
Consegui tudo o que pretendia num "chá das 5", numa sala do Ritz.
Um muito obrigada à Objectiva, a editora que me proporcionou este gosto e me tratou como uma rainha!
HSC

domingo, 28 de novembro de 2010

A importância dos outros

Este tema vem na sequência do meu fim de semana. Hoje o meu dia foi dedicado totalmente aos outros. Em primeiro lugar ao meu neto Frederico. Fiz tudo o que ele quiz. Mesmo quando me não apetecia.
Depois vim para casa, para o calor de braços amigos. E dei comigo a pensar nos comentários feitos ao post de ontem. Que, no fundo, reflectem bem a importância que, sem o saber, possamos ter tido na vida dos outros.
Sei disso no ensino universitário. Alguns do meus bons amigos provêm dos meus antigos alunos. Porque, depois de os passar, a nossa relação toma, nalguns casos, formas de afecto em que percebemos, o quanto, em certas ocasiões, a nossa palavra foi decisiva e valeu a pena.
Na escrita a percepção é diferente. Quando abordo temas profissionais a maior preocupação que tenho é a de ser clara. Para todos e em especial para quem não é economista. Por isso, também oiço com muita atenção os meus filhos. Trata-se de, através deles, perceber o "pensamento" político, venha ele de que ideologia vier. Finalmente, quando abordo questões do foro dos afectos, a única cautela que tenho é a de não ousar mencionar pessoas, os "outros" e ficar-me apenas pelo "eu". E aqui sim, tenho uma imensa satisfeitação se o leitor se encontra, se reconhece, nas palavras que escrevo. Para mim, essa é a verdadeira recompensa. Porque, tambem eu, devo a uma dezena de escritores uma boa parte do que sou e da forma como olho o mundo à minha volta.

HSC

Comoções

Hoje dei autógrafos na Livraria do Fonte Nova. Aguardava-me uma fila já simpática, que me recebeu com imenso carinho.
Depois de ter assinado mais de trinta livros numa hora, uma senhora aproximou-se de mim com um saco e em voz baixa disse-me:"tenho aqui todos os seus livros. Era pedir-lhe muito que os assinasse?". Não queria acreditar.
Eram todos meus catorze livros já publicados que aquela senhora trazia consigo para eu autografar, porque tinha visto anunciado que eu estaria hoje ali. Quase me veio a lagrimita ao olho quando, no fim me abraçou, e se despediu desejando as melhoras do meu Miguel.
Muitas vezes provocamos nos outros afectos que nem suspeitamos. Só quando acontece algo de especial que nos envolve é que nos apercebemos da importância que podemos ter tido na vida de outros. Abençoada senhora que me fez sentir tão feliz.
Dali zarpei para o cinema com um amigo francês, muito querido, que ficara à minha espera, extasiado com a recepção que me fora feita . Teimou em ir ver "O Americano". Lá fui.
Ao contrário da maioria das pessoas, não gosto de galãs bonitos. Nem Brad Pitt, nem George Cloney, nem tantos outros que parecem esculpidos. Nada a fazer. Gosto de homens e de actores inteligentes. A beleza deixa-me relativamente indiferente. A cultura e o saber fascinam-me. Sempre fui assim e vou morrer assim.
Logo, o filme com o homem da Nespresso, não me aliciava muito. Felizmente o galã aqui não mostra os dentes. A história não é lá muito bem contada ou, então, eu estou a perder qualidades. Não aconselho.
Saímos dali e enfiámo-nos num restaurante italiano onde o barulho é imenso mas a comida muito boa. Amanhã é dia de Frederico, o meu neto mais novo, cuja vitalidade costuma deixar-me derreada. Veremos. Por hoje já tive comoção suficiente!

HSC

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que mais me custa...

Num livro, a parte que mais me custa, é promovê-lo. Porque é preciso dar entrevistas, fazer sessões de autógrafos e suportar sessões fotográficas. Ora eu na televisão sinto-me em casa, porque nem me lembro das câmaras. Esqueço tudo. Nas entrevistas, como os jornalistas nem sempre as preparam, refugiam-se nas perguntas calistas sobre a família, o que me provoca uma retracção imediata. Nas fotos é uma desgraça. Quando me dizem "sorria, a cabecinha mais para o lado, a mão mais para fora, etc, etc..." começa o meu sofrimento. Fico hirta que nem um carapau.
Porém, duas excepções eu registei: Pedro Ferreira e Pedro Letria. Ambos me fizeram "sentir eu", quando disparavam a sua máquina. E de ambos guardo as minhas melhores imagens que tenho.
Depois de, em Maio, ter andado num virote por causa das "Coisas que sei... ou julgo saber", que vai para a 5ª edição, seguiram-se as " Mulheres que amaram demais" e foi outra correria. Agora, para os "Nós de Amor" e para o "Receituário", nem sei que diga. Mas não vou fazer mais lançamentos... porque tenho medo de morrer, ou... de que me matem!

HSC

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O último!

Aqui está a capa do meu terceiro livro de cozinha, que vai estar nas livrarias a partir de quinta feira. Este livro é dedicado à Maggie, do blogue Criativemo-nos.blogspot.com que acompanho praticamente desde que comecei o Fio de Prumo. Não sei como lá fui parar. Mas hoje sei que tal deveria acontecer-me. Um dia, a brincar, fiz-lhe esta promessa. Aqui está, muito a sério, o cumprimento da mesma. Com muito gosto, este livro é para ela.
A blogosfera talvez tenda a que criemos os nossos pequenos grupos de eleição. Talvez. Mas o que eu tenho recebido em troca, de informação, de debate e de carinho não tem preço. Sendo, como é, um dos meios de comunicação mais interactivos, tem sobre os livros essa vantagem muito importante da reacção imediata.
Fiz na net amigos virtuais que me têm proporcionado muitas horas de aprendizagem, de desafio, de prazer compartilhado e de algumas boas gargalhadas.
À Margarida, neste caso, aqui fica a minha terna dedicatória!

HSC

Honra lhes seja feita!

Ontem já tinha chegado um blindado. Talvez por isso, começaram a conhecer-se mais pormenores desta encomenda de material que, agora, se tenta explicar ser afinal necessária mesmo que não houvesse Cimeira. Mas, se assim era, porquê a urgência que ditou que não houvesse concurso público? E porquê a assinatura do contrato apenas cinco dias antes da dita Cimeira? Há, aqui, uma qualquer névoa que urge dissipar.
Se, em tempos de normalidade a utilização dos dinheiro públicos deve ser cautelosa, em tempo de crise ela deve sê-lo mais ainda. Logo, este caso deve ser bem esclarecido. Pelo exemplo, pela importância, pelos sacrifícios que nos são exigidos, pela ética. A culpa não pode, nem deve morrer solteira, pese embora todos os dias sermos confrontados com mentiras e com meias verdades dos responsáveis. Impunemente.
Mas em tudo isto há, de facto, algo que deve ser elogiado. Muito. E o louvor vai para a forma como decorreu a organização da Cimeira, sobretudo no que à Segurança respeita. Mesmo sem os blindados, mesmo sem o material que havia sido encomendado, as mulheres e os homens que se ocuparam de garantir a salvaguarda da nata política europeia e não só, merecem os mais rasgados elogios. O que prova que, quando nos encontramos em situações limites, não ficamos atrás dos melhores!

HSC