quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Não se acredita...

Na YO DONA, a revista do jornal El Mundo, de 12 de Dezembro, vinha publicado um artigo algo arrepiante que referia o último grande "negócio" em matéria de procriação, o qual envolve, já, 400 milhões de euros.
De que se trata, então? Apenas de bebés espanhois made in India. Exactamente. Leram bem. Os genes são espanhóis mas chegam ao mundo em ventres indianos. Dados os competitivos preços praticados nas clínicas deste país pelo aluguer de ventres maternos, são cada vez mais numerosos os casais que a eles recorrem. Trata-se de um trafego internacional florescente, que uns consideram exploração e outros vêem como esperança. São as chamadas "fábricas de bébés"...
As mães de aluguer não podem, durante a gravidez, sair à rua e só se lhes permite receber uma visita de familiares por semana. Têm de obedecer a condições prévias de saúde bastante exigentes e recebem por cada contrato quantias que se situam entre os 3500 e os 4500 euros, o que corresponde, aproximadamente, a dez anos de trabalho no campo ou a uma casa modesta numa zona rural.
Estas clínicas multiplicam-se e os ventres disponíveis também, sobretudo, longe das zonas urbanas. E como os preços na Índia se situam em cerca de metade dos mais baixos praticados nos Estados Unidos, o negócio floresce.
Outros pormenores não cabem no espaço de um post. Tão pouco sei se tal tipo de transação já terá chegado a Portugal. Mas, depois de todas as transformações por que as sociedades actuais têm passado, será que este novo comportamento ainda consegue espantar alguém? Possivelmente, só a mim!

HSC

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

E cá vamos nós...

O país vive em permanente agitação. É a Assembleia que não se entende, o governo a fingir de vítima, o Presidente a pensar em 2011, os cidadãos a serem ludibriados pela banca, a criminalidade violenta a aumentar, o desemprego a crescer e... nós a pagar. Os que pagam, claro!
Eu sei que já passámos por períodos semelhantes. Mas, insisto, a palavra "semelhantes", é muito diversa de "iguais". Aqui e na matemática.
Mesmo nos mais agitados tempos de que me lembro, nunca coincidiu, numa mesma época, tanta falta de senso. O governo não governa. A oposição só se opõe. O PR não intervem e cada um trata de si, sem pensar no futuro nem naquilo a que se chama solidariedade.
E, no meio duma crise de que se fala diariamente, os portugueses bateram, este Natal, o record de levantamentos em multibanco. Foram "apenas" 80,7 milhões de euros por dia no período de 1 a 26 de Dezembro, totalizando mais de 2,1 mil milhões de euros naquela rede. Só no dia 23, as caixas automáticas registaram 3,3 milhões de operações num valor de 127 milhões de euros.
Ora se a estes valores adicionarmos "outras compras feitas a crédito", teremos a bela visão do que vai passar-se, em matéria de endividamento familiar, a partir de Janeiro. Mas quando de fala desta matéria fala-se, também, de crédito mal parado. Que, paulatinamente, caminha para cumes nunca antes atingidos.
Será que ensandecemos? Ou, pior, estamos perfeitamente lúcidos e sabemos que, não havendo futuro, só vale a pena gozar o presente?!

HSC

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lição exemplar

Recomecei a vida que, neste período natalício ficou, como sempre, em suspenso. Lembrei os que partiram mas, finalmente, a tristeza começou a desaparecer.
Hoje era o aniversário da morte de um grande amigo meu. Fui à missa em sua intenção, como ontém fora à de minha mãe. Nada de surpreendente, portanto.
Só que em ambas as ocasiões sucedeu algo de inesperado. Refiro-me ao coro que acompanhou ambas as celebrações. Exactamente. Um coro de cinco negros fabulosos que, de forma perfeitamente inesperada cantaram, em batuque, os vários cânticos de Natal, surpreendendo tudo e todos. A vertigem do ritmo foi tal que, em ambos os casos, levou - pelo menos, a mim - a que a lembrança da morte fosse sentida como uma verdadeira glorificação da vida.
Saí dali aturdida. Mas em paz e, de novo, conciliada com a alegria. Aquele quinteto - que estava longe de ser de jovens -, numa espécie de sinal, havia-me mostrado que era chegada a altura de honrar os meus mortos com alento e não com tristeza. Lição exemplar!

H.S.C

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um presente diferente

É a primeira vez que carrego um vídeo no blog. Esperemos que se consiga abrir porque é uma espécie de presente para todos os que me lêm!

HSC



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal tranquilo

A todos os que têm a paciência de me ler, desejo um Natal em paz. Com a tranquilidade possível. Acreditando - eu sei que é preciso muito esforço - que melhores dias virão e que terei, finalmente, oportunidade de, aqui, dizer bem de alguma coisa.
Eu estou no frio. Mas quentinha e rodeada dos que amo. Enquanto isto acontecer, dou graças a Deus. Só não sei a quem hão-de dar graças aqueles que não acreditam...

H.S.C

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

http://www.elpais.com/articulo/economia/Numeros/vez/rojos/elpepieco/20091220elpepieco_7/Tes

Como sou uma ignorante resolvi publicar em título o link correcto do jornal El Pais que referi no post anterior e que me dizem ter sido removido. Acabei de lá ir e está lá. Havia um hifen que não estava introduzido e que devia causar problemas. Agora fiz copiar e colar para não haver engano!

H.S.C

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cá estou eu...

Desapareci por uns dias e dei um pulo à cidade luz. Um frio imenso apenas aquecido pelos ventos da imprensa estrangeira sobre Portugal. Veja-se
e tirem-se as respectivas conclusões. Muito do que lá está tem aqui sido dito. Mas cá dentro a verdade soa a falso e o falso soa a verdade. Que fazer?
Os relatos sobre as agressões verbais parlamentares têm, também, merecido comentários. Duvidosos. Sarcásticos. De quem esquece que, na própria casa, os comportamentos não são muito melhores.
Alguns países anunciaram a saída da recessão técnica. Outros, como nós, anunciaram-na muito antes de ela acabar. Até nisso somos originais...

HSC