sexta-feira, 24 de abril de 2026

O PIOR DIA DA MINHA VIDA

A 24 de Abril de 2012 morria, nos meus braços, o meu filho Miguel. Tinha 54 anos e não mentirei se disser, que desde os 12 anos foram quase exclusivamente dedicados à política.

Não foram fáceis esses anos de “esquerda”, em que os estudos ficavam sempre em segundo lugar, relativamente às obrigações escolares e ao que eu considerava ser importante, ele adquirir do ponto de vista cultural.

Durante todos estes anos não houve dia em que me não lembrasse dele, pese embora, só o tivesse conseguido chorar verdadeiramente, anos depois da sua morte. O que se explica, penso, porque o seu partido político se “apossou”, verdadeiramente, da sua morte.

O último pedido que me dirigiu foi que eu não virasse “mãe chorosa” e que, pelo contrário, andasse para a frente com a minha vida. Foi o que fiz e continuo a fazer!

Mas, confesso, não consigo apagar a mágoa que me causou a falta de privacidade que envolveu o seu desaparecimento. É que para toda a gente, a morte, constitui o ato mais privado de uma família.

Apesar disso reconheço que foi feliz por ter vivido a vida que quis, como quis e com quem quis. Por muito que me tenham doído algumas escolhas que fez, o meu coração vive apaziguado pela sua felicidade, o meu bem mais precioso!  

 

6 comentários:

  1. Um Homem de causas e convicções fortes.
    Que marcou mesmo quem dele discordava politicamente.
    Porque era acima de tudo culto e educado.

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  2. Há dias em que parece que acaba o mundo e chegamos a desejar que isso aconteça.Depois,e sem que nada o faça esquecer,andamos para a frente e cada um à sua maneira vai carregando a sua cruz,umas vezes melhor,outras com mais custo.Mas pode crer que o seu exemplo é uma grande ajuda para muita gente e que encontra em todos os seus seguidores uma enorme base de apoio.
    Um grande abraço muito apertado!

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  3. Um filho, o único laço que nem a morte desaperta. Um abraço!

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