A 24 de Abril de 2012 morria, nos meus braços, o meu filho Miguel.
Tinha 54 anos e não mentirei se disser, que desde os 12 anos foram quase
exclusivamente dedicados à política.
Não foram fáceis esses anos de “esquerda”, em que os estudos
ficavam sempre em segundo lugar, relativamente às obrigações escolares e ao que
eu considerava ser importante, ele adquirir do ponto de vista cultural.
Durante todos estes anos não houve dia em que me não
lembrasse dele, pese embora, só o tivesse conseguido chorar verdadeiramente,
anos depois da sua morte. O que se explica, penso, porque o seu partido político
se “apossou”, verdadeiramente, da sua morte.
O último pedido que me dirigiu foi que eu não virasse “mãe
chorosa” e que, pelo contrário, andasse para a frente com a minha vida. Foi o
que fiz e continuo a fazer!
Mas, confesso, não consigo apagar a mágoa que me causou a
falta de privacidade que envolveu o seu desaparecimento. É que para toda a
gente, a morte, constitui o ato mais privado de uma família.
Apesar disso reconheço que foi feliz por ter vivido a vida
que quis, como quis e com quem quis. Por muito que me tenham doído algumas
escolhas que fez, o meu coração vive apaziguado pela sua felicidade, o meu bem
mais precioso!
Um grande abraço e muita força.
ResponderEliminarUm Homem de causas e convicções fortes.
ResponderEliminarQue marcou mesmo quem dele discordava politicamente.
Porque era acima de tudo culto e educado.
Há dias em que parece que acaba o mundo e chegamos a desejar que isso aconteça.Depois,e sem que nada o faça esquecer,andamos para a frente e cada um à sua maneira vai carregando a sua cruz,umas vezes melhor,outras com mais custo.Mas pode crer que o seu exemplo é uma grande ajuda para muita gente e que encontra em todos os seus seguidores uma enorme base de apoio.
ResponderEliminarUm grande abraço muito apertado!
Um filho, o único laço que nem a morte desaperta. Um abraço!
ResponderEliminar💎
ResponderEliminarAmor.
ResponderEliminarPelo infinito e mais além **