quarta-feira, 15 de abril de 2026

NA ÉPOCA DOS IMPOSTOS

Falo por mim, mas julgo que, no fundo, ninguém gosta de pagar impostos, porque mexe com algo muito básico: aquilo é o nosso dinheiro. Foi ganho com tempo, esforço, às vezes até com sacrifício… e, de repente, uma parte desaparece antes sequer de passar pelas nossas mãos. Não é uma escolha, não é opcional — é imposto. E só essa ideia já causa resistência.

Depois há aquela sensação meio irritante de não saber bem para onde vai. Sabe-se que, em teoria, está a financiar coisas importantes — hospitais, escolas, estradas — mas no dia a dia, nada disso é assim tão visível. O que se sente é mais o que sai, do que o que volta.

E também pesa a confiança. Quando há notícias de má gestão ou desperdício, mesmo que não seja tudo assim, fica a insidiosa dúvida: “estou a contribuir para algo que funciona… ou só a alimentar um sistema ineficiente?” Isto corrói um bocado a aceitação.

Ao mesmo tempo, há um certo conflito interno. Porque, sendo honestos, todos queremos viver num sítio com serviços públicos a funcionar, segurança, apoio quando é preciso. Só que ninguém gosta muito da parte de pagar por isso — especialmente quando algo, parece pouco transparente ou injusto.

No fim, talvez não seja tanto o “odiar impostos”, mas mais uma mistura de perda, falta de controlo e alguma desconfiança. E isso é uma combinação difícil de engolir. Muito difícil mesmo!

 

4 comentários:

  1. Pagar impostos, contribuir para o bem comum, é um dever.
    O problema surge quando se fica com a sensação que o imposto é utilizado para o que não suposto ser.

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  2. Pagámos IRS, pagámos IVA em tudo que compramos, nos combustíveis pagamos imensos impostos não é só o IVA, pagámos IUC, pagámos IMI, pagámos SS não é um imposto mas serve para termos um SNS que cuide nós e não é o caso esperamos anos para fazer uma operação, se quisermos ser tratados pagámos seguro de saúde para irmos ao privado...
    Na a realidade 60% do nosso ordenado é para pagar imposto e serviços públicos juntando a isto termos de pagar a educação dos nossos filhos que é caríssimo, mais a Habitação que é um bem essencial, o que sobra para o povo trabalhador e honesto. Nada não sobra na nada e os medíocres que governam o nosso país, não se importam nada com isso.

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