Gosto
de trabalhar mas aprecio muito pouco ser definida como trabalhadora. Como
também não gosto de ser catalogada com outros epítetos idênticos que a
sociedade me atribui e pouco ou nada dizem sobre a pessoa que sou.
De
facto, nem o numero fiscal, nem o do Serviço Nacional de Saúde ou o NIB contribuem
alguma coisa para a definição do meu perfil. Servem apenas para me catalogar
num universo que desconheço e no qual me inserem. Mas que nada adianta ou esclarece sobre o meu verdadeiro "eu".
Por
isso, nem o dia do trabalhador nem o dia da mulher constituem datas com as quais me identifique ou tenham para mim real significado.
O 1ª
de Maio é e será, sempre, o dia em que nasceu o meu primeiro filho e, este
facto sim, define uma parte importante daquela que fui, daquela que sou e
daquela que serei.
É verdade que sou
trabalhadora mas não faço dessa circunstância nem uma mística nem uma
filosofia, já que trabalho para viver e não vivo para trabalhar. Porque,
acredito, o essencial da vida está muito para além do trabalho. E isso, sim, é
que merece ser glorificado!
HSC