quarta-feira, 4 de março de 2015

Questão de idade?

Se um homem mais velho casar com uma mulher mais nova, toda a gente considera normal. Se, ao invés, uma mulher mais velha casar com um homem mais novo, muita gente ainda fica surpreendida. E, até, nalguns casos, chocada. Porquê? O que é que justifica a reacção negativa?
Em certos países esta opção é já bastante comum entre as chamadas “famosas”, que não costumam preocupar-se muito com a diferença etária, dado o estatuto especial de que gozam. Todavia, longe dos holofotes, muitas mulheres não hesitam e namoram rapazes mais novos. São elas que conhecem as vantagens e os inconvenientes que a diferença de idade pode trazer a um relacionamento. 
Do ponto de vista sexual, na cama, a diferença de idade não importa muito, dizem os clínicos. Quem já passou por isso, limita-se a afirmar que “que basta ambos quererem e tudo será muito bom”.
O problema pode surgir no dia a dia em que as coisas não são assim tão simples". Hoje já muitas mulheres de 40 anos preferem homens que tenham, no máximo, a mesma idade delas.  Porque são independentes e entendem que não têm por missão ficar em casa a aturar as vicissitudes de um marido mais velho.
Ora é aqui que reside o cerne da questão. Antigamente o homem mais velho era o garante da sobrevivência da mulher. Para muitas, para cada vez mais isso já não é válido. Ora se assim é, que justificação pode haver para censurar uma relação em que o homem seja mais novo que a mulher?
Acresce que se a menopausa pode trazer ao sexo feminino problemas clinicamente solúveis, eles não são, nos dias que correm, menores nem maiores do que aqueles que surgem no sexo masculino da mesma idade...

HSC

terça-feira, 3 de março de 2015

Cozinhar com o coração

Quem anda aqui, por este blog, sabe que volta não volta, falo de gastronomia e dos seus encantos. Ou são programas televisivos, ou são livros ou são, até, restaurantes. É com prazer que o faço.
Há algum tempo que a cozinha vegetariana me interessa. Gosto de frutas e legumes, mas tenho a sensação de que as pessoas continuam muito mal informadas acerca do que podem fazer com ambos e, sobretudo, das criações conjuntas que ambos permitem.
Acaba de sair o COZINHAR COM O CORAÇÃO de Rita Sambado que é um autêntico life style baseado numa alimentação vegetariana saudável e criativa que atrai não só quem olha, como satisfaz quem prepara.
Já experimentei duas dessas receitas – gosto de aconselhar com conhecimento de causa – e, confesso, fiquei cativada!


HSC

segunda-feira, 2 de março de 2015

Um justíssimo prémio!



Ontem, no dia em que se comemorava o 725º aniversário da Universidade de Coimbra, teve lugar na sua Reitoria a entrega a José Quitério do "Prémio Universidade de Coimbra" 2015.
Trata-se de um jornalista português que dedicou mais de quatro décadas da sua vida à cultura da gastronomia. 

O elogio do premiado foi feito por José Bento dos Santos, outro nobre da gastronomia portuguesa, actual presidente da Academia Internacional de Gastronomia.
Anteriormente, havia sido feita a leitura de um belíssimo e clássico texto do homenageado.

A unanimidade é muito difícil de se obter, em qualquer área da vida e em particular em Portugal, onde a inveja oblitera os nossos raciocínios.
Pois José Quitério conseguiu o feito de ter juntado à sua volta um conjunto diverso de personalidades que apoiaram a sua candidatura, proposta, aliás, pelo jornalista Fortunato da Câmara, que desde há semanas lhe sucedeu como crítico gastronómico do "Expresso".
Ainda há felizmente, entre nós, casos como o de José Quitério, para nos darem fundada alegria!


HSC

Falar claro, precisa-se!

«Depois da ignóbil chinesice de Costa, abandono o PS e é já!»

Alfredo Barroso, militante nº 15 do PS

Ou eu não sei ler ou eles não sabem falar. Mas qual foi a ignóbil chinesisse de Costa?! Não deveria antes Alfredo Barroso ter dito:

       "Depois das ignóbeis declarações feitas por Costa aos chineses 
demito-me do PS e é já!"?

Isto, claro, se alguém puder entender as declações de Costa como ignóbeis... o que, confesso, não descortino em que mundo será!

Em tempo

No DN Online:
Alfredo Barroso reconheceu que "não soube conter excessos de linguagem" que foram escritos "ainda sob o efeito da indignação". Excesso, confessa que "nunca devia ter cometido".
"Não os rectifiquei a tempo, nem pedi as desculpas que se impunham, mas faço-o agora. Mais vale tarde do que nunca", escreve o fundador do PS.

Se forem verdadeiras as afirmações, ainda bem. Significa que prevaleceu o bom senso!

HSC

E era ele o melhor gestor do mundo...


Perplexidade seria uma palavra muito suave para exprimir o que senti perante as "não declarações"  e a falta de memória com que o Sr Zeinal Bava se permitiu na Comissão de Inquérito ao BES que está a decorrer na Assembleia da República. 
Aquilo a que eu assisti foi uma vergonha e um total desrespeito à casa da democracia. Então teria sido melhor dizer, à partida, que não responderia a qualquer questão que fosse colocada. Não o tendo feito "insultou" os deputados e casa que eles servem.
E foi este homem que mereceu o prémio do melhor gestor do mundo... Absolutamente lamentável!

HSC

Os obcecados

Já aqui escrevi por mais de uma vez que ser mãe não implica nem perder autonomia, nem sequer deixar de ter pensamento próprio.
Fui mulher, mãe, nora e cunhada de políticos. Um karma que não escolhi, mas que a vida, infelizmente, escolheu por mim. Nada a fazer. Acresce, para alindar o quadro familiar, que nunca me identifiquei com o pensamento de nenhum deles, nem tão pouco a matéria em causa me provocou especial interesse. 
Fui muitas vezes aliciada para as fileiras da esquerda - curiosamente a direita temia a minha frontalidade - e a todos disse não. E, julgo, poderia até ter dito nunca ou  jamais porque, de certo, me não arrependeria.
Fui mãe de um homem de esquerda e sou-o de um de direita, seja o que for que esta idiota distinção queira dizer. A Pide, no passado, bem tentou incomodar-me. Como agora, os pseudo esquerdistas ensaiam, por vezes, fazer neste blog, vergastando o meu filho. 
Para além de grosseiro é absolutamente inútil. Como diz o ditado, esquecem-se que "viro frangos há muito tempo". O tempo suficiente para que as vozes dos burros não cheguem aos meus ouvidos.
Os que me lêm com alguma regularidade sabem o que penso deste governo, no qual não votei. E se publico hoje o comentário - o último - é para permitir, caritativamente, ao seu infeliz autor, o derradeiro orgasmo intelectual que isso lhe deverá proporcionar. Aproveite-o bem!

HSC