Pertenci a um tempo em que a felicidade cabia em pequenos
gestos. Um tempo em que brincar na rua até o pôr do sol era a maior aventura do
dia e voltar para casa com os joelhos sujos de terra era sinal de uma infância
bem vivida.
Era um tempo em que as conversas aconteciam olhos nos olhos,
sentados na calçada ou à volta da mesa. Não havia pressa em responder
mensagens, porque as mensagens eram dadas com a voz, com risos e com silêncio
partilhado.
Pertenci a um tempo em que um pedaço de pão com manteiga, um
copo de leite quente ou uma fruta colhida do quintal tinham um sabor especial.
Não porque fossem raros, mas porque eram vividos com calma.
As tardes eram longas, o tempo parecia maior e a vida era
feita de coisas que não custavam dinheiro: subir às árvores, correr atrás de
uma bola, ouvir histórias dos mais velhos ou simplesmente observar o céu.
Pertenci a um tempo em que a simplicidade não era pobreza,
era riqueza. Riqueza de momentos, de presença, de afetos verdadeiros.
Hoje o mundo mudou, tudo é mais rápido, mais barulhento, mais
conectado. Mas dentro de mim ainda vive aquele tempo de coisas simples. E
talvez seja essa memória que me lembra, todos os dias, que a verdadeira
felicidade continua a morar nas pequenas coisas.
💕
ResponderEliminarUm tempo em que chegar a casa antes do pôr do sol levava os pais a perguntar se havia algum problema.
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ResponderEliminar🌻🌻
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