Dois canais
de televisão apresentam, actualmente, programas com índices de audiência
elevados, nos quais a menorização da mulher é notória. Audiência na qual,
sabe-se, muitas mulheres participam, longas horas agarradas ao ecrã.
Eventualmente até, mesmo, muitas daquelas que se dizem defensoras da igualdade
de género.
Que os
homens o façam é triste, mas não me surpreende. É mais um facto revelador da
educação recebida por parte das mães que tiveram a responsabilidade de os
educar e das escolas que terão tido a responsabilidade de os instruir.
Já me
desilude mais pensar nos motivos que levam aquelas mulheres a aceitar entrar
neste tipo de jogo. Que não será, seguramente, a esperança de virem a encontrar
marido...
Acredito,
então, que o fito possa ser o de obter dividendos no futuro. Mas, se for assim,
teremos que aceitar que aquele estereotipo da mulher portuguesa é uma
realidade. E, felizmente, não é.
Estes
programas – que, já sabemos, só vê quem quer –, do meu ponto de vista, não podem
ser considerados como forma de entretenimento, a menos que aceitemos que este
seja um veículo de nos tornar mais idiotas.
HSC
