quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A nossa origem



O ano de 2019 começou da melhor forma para equipa de cientistas que está a seguir a sonda New Horizons. Depois de ter revelado de perto o rosto de Plutão e da lua Charon, a sonda norte americana seguiu caminho para fora do sistema solar e dá agora a conhecer, no primeiro dia do ano, um dos asteróides mais antigos e um dos mais distantes alguma vez visitado por um objeto terrestre.
Nunca antes uma equipa de sondas espaciais analisou um corpo tão pequeno, a tão alta velocidade e tão longe no abismo do espaço.
As imagens inéditas e únicas foram tiradas a uma distância aproximada de 27 mil quilómetros e revelam um asteróide constituido por duas esferas rochosas unidas.
De ponta a ponta, o Ultima Thule, mede 33 quilómetros de comprimento. A equipa que está a trabalhar os dados enviados pela sonda batizou as duas esferas do astro. Ultima para a esfera maior (19 quilómetros de diâmetro) e Thule para esfera menor (14 quilómetros de diâmetro). 
Os mais curiosos irão certamente questionar como se terá formado este "oito" espacial em forma de boneco de neve. A equipa de cientistas explica que as duas esferas, provavelmente, ter-se-ão unido já numa fase final da formação do sistema solar, colidindo as duas massas de forma pouco violenta e acabando por ficar unidas. 
Esta visita constitui para a história da exploração espacial uma oportunidade única. O asteróide Ultima Thule, é diferente de tudo o que já se viu, abrindo "novos horizontes" sobre os processos que construíram os planetas há quatro mil milhões e meio de anos.
Mas os primeiros dados e fotos, agora recebidos na Terra, serão apenas o início da grande aventura a alta velocidade, que a New Horizons preconizou. No futuro mais imagens de maior resolução e novos dados irão continuar a chegar e a ser analisados. Esperemos os resultados da sua análise.

Para quem, como eu, vem de um mundo de silêncio, uma notícia desta natureza, não pode deixar de ser empolgante. É que ela irá prosseguir algo – a nossa origem -, que o homem procura há muitos séculos. E irá permitir, muito possivelmente, definir e enquadrar o nosso futuro, até agora feito de conceitos e preconceitos.

HSC

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Peregrinação interior


Daqui a umas algumas horas, alguns de nós, celebrarão o nascimento de Jesus. Outros, apenas celebrarão a festa da troca de presentes. Outros, ainda, celebrarão a familia que se reune, pese embora possam estar meses a fio sem se verem.
Este ano, em que a maior parte dos que me são queridos já partiu, decidi que faria o meu Natal, fora do ninho da família, numa espécie de retiro espiritual, dado que o quis dedicar inteiramente à minha mãe, que morreu nesta época. Há muito tempo que sonhava fazer este tipo de isolamento, de peregrinação interior. 
O meu filho queria muito levar-me para a neve, de que tanto gosto, mas teve que desistir da minha companhia, porque a minha decisão, essa sim, foi irrevogável.
Porém, não quero deixar de desejar a todos os que me lêem, os votos de que se sintam felizes com o calor da família do sangue ou da adoptada. E também que 2019 possa ser muito melhor do que eu imagino. Rezarei pela felicidade de todos vós!

HSC

sábado, 22 de dezembro de 2018

O SAL DA VIDA


Estou contente. O meu último livro - O SAL DA VIDA - voltou aos Top 10 da Bertrand e da Fnac. Numa altura em que os novos livros estão a aparecer todos ao mesmo tempo, isto significa que os meus leitores continuam a gostar de me ler. O que, como calculam, para quem escreve, é a máxima gratificação. A todos eles o meu reconhecido obrigada e os votos de um feliz Natal.

HSC

Os nossos coletes


Por aqui, os nossos coletes apenas provocaram algumas dificuldades ao transito, mas tiveram o comportamento cívico esperado. Nós não somos a França, nem as razões que assistiam aos franceses eram as nossas. Salve-se isso! Mas mostra bem a importância que as redes sociais podem ter, quando mal utilizadas.
Os coletes nacionais pretendiam "parar Portugal". Não conseguiram. Entre nós só quem "sabe" fazer manifestações de rua é o PCP. Mas esse, com o apoio que dá ao governo, tratou de se desmarcar do movimento. O que se entende porque os comunistas são institucionalistas por natureza e esta manifestação era tudo menos isso. 
Só me surpreendeu mesmo foi não ver um bloquista vestido de amarelo. Mas, naturalmente, não tinha a televisão ligada no canal certo...

HSC

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Esta não é a Paris que eu amo!


Sempre considerei Paris a minha cidade de adoção. Durante anos viajei para lá em trabalho e durante seis vivi lá. Quase tudo o que de bom me aconteceu, foi naquela cidade que ocorreu.
Dói profundamente ver as imagens que a televisão transmite, em que o caos parece instalado. E nas quais só consigo rever os piores momentos de 1968 que lá passei.
Esta cidade foi o sonho da minha juventude e teria sido por lá que teria ficado se me não tivesse divorciado e ficado sujeita à imposição de não poder levar os filhos comigo.
Algumas vezes penso como teria sido diferente a nossa vida se tivesse podido usufruir dessa liberdade...

HSC

domingo, 16 de dezembro de 2018

E se cativássemos Centeno?

As cativações foram o meio que Mario Centeno utilizou para o Primeiro Ministro distribuir aquilo que, de facto, não tinha. O que interessava era o brilharete do deficit e convencer o povinho que a austeridade estava acabada.
António Costa é um politico nato e sabe mais de olhos fechados que muitos pares seus de olhos abertos. Centeno, por seu lado, é um técnico que soube aproveitar a política e servir-se dela para chegar onde chegou. É, aliás isso que explica que o Presidente do Eurogrupo possa admoestar ligeiramente o seu clone Ministro das Finanças português.
Com todas as dificuldades que se adivinham, se o governo "cativasse" Centeno - como cativou Gaspar -, era capaz de não ser mau...
Aliás já se rumoreja por aí que Sua Excelência só cá ficará até às eleições. Depois, como todos os portugueses que desempenharam funções governativas, optará pelo lugar internacional e ficará a fiscalizar o seu substituto. A história muda muito pouco e as cativações também!

HSC 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Macron, um político acabado?



Les 'gilets jaunes' ont brisé Emmanuel Macron. Ils ont brisé son élan, sa trajectoire, et plus ça, sa jeunesse.

“…Les 'gilets jaunes' ont bouleversé la vie politique, ils ont changé le rapport de force politique. Les 'gilets jaunes' ont brisé Emmanuel Macron. Ils ont brisé son élan, sa trajectoire, et plus que ça, sa jeunesse. Hier soir, à la télévision, Emmanuel Macron n'avait pas l'âge de son état civil. Il n'avait pas 40 ans, il en avait 50.
Est-ce que ce bilan suffit aux 'gilets jaunes' ? Et s'ils veulent autre chose, ils veulent quoi ? Veulent-ils substituer Marine Le Pen et Jean-Luc Mélenchon à Emmanuel Macron ? Ils ont le droit, mais qu'ils le disent. A un moment, dans la démocratie, la transparence n'est pas une vertu ou une qualité, c'est une obligation. C'est ce qu'on doit attendre des 'gilets jaunes'. Qu'ils nous disent ce qu'ils veulent, parce que si on a envie d'aller avec eux, on ira. Et si on n'a pas envie, on n'ira pas."...
                                In Editorial do jornal Figaro, hoje

O discurso do Presidente francês não convenceu uma boa parte dos manifestantes. E, de certo modo, o facto não surpreende, porque depois de dias e dias de silêncio, as benesses agora concedidas para 2019 não se compreendem muito bem.
Com efeito, a taxa que esteve na origem de tudo isto, visava levar as populações a usarem energias limpas. Disto passou-se o que se viu e se mantém, com prejuízos gravíssimos para a economia francesa.
É justo, em democracia, privar comerciantes, empresas e cidadãos, daquilo que são os seus direitos?!
É justo, que um grupo de pessoas, movidos não se sabe por quem, continue a obstruir o normal funcionamento da coletividade?!
Não há, em democracia, limites quando o caos se começa a instalar?!
Será que os coletes amarelos desejam substituir Macron por Le Pen ou por Melanchon? Se sim, então é importante que o digam, sem ter que destruir tudo à sua passagem.

HSC