segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Autopromoção


O meu novo livro irá para as livrarias na última semana de Outubro. Reune uma serie de "short stories" que ao longo de vários anos fui escrevendo e que ainda não tinha publicado.
Dentro desses contos - memórias de pessoas que, ao longo da vida, fui conhecendo -, há os que são pura ficção, os que são reais e aqueles que eu própria vivi. 
Sempre gostei de contar histórias e, a partir de uma certa altura, passei mesmo a ter prazer em escreve-las. É um ritmo diferente do romance e que dá maior liberdade a quem cria.
No SAL DA VIDA irão encontrar uma enorme variedade de situações e dois textos sobre felicidade e saudade que, não sendo histórias, são o fio condutor de todas elas.
Escrevi este livro num período especial da minha vida e deu-me um grande prazer reunir desta forma o passado e o presente literário. Se o lerem atentamente irão ver que a mulher que sou hoje, já se desenhava nas histórias escritas há uns anos. 
Espero que gostem e que se emocionem!

HSC

sábado, 13 de outubro de 2018

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos


Celebra-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, essa área da medicina que tenta ajudar-nos a viver com dignidade, quando já tudo parece sem ajuda. É uma causa que amadrinho desde que conheci o trabalho desenvolvido pela Dra Isabel Galriça Neto e pela sua equipa já lá vão uns largos anos. Oxalá eles existissem quando, num Natal bem triste, a minha mãe morreu!
Sei que há, ainda, um longo caminho a percorrer, mas a caminhada está iniciada e já nada a fará deter ou regredir. Hoje, o labor maior da "nossa" Isabel, desenvolve-se no Hospital da Luz e na área política, onde tem sido uma voz activa nesta matéria.
Nada disto se pode, claro, fazer sem uma equipa. E ela, felizmente, tem-na. Por isso, no dia de hoje o meu abraço vai para todos eles, cujo trabalho conheço mais de perto. Bem hajam pelo que fazem por todos os que vos procuram e pela luta que têm desenvolvido!

HSC

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O sexo e a escola


Uma escola, no Porto, distribuiu aos seus alunos inquéritos de caracterização socio-demográfica que estão a gerar controvérsia. De facto, questionam-se crianças entre os 9 e os 11 anos, sobre a sua preferência sexual.
A situação foi denunciada nas redes sociais, onde surge publicado um dos exemplares do inquérito em causa, distribuído a alunos da escola Francisco Torrinha, no Porto e que reproduzo acima. 
Questionada, a escola disse que "não presta qualquer declaração" sobre o assunto, ficando por esclarecer em que contexto é que o questionário foi realizado, com que propósito, e se se tratou de uma situação isolada ou se foi replicada noutros estabelecimentos de ensino.
Mais tarde, em declarações à Lusa, o Ministério da Educação (ME) disse que pediu esclarecimentos à escola sobre a referida ficha, distribuída aos alunos no âmbito da disciplina 'Cidadania'. 
Recentemente um outro inquérito distribuído a alunos, que viria prontamente a ser retirado pela Direção-Geral de Educação, gerou polémica. Em várias escolas de Lisboa e do Porto foram entregues aos alunos e famílias inquéritos em que, entre outras perguntas, havia questões sobre as origens dos pais, nomeadamente sobre se algum deles tinha origem "portuguesa, cigana, chinesa, africana, Europa de Leste, indiana, brasileira".
De acordo com um encarregado de educação, os responsáveis pelos alunos "foram avisados da existência" da disciplina 'Cidadania', no âmbito da qual "se abordariam temas como as relações interpessoais e violência no namoro".
Os encarregados de educação receberam em casa um papel para autorizar a participação dos seus filhos nesta disciplina. Mas não estavam à espera que fossem colocadas questões como estas, acrescentou o mesmo encarregado de educação.
Entretanto, na escola Francisco Torrinha no Porto, a ideologia de género vai entrando devagarinho nas salas de aula. São alunos do 5 ano, com 10/11 anos a quem perguntam se namoram e se se sentem atraídos por homens, mulheres ou outros.
Isto já faz parte do programa escolar. A disciplina de cidadania AINDA não é obrigatória. Mas parece ser esse o objectivo do governo.

Já não tenho filhos ou netos a atravessar situações desta natureza. Mas passei por algumas outras e não deixei, nunca, de esclarecer os respectivos estabelecimentos de ensino que a mim competia “educar” e a eles competia “instruir” e que, nessa matéria, não passava procuração a ninguém.

HSC

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Baixíssima terapia




Um grupo de amigas minhas, com as quais convivo muito e que tem marcadas preocupações culturais, decidiu que devíamos ir ao teatro ver a peça BAIXA TERAPIA, com António Fagundes e um elenco muito familiar, já que nele entram a actual e a ex mulher e um filho do actor. 
A peça aborda o tema da terapia de grupo, que sendo delicado, só com humor muito subtil, poderia ser abordado. Algo que, creio, os ingleses, fariam na perfeição. Esta peça, a primeira de um autor argentino - Matias del Frederico -, é o contrário disso. 
Mas a plateia aplaudiu de pé. Nós quatro não nos levantámos nem aplaudimos. Devíamos ter sido as únicas. Não olhei para trás, mas vi quem estava à minha frente.
É uma comédia onde as palavras vulgares abundam e onde a graça é, no mínimo demasiado brejeira para o meu gosto, que estou longe de ser puritana. 
Pessoalmente, dá-me pena ver um actor como Fagundes alinhar naquele espetáculo. E mais pena, ainda, ver como uma certa forma de humor boçal é tão bem aceite por parte de alguns portugueses. De facto, nesta peça pode dizer-se que a verdade está no título...

HSC

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Só faltava Ronaldo!



O movimento de mulheres há décadas sexualmente abusadas, está a tornar-se virótico e, infelizmente, pelo modo como tem decorrido, menorizando aquelas que, desgraçadamente o foram, mas não tem acesso a constituir casos mediáticos.
Agora é a vez de Cristiano Ronaldo ser acusado de violar uma mulher que, à época, teria 24 anos e aceitou o convite para ir a uma festa na suite que o jogador ocupava num hotel de luxo.
Fez queixa da violação ocorrida, mas não quis referir o nome do violador de quem terá recebido uma alta importância para ficar calada.
Porém, pergunto eu, numa circunstância destas, na América, face a um crime publico não é, obrigatoriamente, feita recolha de vestígios que identificam o violador?!
Esta sucessão de casos mediáticos, faz lembrar os Kennedy ou os Clinton, para não citar já o lamentável caso de Asia Argento - lider das acusações a Harvey Weinstein - que, com 37 anos, assediou Jimmy Bennett, menor de 17 anos, ao qual terá pago o seu silêncio. 
No caso vertente, é difícil acreditar que uma mulher de 24 anos, adulta e suposta acompanhante de luxo, aceite participar numa festa organizada por um jogador solteiro e de sucesso mundial, sem presumir os sérios riscos que corria de, com bebidas a mais, o final não acabar em sexo, eventualmente violento. Aconteceu, queixou-se, não revelou nomes, mas recebeu dinheiro por isso.
E, agora que o dinheiro acabou e Ronaldo está na crista da onda, resolve pedir-lhe nova indemnização, não para se calar, porque já falou, mas para ser recompensada... pelos danos sofridos!
Tenho, de facto, cada vez mais pena daquelas mulheres violadas, que não podem ou não querem servir de repasto mediático sobre matéria tão íntima e dolorosa.

HSC

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Il faut savoir



As suas canções acompanharam a minha vida inteira. Algumas marcaram-me tanto, que as sei de cor.
Charles Aznavour morreu na noite deste domingo, 30 de setembro, para a manhã desta segunda-feira, 1 de outubro, aos 94 anos.
Filho de pais arménios, nasceu em Paris e chamava-se Shahnour Varinag Aznavouriano.
Como músico vendeu mais de 100 milhões de discos e como actor trabalhou em mais de 60 filmes. Charles herdou do pai o talento para o canto e, com apenas nove anos, deixou a escola e começou a cantar e tocar violino pelas ruas, com regularidade.
Tinha acabado de atingir a maioridade, quando a grande voz feminina da canção francesa, Édith Piaf, o ouviu e decidiu leva-lo consigo em digressão, durante dois anos, para um conjunto de concertos em França e nos Estados Unidos da América.
Contudo, seria a sombra de Édith Piaf, que viria a atrasar a afirmação de Charles Aznavour como cantor, que só atinge o estrelato já depois de ter ultrapassado os 30 anos.
Aznavour e Sinatra, com as suas canções, secaram-me algumas lágrimas inúteis e ajudaram-me a gostar de viver. "Il faut savoir" e "My way" acompanhar-me-ão até ao fim dos meus dias...

HSC